01 fevereiro 2008

COMISSÃO BOAS PRÁTICAS SOBRE URBANISMO

Temos assistido nos últimos dias a diversas notícias sobre a recente iniciativa da CML, grosso modo uma Comissão de Boas Práticas sobre o Urbanismo. Convém perceber qual o exacto sentido da mesma, pois só deste modo podemos formular um juízo sobre a bondade da solução.
Trata-se de uma Comissão Consultiva? Isto é do género de um Conselho Superior em matéria urbanística para a cidade? Ou visa-se uma verdadeira Comissão de Fiscalização? Neste caso como articular com os poderes da Assembleia Municipal, em especial com a respectiva Comissão?
Em tempos idos houve o Provedor de Ambiente e Qualidade de Vida em Lisboa que, quando questionou muito certas iniciativas camarárias o Drº João Soares despejou-o e, deste modo extinguiu tal figura. Enquanto, ao tempo, leader parlamentar do PSD, consegui fazer aprovar moções na Assembleia Municipal contra tal prepotência, contando com o sinal positivo do PCP e de João Amaral em particular.
Importa hoje saber se tal órgão, caso seja instítuido, não vem amanhã a ser dissolvido, como é apanágio socialista quando o folclore termina e inicia-se a crítica irreversível.
Por outro lado também convinha saber o que pensam os responsáveis autárquicos do PSD. Por nós temos desde já estas dúvidas. Vamos ao debate.

18 janeiro 2008

Solidariedade

Aqui registo uma palavra de solidariedade a Carmona Rodrigues. Confio nele e na justiça prtuguesa. Força.

17 janeiro 2008

A ACUSAÇÃO A CARMONA VERSUS A RAZÃO DE MARQUES MENDES E PAULA TEIXEIRA DA CRUZ

Constatei alguns comentários no sentido deste título, ou seja que a acusação proferida a Carmona Rodrigues vinha confirmar a validade da doutrina introduzida por Marques Mendes, ou seja que o arguido não tem condições para assegurar a representação política, tendo estado correcto quando lhe retirou tal confiança e precipitou a queda da Câmara Municipal de Lisboa. Trata-se pois da demonstração da validade do citado princípio, precisamente aquele que já aqui critiquei e que o designei como "Presunção de culpa política do presumível inocente jurídico".
Ora acho que este episódio vem confirmar de facto a postura de actuação da equipe de Marques Mendes e de Paula Teixeira da Cruz, mas noutro sentido, ou seja confirmar que as suas opções foram precipitadas e pouco rigorosas, senão vejamos:
1º - A presente acusação a Carmona Rodrigues prende-se com actos praticados no mandato de 2001/2005, ou seja quando assumia a presidência da CML em substituição de Santana Lopes;
2º - A polémica sobre a hasta pública já era comentada e aliás já tinham sido enviados elementos para a Procuradoria, como foi a decisão da então reunião de leaders da Assembleia Municipal, na qual o PSD estava representado por mim próprio;
3º - A opção por Carmona Rodrigues para as eleições de 2005 foi posterior a tais actos, sobre os quais recaiam estes elementos, precisamente sobre ele e Fontão de Carvalho;
4º - Em 2005 a então CPN do PSD, presumo que ciente de tais elementos, ou então com manifesta ligeireza se não os conhecia, optou por uma hierarquia de lista à CML composta por Carmona Rodrigues, logo seguido de Fontão de Carvalho.
De facto se conhecia os elementos e não os equacionou voltou a revelar dois pesos e duas medidas para situações complexas no exercício de mandato autárquico. Se não as conhecia, revela obviamente a falta de diálogo que sempre manifestaram, designadamente com a leaderança cessante da Assembleia Municipal, quanto não fosse para conhecer as principais questões, bem como aceitar sugestões de avaliação dos respectivos deputados.
Assim não colhe misturar estes elementos com a retirada de confiança em 2007 e, consequentemente não o ter apoiado nessas eleições intercalares. Revela sim a falta de densidade das opções tomadas e a contradição com o que ao tempo se apregoava.

01 janeiro 2008

Jantar de Natal

O assunto não foi alvo de grandes notícias ou discussões. Na imprensa escrita apenas o Correio da Manhã pegou no assunto. Pode ler a notícia aqui.

Falo do tradicional jantar de Natal dos funcionários da Câmara Municipal de Lisboa. Ou melhor, da falta dele.

Segundo revela o Correio da Manhã, “António Costa optou este ano por não organizar a festa de Natal para os funcionários da Câmara de Lisboa”, “a opção de Costa prende-se, muito provavelmente, com o facto de este não querer fugir à política de contenção de despesas que tem levado a cabo desde que lidera a autarquia.”

Que a CML precisa de uma política de contenção de custos, ninguém o discute.

Que se acabe com o tradicional jantar de Natal para os funcionários, ninguém percebe.

Não vale a pena falar muito sobre o simbolismo de tal evento e a sua importância na organização. Numa instituição complexa, e que tanto tem sofrido nos últimos tempos, gestos como este não ajudam na fundamental tarefa de mobilizar os trabalhadores da CML. Muito pelo contrário.

Quanto ao argumento financeiro, ele também não colhe. O custo do evento no ano passado atingiu perto dos 144 mil euros. O que representa isto no orçamento da CML? Nada. Ainda para mais com o balão de oxigénio dos 400 milhões de euros que a Assembleia Municipal recentemente aprovou.

O evento do ano passado juntou 6.250 pessoas. Estamos portanto a falar de um investimento, sim, investimento e não despesa, de 23,04 €/pessoa.
Por outro lado o custo do evento representaria cerca de 0,017% do orçamento de 2007.
Estes rácios evidenciam ainda mais o ridículo do argumento financeiro.

Existem muitas coisas onde se pode cortar verba. Existem outras onde não se deve. Ponto!

25 dezembro 2007

Boas Festas!


Foto retirada daqui

14 dezembro 2007

Primeiro Aniversário

Pois é, já lá vai um ano de Crónicas Alfacinhas! Foi no dia 14 de Dezembro que tudo começou. Se quiser, pode reler aqui.

É pois tempo de balanços.

Este Blog nasceu numa altura muito conturbada na Câmara de Lisboa, então presidida pelo PSD. Estávamos nos primeiros dias de uma telenovela na qual era fácil de perceber que não ia haver um "final feliz".

Para essa fatalidade alertámos tantas e tantas vezes aqui, mas quem então mandava não queria nem ouvir, antes preferindo tentar silenciar-nos. Das ameaças em comentários aos posts à possibilidade de processos disciplinares aos seus autores, houve de tudo.
Felizmente esses tempos já lá vão, e nós cá continuamos. Livres como sempre, opinando e dando a cara numa postura de seriedade e de frontalidade.
Por tudo o que já passámos, este Blog é já também um símbolo de coragem e resistência a um tempo findo que assombrou o PSD/Lisboa.

Apesar das adversidades, o Crónicas Alfacinhas vingou e fez o seu caminho.

Basta ver por exemplo o contador de visitas: 18 112 em 12 meses. Devo dizer que superou as nossas melhores expectativas. São mais de 1500 por mês.

Mas a esta variável quantitativa podemos ainda somar a qualitativa.
Entre os nossos leitores encontramos:
Ex-Presidentes da CML, vereadores e ex-vereadores, deputados municipais desde o CDS ao Bloco de Esquerda, deputados à Assembleia da República, assessores do Governo, membros de distritais, secções e concelhias, funcionários e quadros da CML, jornalistas de rádios e jornais que acompanham a actividade política lisboeta, autarcas de outros municípios, etc, etc.

A todos eles queria aqui deixar uma palavra de agradecimento. Penso que podemos afirmar que o Crónicas Alfacinhas já conquistou o seu espaço e é hoje uma realidade da política lisboeta.

Dito isto, só falta esclarecer que este post não é um adeus. Muito pelo contrário!
Muitos combates há ainda para travar em Lisboa, e nós cá estaremos para a luta. Sempre a bem da nossa cidade e do nosso PSD.

Sempre livres e dando a cara porque é assim que se deve fazer política.
Saudações Alfacinhas.

13 dezembro 2007

ULTIMATUM COSTA - A ABSTENÇÃO QUE ERA AFINAL SIM

No passado dia 11 decorreu nova Assembleia Municipal, onde por razões profissionais não pude participar, portanto não constando dos presentes pois, a tempo, solicitara a minha substituição. Claro que fora convocado com uma determinada Ordem de Trabalhos, como aliás é próprio para previamente conhecer-se as matérias objecto da respectiva reunião, na qual não constava qualquer referência à repetição, ou reapreciação, da votação da proposta do empréstimo à CML.
Dir-se-ia que esta temática tinha ganho uma dimensão pública pelo que seria óbvia a repetição da mesma votação, a ocorrer de imediato. Claro que não me parece líquido tal observação pois:
a) A posição da Srª Presidente da AML foi sempre de sustentar a legalidade da votação ocorrida a 4 de Dezembro e, como é sabido, a Srª Presidente não prima muito pelo consenso e diálogo, designadamente com opiniões diferentes das suas;
b) Admitindo a realização de nova votação, precisamente devido a dúvidas formais, a cautela recomendaria que tal repetição fosse revestida de segurança jurídica, designadamente em matéria de convocatória, para que não fosse possível o mínimo de belisco na questão, assegurando-se o prévio conhecimento da temática pelos deputados em efectividade de funções ou, no mínimo, dos que tinham estado a 4 de Dezembro, pois só estes possuíam a proposta com a antecedência regimental exigível.
Ora tal não aconteceu. Isto é, não só tal ponto não constava na Ordem de Trabalhos do dia 11, como também não foi formalmente aditado à mesma, tendo sido apenas oralmente suscitada a não oposição na repetição do respectivo processo deliberativo. Convenhamos que é curto, é pouco cuidado ter-se seguido por este caminho, mas estamos habituados a todas estas imprecisões da Assembleia (veja-se moção do aborto ou revisão do regimento).
Mas para além destas questões formais, ou conexas com as mesmas, constatou-se um voto em bloco do PSD no sentido do SIM. Fica também por explicar convenientemente esta tão grande alteração, pois viabilizações formais não costumam ser dadas com SIM mas antes com abstenções, o que pressupõe que então a abstenção sempre fora um SIM. Claro que se pode argumentar que devido à especificidade da lei a abstenção não seria suficiente e teria sempre que existir uma maioria absoluta de SIM, mas então para que serve uma maioria absoluta política que, por razões formais, tem que alterar o seu sentido de voto?
Manteve-se positiva a unidade do grupo municipal do PSD, mas muito negativa esta oscilação de opinião. Tinha sido tempo de, ou manter o sentido da votação anterior, ou reabrir um entendimento com a CML, na linha da proposta avançada pela Distrital de Lisboa do PSD.
Para se vencer um ULTIMATUM não pode haver tanta oscilação e, principalmente tem que existir uma unidade na acção, pois caso contrário, 2009 é já quase para o ano...

09 dezembro 2007

OBVIAMENTE DEMITA-SE

A Srª Presidente da Assembleia Municipal, com as recentes declarações à comunicação social, já aqui bem anotadas pelo Rodrigo, só tem um caminho, obviamente demitir-se desse cargo. Contudo, quer e não quer, diz que cumpre institucionalmente, mas no fundo condiciona institucionalmente, aliando-se a António Costa, num registo que não é, nunca foi e nem nunca será o do PSD.
Com efeito, levianamente afirmar que a direcção Marques Mendes nunca interferiu na gestão da CML, ao tempo de Carmona, é o mesmo que dizer que a Terra é quadrada, pois tantas são as evidências que o negam, que ridículo se torna sustentar tal afirmação. Mas tal afirmação tem um propósito, politicamente subversivo, de verdadeira guerrilha interna, feita na praça pública, não nos locais próprios do partido, como aliás era apanágio, ao tempo, dos mendistas e, finalmente, a coberto de uma função institucional.
Será que a srª presidente se esqueceu de toda a pressão e condicionamento que exerceu sobre o grupo parlamentar, em especial quando acumulou a respectiva presidência da AML com a distrital de Lisboa do PSD? Que dizer da moção/debate sobre o aborto? Ou ainda da moção de apoio à própria presidente da AML, neste caso com disciplina férrea de voto?
Não, é demasiado grotesco e ridículo para não se levantar uma intenção mais profunda nestas declarações, as quais visam criar uma destabilização total no seio do PSD na Assembleia e, principalmente nas direcções distritais e nacionais do partido. Por um lado a querer reendosar a Menezes aquilo que Mendes pagou relativamente a Lisboa, mas claro que se esquece de duas posturas distintas nesta matéria. Por outro lado criar um clima de pressão política constante com a ameaça do cenário do PSD perder a presidência da Assembleia Municipal de Lisboa.
Ora sobre este facto, que parece preocupar bastantes deputados municipais e não só, importa perceber o seguinte:
a) Com este tipo de comportamentos, aliança institucional-condicionadora a António Costa, o PSD já não possui a presidência da AML;
b) É tempo de distender o grupo e a actuação dos respectivos deputados da tutela política que a Srª Presidente exerce, precisamente para se construir um PSD mais genuíno e combativo;
c) São preferíveis outras soluções, mesmo com riscos políticos, mas que reforcem o papel proactivo e alternativo que o PSD deve desempenhar em Lisboa.
Não há vazios em política, as soluções constroem-se, é tempo dos intervenientes assumirem as suas responsabilidades. À Srª Presidente obviamente só cabe a demissão, ao PSD encontrar uma solução agregadora e de unidade, ficando também claro os que preferem ficar a coberto desta situação ou, em alternativa, contribuir para um PSD refrescado e ganhador. A minha opção está tomada há que prosseguir na busca dessa alternativa...

O Problema da Dra. Paula

Relata abundantemente a imprensa do fim de semana que a Dra Paula Teixeira da Cruz estará muito “melindrada” com as, supostas, ingerências das Direcções Nacional e Distrital do PSD na Câmara de Lisboa, no que diz respeito ao episódio do empréstimo.

Essas preocupações, esse mal-estar, poderiam até ser legítimos e sinceros, mas na realidade não o são. E basta recuarmos um pouco no tempo para constatá-lo.

Se a questão das supostas ingerências lhe é assim tão problemática, ao ponto de admitir a sua demissão de Presidente da Assembleia Municipal, cabe então fazer umas perguntas à Dra. Paula:

1) Onde estava a Dra. Paula quando a anterior direcção do PSD, que contava com o seu apoio, se punha a falar com o então Presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, indicando nomes para ali, vetando nomes acolá, levando inclusive ao rompimento de uma coligação? Não eram ingerências? Não ficou melindrada?

2) Não foi a Dra Paula candidata Presidente da Distrital de Lisboa, pondo na sua lista 4 dos 8 vereadores do PSD na CML? Quer exemplo de maior forma de ingerência?

3) Não foi a Dra. Paula que liderou uma distrital que pura e simplesmente instrumentalizou uma empresa municipal (a Gebalis) para fins de guerra partidária? Não é este um bom exemplo de ingerência?

4) Não foi a Dra. Paula que apoiou uma Direcção do PSD que “entrava” pela Câmaras adentro dizendo quem devia suspender e quem podia ficar? Ainda por cima sem qualquer critério pois uns em Lisboa tinham que sair, enquanto outros em Leiria podiam ficar.

O problema da Dra. Paula não são as ingerências. Se assim fosse, já há muito que se teria demitido.

O problema da Dra. Paula, é que depois de ser a coveira do PSD em Lisboa, passou a ser a aliada de António Costa e do PS.
E extraordinário que um Presidente de Câmara do PS, tenha tido, em pouco mais de 4 meses, tantos e tão fortes sinais de solidariedade e apoio por parte da Dra. Paula, solidariedades e apoios que o anterior Presidente de Câmara do PSD, em 2 anos nunca viu…

Como dizia o Henrique num dos seus posts recentes, já vai sendo tempo de o PSD recuperar a Presidência da Assembleia Municipal de Lisboa…

05 dezembro 2007

ULTIMATUM COSTA (II)

Terminou o episódio do empréstimo e com ele, para já, o primeiro Ultimatum do Presidente da CML que, pelo estilo, deverá vir a repetir a brincadeira num próximo momento, eventualmente mais próximo das eleições. Muito se escreveu sobre esta questão tendo eu próprio, em tempo, feito aqui um conjunto de reparos, a 29 de Novembro, pelos quais se guia este novo texto. Assim:
1º - Muito positivo - Não se ter verificado nenhuma situação limiana no seio do PSD, não obstante algum assédio socialista, demonstrando uma coesão laranja significativa, em especial nas Juntas de Freguesia;
2º - Positivo - A forma como o PSD apresentou um plano alternativo, em especial o modelo que a Distrital de Lisboa trouxe à discussão pública, por representar uma alternativa de fundo, isto é de valores e de modelo;
3º - Médio - O resultado final da proposta aprovada, principalmente por ficar uma ideia de se tratar "apenas" de uma discussão de milhões e não de pressupostos alternativos no modelo a implementar. Cabendo nesse particular o mérito de "regateio" ao PSD, que naturalmente não onera tanto o município alfacinha;
4º - Negativo - A postura de António Costa que, embora perante um assunto importante, lançou mão da ideia de Ultimatum Demissionário, manifestamente desproporcional e condicionador do debate político. Falhou no montante, acertou no modelo. Fica a dúvida de comportamento para situações futuras, ou seja se o Ultimatum vai passar a ser um slogan de acção;
5º - Muito Negativo - A convicção pública de demissão da Presidente da Assembleia Municipal caso a Proposta de Costa não fosse aprovada. Convenhamos que é estranho pois, embora haja relacionamento e cooperação institucional, não devem atitudes pessoais poder comprometer a ideia de independência de instituições e, principalmente, não aumentar o dramatismo criado neste caso pelo Presidente da CML. De facto como que surgiu uma aliança política entre ambos, até na forma dramática de lançar o pânico de caos sobre a cidade, simplesmente um governa e o outro fiscaliza, possivelmente é tempo de fiscalizar a fiscalização...

04 dezembro 2007

A mais...

Como há muito tempo vinha avisando, e aqui escrito, o Partido Socialista tem na Presidente da Assembleia Municipal uma aliada política. Se dúvidas houvesse, hoje elas foram dissipadas. A sua postura na questão do empréstimo dos 500 milhoes de euros foi paradigmática. Ao ameaçar demitir-se se a proposta de António Costa não fosse aprovada , a Presidente torna-se ,assim, uma socialista de mérito. E tal mérito merece ser recompensado. O PSD cede uma deputada municipal à bancada socialista e o PSD recupera a presidência da Assembleia. Acho que é uma troca justa. Sei o que nós ganhamos. E acho que o PS merece tal castigo.

Porque hoje é 4 de Dezembro


Solidariedades

Em tempos a Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa forçou a votação de uma moção na Assembleia, em que lhe era manifestada solidariedade face aos ataques que então lhe foram feitos pela Vereadora Maria José Nogueira Pinto.


Essa moção foi votada, tendo havido disciplina de voto, e todos cumprimos.



Hoje à tarde, e face ao ataque e à chantagem de António Costa sobre o PSD e os seus autarcas alfacinhas, o minimo que se pode esperar é que essa solidariedade seja retribuida, ainda que por obrigação partidária.



É que há coisas que não se podem apenas agradecer, retribuem-se...

01 dezembro 2007

As contas da CML

Em 11 de Junho de 2007 escrevi este post a propósito das contas da Câmara e das dívidas. Hoje reproduzo-o na íntegra pois parece-me muito actual no contexto da discussão do empréstimo...

O citado relatório da Price, foi feito na sequência de um concurso público para auditoria das contas da CML, pedido em 2002 por Pedro Santana Lopes.

Dizia então o post:

O relatório da Price, ao qual já fiz referência, dizia o seguinte em termos do passivo da autarquia:

"Dívida a Fornecedores: considerando os Fornecedores em Conta-corrente, Fornecedores em Recepção e Conferência, Fornecedores de Imobilizado e Outros Credores (com exclusão do Estado e outros Entes Públicos) o valor de Balanço era de € 58,9 Milhões.
Contudo, revela a Auditoria, após circularização pelos Fornecedores, saldos substancialmente diferentes,atingindo um diferencial para mais de € 25,3 Mio.
Este valor, uma vez confirmado, significa que há obrigações assumidas pela CML que não se encontram relevadas nas Contas de 2001.
A Dívida a Fornecedores seria, portanto, de € 84,2 Mio.

A Auditoria detectou situações de:

- Facturas enviadas pelos fornecedores e não registadas na Contabilidade da CML; - Valores de fornecimentos relativos a 2001 só facturados em 2002;

- Lançamentos de facturas em duplicado pela CML; etc.

Concluímos que a rubrica de “Fornecedores” apresenta um valor por defeito, de montante que ainda se não conseguiu quantificar de modo exacto, de cerca de €25,3 Milhões.

Empréstimos de Curto Médio e Longo Prazo: € 410.607.146;

Total do Passivo (com correcção da rubrica de Fornecedores e Outros Credores): € 587.104.027."

No entanto, a este valor final apurado, temos ainda que somar 2 outras dívidas, que apesar de virem do mandato João Soares, só recentemente foram incorporadas nas contas da CML.
A saber, Parque Expo - 150 milhões de € e Simtejo - 50 milhões de €.

Assim, o passivo deixado pela gestão PS/PC é de 787 milhões de €. Apenas e só 65,6% do total do passivo actualmente.

É muito fácil andar por aí a dizer que a gestão PSD endividou a CML, mas olhando para os números a realidade não é bem assim!

29 novembro 2007

ULTIMATUM COSTA

Sem dramatismos excessivos, mas obviamente que atentos, António Costa lançou um Ultimatum interessante sobre a cidade de Lisboa, mas em especial sobre o PSD. Claro que a argumentação é fácil, basicamente importa recordar que foi o PSD o responsável pela gestão camarária nos últimos 6 anos e que, segundo o mesmo, a composição da Assembleia Municipal está desajustada relativamente ao quadro eleitoral saído de 15 de Julho.
A situação embora delicada, em especial esta cilada sobre o PSD, impõe alguma calma e reflexão, possivelmente difícil de concretizar por parte dos protagonistas que suportaram o anterior Executivo e por isso com alguma inibição de acção, na qual a estrutura distrital tem que surgir.
Mas mais do que as questões orgânico-institucionais, ou os sujeitos que as protagonizam, o importante é o PSD explique substancialmente a sua posição, seja qual for o sentido da mesma, mas obviamente que em sentido reforçado caso a mesma seja de chumbo. Para este cenário tem o PSD que apresentar um plano alternativo de como recupera a dívida, isto é, mesmo que admita o empréstimo em menor quantidade como alcança o diferencial em causa, que face à posição já assumida no IMI não será certamente pela tributação. Será pela alienação de património? Será pela renegociação de parte da mesma? Será pela contratualização de outras tarefas com os fornecedores?
Enfim o PSD tem, e sabe, que precisa de justificar de forma programática uma solução alternativa, sob pena do Ultimatum de Costa produzir danos, que em caso algum deve ser evitado por hipotéticas negociações "limianas" de uma qualquer Junta de Freguesia.

24 novembro 2007

LIVRO NEGRO DA MOBILIDADE

Embora sem grande efeito mediático parece que o PSD na Câmara de Lisboa decidiu lançar um Livro Negro da Mobilidade. Tema interessante, politicamente importante e sem dúvida que a merecer o interesse dos cidadãos.
Contudo fá-lo agora, quando ainda não decorreram 6 meses da gestão Costa e por acaso houve anteriormente 6 anos de gestão PSD. Sendo certo que os 2 últimos foram da responsabilidade de Marina Ferreira, ainda presidente da EMEL, e a pivot de Marques Mendes na CML, este último que foi o responsável político na escolha desta equipe que, curiosamente, tem esta iniciativa de grande folgo.
Importa que a Distrital, recém eleita e que já manifestou a intenção de coordenação política na Área Metropolitana de Lisboa, assuma alguma disciplina na matéria, sob pena de Lisboa continuar na senda balcânica, agora pelos vistos entre os seguidores de Mendes. Ou será que se trata de uma missão para retirar Marina Ferreira da EMEL?

18 novembro 2007

Distrital IX

Sei, contaram-me, disseram-me que a Regina Condessa ficou magoada com o meu último "post". Que não fique. Será sempre bem vinda à Secção I. Foi em outras "lapas" e em outros moluscos que me inspirei, para escrever o que escrevi. Mas , como são mesmo de má qualidade - a "Pescanova" e a "Iglo" não os iriam comercializar, acredite- não a aconselho a "alapar-se" a tais companhias. Pela correcção que sempre teve comigo,Regina, aqui deixo este registo. Que é merecido.

13 novembro 2007

Distrital VIII

A derrota não é boa conselheira. E muito menos na minha Secção. A Secção I. Vamos por partes. Tudo começa quando , na qualidade de Presidente da Mesa, fiz todos os meus esforços para que na I houvesse lista única na eleição para delegados à AML.Não havia necessidade de confronto. Entendi, na altura, que era mais o que nos unia que aquilo que nos dividia. Sentei à mesma mesa quem devia sentar. Mas, vaidades pessoais falaram mais alto e duas listas foram a votos.E sem necessidade. Porque na nossa secção já sabemos o peso relativo de cada candidato. Foi sem surpresa , pois, que contados os votos a Lista A obteve 65 votos e a H apenas 30. Era a quarta derrota consecutiva . E , sublinho, sem necessidade. E foi numa lógica de má aritmética política e de má estratégia política que foi montada uma operação "para-militar", nunca vista na nossa secção. Um " call-center" entrou em acção, dois delegados alaparam-se na Mesa a que eu presidia e telefonemas sucediam-se para recrutamento de novos votantes. A tudo isto assisti enquanto presidente de Mesa. E tudo permiti. Cheguei a ter seis delegados a assistir ao processo eleitoral. E tudo isto durante todo , e sublinho todo, o processo eleitoral. Das 18h às 23h 30m.Por junto, cinco horas e meia. Eu e meus os companheiros da Mesa : Dias de Almeida e Isabel Lory. Militantes históricos da secção e de conduta irrepreensível na história do PSD-Lisboa. Aberta a urna verificou-se uma diferença de dois votos entre os votos escrutinados ( para todos os orgãos) e as descargas efectuadas pela Mesa no caderno eleitoral. Dois votos de diferença.104 votos dentro da urna, 102 votantes . E perante esta pequena diferença assisti ao que nunca pensei assistir. A protestos , requerimentos e , pasme-se, a telefonemas para o exterior denegrindo a imagem do nosso Partido. A este desespero reagi como devia reagir. Registei na acta, que assinei e entreguei na Distrital, todas estas ocorrências : a discrepância de votos e votantes e todos os protestos e requerimentos recebidos. Mais! Selei a urna, com todos os votos utilizados nas quatro eleições, que foi rubricada pelos presentes e , acto continuo, a depositei na sede Distrital. Gostava de ter esquecido ,rapidamente, este triste episódio. Tal como na vitória é preciso saber ser "grande" na derrota. Mas,afinal, há quem não o saiba na minha Secção. Afinal , há muito mais a separar-nos do que a unir-nos.
Deixo aqui este "post" para repor a verdade dos factos. E faço-o, assinando. Não me refugiu em anonimatos , nem na má lingua militante. Faço-o porque não gosto que brinquem com o meu nome. E faço-o porque tenho a obrigaçãode defender a honra dos meus colegas da Mesa. E faço-o porque , só assim defendo a honra da minha Secção e do meu Partido.

11 novembro 2007

Distrital VII

Gostava de ter votado nas ultimas eleições para a Distrital de Lisboa da mesma forma que votei em 2007 : Carlos Carreiras para a Comissão Política , Helena Lopes da Costa para a Mesa da Assembleia.Ou o inverso, também era possivel. Esta "dupla" era imbativel em 2008. E era a única que teria permitido , de uma vez por todas , que o PSD enfrentasse as autárquicas de 2009 sem os rostos da derrota de Lisboa. Mas, assim não aconteceu. Viram-se adversários onde havia pensamento livre , inimigos em amizades verdadeiras , opositores em conciliadores. Perdeu-se a noção, essencial em Política, de quem era o "nós" e os "outros". E perdeu-se , por isso, uma oportunidade única de revitalizar o Partido em Lisboa. Mas, pensemos positivo para poder ganhar. E para isso o Partido tem de contar com todos. E com a Helena, obviamente. Com a sua combatividade e dedicação. Não concebo o PSD sem ela. Confio no Carlos para a trazer para novos e vitoriosos combates. Confio no Carlos para uma luta sem tréguas ao PS. Confio no Carlos. Ponto.

10 novembro 2007

QUE DISTRITAL DE LISBOA?

Realizada que foi a eleição para a Distrital de Lisboa, já aqui noticiada pelo companheiro Rodrigo Mello Gonçalves, importa naturalmente analisar e tentar perspectivar o respectivo resultado. Desde logo e, antes de tudo, expressar uma palavra de parabéns e felicidades para os vencedores, assim como uma palavra de reconhecimento aos vencidos, pois todos quiseram e puderam participar numa pugna que engradeceu o PSD/LISBOA.
Não deixa de ser curioso e mesmo paradoxal que o sector ligado à última gestão do PSD na Câmara Municipal de Lisboa tenha saído vencedor deste confronto, ou pelo menos tenha-se integrado e contribuído decisivamente para a vitória de Carlos Carreiras, razão pela qual considero pertinente colocar as seguintes questões:
1ª - Lisboa concelho, em especial o que se passa na sua Câmara, não determina o destino político do distrito?
2ª - Será que os militantes do PSD têm uma posição diferente dos eleitores lisboetas, isto é não valorizaram da mesma forma a responsabilidade pela queda da Câmara?
3ª - As responsabilidades pela gestão do dossier de Lisboa já foram assacadas e pagas politicamente por Marques Mendes e Paula Teixeira da Cruz, pelo que os demais elementos, embora ao tempo vereadores, eram politicamente subordinados e dependentes pelo que já não têm que assumir quaisquer responsabilidades?
4ª - A candidatura vencida não soube capitalizar e valorizar devidamente tal fenómeno, em especial porque a sua mensagem política não absorveu convenientemente tal questão, isto é limitou-se a uma responsabilização pela responsabilização, não perspectivando uma alternativa?
5ª - Será que o voto está praticamente massificado pelo que a contabilidade apriorística quase define os resultados, pois praticamente já não existe voto livre dos militantes anónimos?
A resposta correcta variará de sujeito para sujeito, consoante a sua visão deste problema, mas obviamente que não será de excluir a conjugação de várias questões, naturalmente com ponderações diferenciadas.
Mas o importante agora é iniciar o trabalho político do PSD em Lisboa, pelo que a distrital será, em última análise, o que todos os militantes queiram que a mesma seja...

09 novembro 2007

Distrital de Lisboa VI

A nova equipa:
Aos eleitos, aqui ficam os parabéns e os sinceros votos de bom trabalho e de sucesso.

Muito há para fazer para reerguer o PSD no Distrito de Lisboa!


Distrital de Lisboa V

Os resultados:

Inscritos: 12529

Mesa da Assembleia:
Votantes: 5619

Lista A: 2969
Lista H: 2522
Brancos: 80
Nulos: 48

Comissão Política:
Votantes: 5615

Lista A: 2977
Lista H: 2512
Brancos: 86
Nulos: 40

Conselho de Jurisdição:
Votantes: 5617

Lista A: 2954
Lista H: 2538
Brancos: 86
Nulos: 39

08 novembro 2007

Distrital de Lisboa IV

Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite apoiam Helena Lopes da Costa.

Pode ver aqui.

06 novembro 2007

Distrital de Lisboa III

Daqui a 2 dias teremos eleições para a Distrital. Nestas eleições não poderei votar, pela simples circunstância de não estar em Lisboa nesse dia.

No entanto, tal não me impede de anunciar publicamente o meu apoio.

Nas últimas eleições apoiei a candidatura de Carlos Carreiras. Nessa altura perdemos por pouco para Paula Teixeira da Cruz.

Depois de uma actuação desastrosa da ainda Distrital de Lisboa, cuja pérola foi a entrega da Câmara de Lisboa, de mão beijada, ao PS, impõe-se uma mudança séria neste órgão político do PSD.
Uma mudança de posturas, de protagonistas, de práticas. À semelhança aliás do que aconteceu no partido nas recentes eleições directas.

Lisboa precisa de um novo ciclo laranja, e esse novo ciclo não pode e não deve ser protagonizado por aqueles que nos últimos tempos estiveram “em palco” e contribuíram decisivamente para que, por exemplo, o PSD tivesse 15% nas últimas eleições alfacinhas.
Lisboa precisa de um novo ciclo, em que os seus protagonistas não sejam os responsáveis e as caras da derrota das intercalares de Lisboa.

Pessoalmente, nada me move contra nenhuma das listas. Tenho aliás bons amigos e pessoas que muito considero nas 2 candidaturas.

Politicamente, o meu apoio só pode ser um. Em coerência aliás com aquilo que tenho dito e escrito aqui ao longo dos tempos.

Declaro pois o meu apoio público à Helena Lopes da Costa e à candidatura Voltar a Ganhar!

DISTRITAL DE LISBOA

Aproxima-se o acto eleitoral para a distrital de Lisboa do PSD, já no próximo dia 8, no qual naturalmente participarei, exercendo o meu direito de voto. Comentou-se, tal como com o meu companheiro Henrique Freitas, um posicionamento certo da minha parte em determinado campo mas, publicadas que estão as listas, certo é verificar que tais prognósticos não se verificaram. Como de costume a cenarização apriorística e ligeira é uma constante, os juízos liminares são fáceis de fazer, quando afinal os mesmos não contêm a necessária densificação.
O calendário não foi possivelmente o mais favorável a esta eleição, nomeadamente para a mobilização do eleitorado, pois a sequência das directas e Congresso traz obviamente algum desgaste aos eleitores laranjas, muitos deles com níveis de participação reduzida.
Listas perfeitas não existem, por isso a conjugação de diversas variáveis têm que ser equacionadas, facto que os eleitores têm que ter presente no momento da sua decisão. Mais do que a célebre questão de lugares o desafio para esta distrital é enorme, uma vez que se torna vital um quadro de referência programática e acção política concertada na área metropolitana de Lisboa onde, sem a esgotar, a distrital de Lisboa tem um papel fundamental no combate ao PS. Esse sim o nosso principal adversário, muitas vezes esquecido por uma balcanização que temos vivido nos últimos tempos no distrito de Lisboa, no qual se têm consumido muitas energias com um esquecimento total do nosso principal objectivo. Até ao trabalho político a partir do dia 9.

Distrital de Lisboa II

As eleições aproximam-se. Espero ainda hoje ter tempo de publicar aqui a minha opinião sobre estas eleições.

03 novembro 2007

O Tratado de Lisboa


Mais uma vez retirado daqui

01 novembro 2007

Distrital de Lisboa

Dia 8 de Novembro irei votar nas eleições da distrital de Lisboa. É um dever de todos os militantes e , por isso, meu. E irei votar sem atropelos à minha consciência ou ao meu trajecto político. E mais não digo. Para os que antecipadamente comentaram o meu posicionamento, sem saber qual ele era, aqui o têm para meu gozo e vosso "mea culpa"... Até dia 9.

29 outubro 2007

Sondagens...

Diversas vezes publiquei aqui os resultados do Barómetro TSF/DN.


Não foi com alegria que o fiz, atendendo aos resultados desastrosos que nele tínhamos.

Mas desta vez tenho de confessar que é com enorme satisfação que publico os resultados do último barómetro. Não que sejam estes os resultados que desejo, mas é um sinal importante que as coisas vão mudar. E este é apenas o primeiro sinal! Aguardemos os próximos.


"Barómetro DN/TSF dá PS e PSD separados por apenas um ponto.

PS e PSD surgem em Outubro separados por apenas um ponto nas intenções de voto dos portugueses, um empate técnico, o pior resultado do partido do governo nos últimos dois anos, segundo uma sondagem hoje divulgada.

Para que este resultado fosse possível, o PSD conseguiu uma subida de oito pontos percentuais, num estudo realizado após a eleição de Luís Filipe Menezes como presidente do partido, enquanto o PS caiu quase cinco pontos.

Dados do barómetro DN/TSF/Marketest indicam que os socialistas registam 36,9 por cento das intenções de voto, enquanto o PSD recolhe 35,9, naquele que é quase o seu melhor resultado dos últimos dois anos.

Para encontrar os dois partidos tão próximos como nesta sondagem, realizada na semana da mega manifestação no Parque das Nações, é preciso recuar até 2005." in RTP

25 outubro 2007

Distrital de Lisboa I

Muito se tem dito e escrito na blogoesfera sobre as próximas eleições para a Distrital de Lisboa.
Vários foram também os comentários deixados neste blog e que têm como premissa o alinhamento dos seus autores com uma ou outra candidatura.
Como nada dissemos e escrevemos sobre o assunto até agora, nenhum comentário foi autorizado.
Mas brevemente, muito brevemente, abordaremos este assunto...

18 outubro 2007

Democracia em Portugal

15 outubro 2007

Coerências...

Paula Teixeira da Cruz foi ao congresso com o estatuto de participante e prometeu fazer parte da unidade desde que seja permitida “uma leal divergência”. in correio da manhã.

Então não tinha havido uma derrota das causas, dos princípios e dos valores?

11 outubro 2007

Lisboa Out


A Moda Lisboa já não é em Lisboa, é em Cascais.

Após diversos anos e edições este importante evento cultural do mundo da moda, trazido por João Soares, continuado e apoiado por Santana Lopes e Carmona Rodrigues, abandonou o palco alfacinha.

Que Cascais está há muito na moda, penso que ninguém tinha dúvidas.

Mas e o novo executivo PS/BE? Será que apenas 2 meses e pouco depois de tomar posse já deixou de estar na moda?

A ver vamos…

07 outubro 2007

Boa noite Professor

O Prof. Marcelo utilizou hoje o seu “tempo de antena” no canal 1 para responder a uma série de críticas que lhe foram dirigidas ao longo desta semana.

Não deixa de ser curioso como é que, numa estação de televisão pública, haja alguém que disponha de um programa em prime-time para fazer política a seu bel prazer. O programa de hoje, à semelhança de outros aliás, não foi de comentário político. Foi para defesa e ataques políticos a companheiros de partido. Foi para ajustes de contas internos. Foi para fomentar a intriga e a divisão no pré-congresso, numa tentativa óbvia de enfraquecer o recém eleito líder do PSD.
Tudo isto à custa do dinheiro dos contribuintes. Os do PSD e os outros!

Mas o mais extraordinário foi ouvir o prof dizer que esta tinha sido uma semana perdida no ataque ao Governo por parte do PSD. Que aqueles que o tinham atacado tinham era que se concentrar no ataque ao PS.

Quer dizer, o homem passa 45 minutos na televisão a atacar militantes do PSD, e quando estes lhe respondem, são criticados outra vez pois deviam era estar preocupados em atacar o PS. E esta hein?

E que tal o exemplo partir de si prof? Em vez de perder tanto tempo a atacar os militantes do PSD porque não critica a acção do governo socialista? De vez em quando ficava-lhe bem!

Ah, e as desculpas para não ir ao Congresso, essas, não pegam!

É que é muito fácil atacar pessoas na televisão, quando não há contraditório. Já num congresso…

Olhe, se ainda não recuperou da noite das directas, sugiro-lhe outro mergulho no Tejo! Talvez lhe refresque as ideias…

05 outubro 2007

PRAÇA DO COMÉRCIO

Ao aproximar-se mais um fim-de-semana ocorre mais uma jornada pedonal e de lazer na Praça do Comércio, também ainda conhecida como Terreiro do Paço, constituindo um primeiro marco da gestão António Costa na capital.
Mas sobre isso veja-se a Moção que apresentei na Assembleia Municipal, a 2005/12/20, mais propriamente a Moção nº 2 dessa sessão, aprovada por unanimidade (pág. 57 da acta correspondente, nº 3), cujo segundo ponto deliberativo diz: "Recomendar ao Executivo, a importância e necessidade de uma definição política de actuação para a Praça do Comércio, como um desiderato do actual mandato da C.M.L., por forma a valorizar tão importante espaço público.".
O repto político já estava lançado, por meu impulso, em particular do PSD e em geral de toda a Assembleia, pelo que o Executivo não fez mais do que vir a terreiro iniciar a resposta a tal deliberação da Assembleia Municipal. Mas engane-se o Drº António Costa se pensa que com tal medida de animação domingueira, ainda que positiva, deu resposta à definição política que se exige e reinvindica para uma das praças mais bonitas da Europa.
Não, é curto. Aliás faz lembrar as iniciativas, também domingueiras, de João Soares que foi colocar os lisboetas de patins e bicicletas ao longo da Av. da Liberdade, vindo de seguida a sair de "patins" da presidência da Câmara. Pode então significar que António Costa, apanhando a embalagem da Praça do Comércio, vá borda fora, eventualmente mais cedo do que se pensa.
Por nós, depois de ultrapassada a "tralha mendista", portanto já livres da perseguição e balcanização, tudo faremos, nomeadamente colhendo as sementes que pudemos semear, de que é exemplo esta Moção, para iniciar o combate à actual gestão camarária e devolvê-la ao verdadeiro PPD/PSD. Vamos a isso!

29 setembro 2007

28 de Setembro: O PSD foi devolvido aos militantes!

VITÓRIA ...LISBOA

Terminaram as eleições directas do PSD, onde saiu vitoriosa a candidatura da tolerância e da alma militante do PPD/PSD. É tempo de unir e não de dividir, é tempo de escolher e não de vetar, é tempo de atacar e não de recuar. Enfim é tempo de devolver o PSD às suas gentes.
Lisboa foi, ao tempo, a coroa de glória de Marques Mendes, pois foi o exemplo da escolha acertada e paradigmática de uma nova gestão autárquica. Mas, com o decorrer do tempo, verificou-se que Lisboa constituiu o exemplo da incapacidade de mando de Marques Mendes. Pior, foi o espelho da intolerância, perseguição, verdadeira balcanização do PSD na capital, cujo resultado final deu 15% em 15 de Julho. Devido a Lisboa as eleições para Presidente do PSD foram antecipadas, em Lisboa Marques Mendes perdeu, como de resto na generalidade do país, pois também a "paisagem" compreendeu o que se passara em Lisboa e não quis viver mais com esse "despotismo ignorante".

Sem emenda...

Só soma derrotas. A da Câmara de Lisboa, quando a entregou ao Partido Socialista. A forçada demissão da Distrital do PSD. E , ontem , a derradeira e final derrota nas eleições directas do nosso partido. Tanta derrota é motivo suficiente para , em política, assumir os erros de uma vez por todas... Mas, nao foi o que aconteceu.E sem emenda , a Dra Paula Teixeira da Cruz , nem na derrota conseguiu ter a humildade dos Grandes e sair com dignidade. As declarações que ontem proferiu , criticando o Presidente eleito, não são nada abonatórias do seu espírito democrático. Pior que um mau perder, só mesmo uma má perdedora ... Mas, perdeu. E ganhou o PSD. Graças a Deus!

Vitória

VITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORIA!
ESMAGADORA!

28 setembro 2007

A escolha


Hoje é dia de eleições no PSD.

A opção com que se confrontam os militantes é relativamente simples.

De um lado, temos mais do mesmo. Isto é, um PSD sem rumo, sem chama, sem esperança. Um PSD cinzento, incapaz de mobilizar os militantes e atrair os eleitores.
Um PSD incapaz de fazer oposição credível ao Governo, que perde os debates parlamentares, que tem vergonha do seu passado, que não descola dos 27/28 % nas sondagens. Um PSD divido, com um Presidente que mais parece um líder de facção, que persegue opositores, que deita abaixo as suas próprias Câmaras Municipais, que separa os arguidos em bons ou maus consoante o apoiem ou não, que se arma em juiz condenando na praça pública aqueles que a justiça presume inocentes.

Do outro lado temos a novidade, temos uma Nova Esperança.
Temos um homem que tem provas dadas como governante, nacional e local. As sucessivas vitórias e maiorias em Gaia são bem demonstrativas da sua capacidade. A obra que fez naquele concelho, essa, está à vista de todos. As transformações ocorridas em Vila Nova de Gaia nos últimos anos são bem elucidativas do espírito inconformista de Luís Filipe Menezes, da sua capacidade de acção e mobilização, da sua vontade reformadora e modernizadora.
Nestas eleições Luís Filipe Menezes representa a mudança, o corte com os métodos e esquemas pouco ortodoxos do actual PSD, com o cinzentismo pouco democrático que se instalou na S. Caetano à Lapa, enfim, com a inevitabilidade das derrotas.

Uma é coisa certa: Quem está actualmente não serve. Como estamos não podemos continuar, sob pena de chegarmos a 2009 e repetirmos os 15%.

Temos de mudar. Temos de substituir quem já provou não estar à altura das responsabilidades que lhe foram atribuídas. Temos de dar uma Nova Esperança ao PSD e aos seus militantes e simpatizantes.

Por tudo isto, eu hoje irei votar LUÍS FILIPE MENEZES.

Parabéns Santana!

27 setembro 2007

Santana Lopes na Sic-Notícias

Apesar do Henrique já ter abordado o assunto...

O insólito aconteceu na SIC-Noticias.

Critérios editoriais levaram a que se interrompesse uma entrevista para acompanhar em directo a chegada de um treinador de futebol ao aeroporto de Lisboa.

Acontece que quem estava a ser entrevistado era um ex-Primeiro-Ministro.
Acontece que ele estava lá, a convite da estação para falar sobre a delicada e grave situação que vive o maior partido da oposição.

É inadmissível que se interrompa tal entrevista por causa da simples chegada de um treinador de futebol.
É de uma tremenda falta de respeito, não só para com o entrevistado, que ainda por cima é um ex-Primeiro-Ministro, mas também para com os telespectadores.

Esteve muito bem Pedro Santana Lopes ao recusar continuar a entrevista, terminado o directo no aeroporto. E esteve melhor ainda ao aguardar serenamente o retomar da mesma, para explicar porque é que não continuava.

A sua atitude dignificou a classe política e representou uma verdadeira bofetada de luva branca num tipo jornalismo sensacionalista, digno do terceiro mundo.

Mal vai uma estação de televisão, supostamente dedicada às notícias e à informação, quando assim procede.
E pior teria sido se o entrevistado tivesse pactuado…

Aqui ficam os meus parabéns a Pedro Santana Lopes.

Aplauso

Aplauso, merece Pedro Santana Lopes pela dignidade e postura de estado que ontem demonstrou na entrevista à SIC Notícias. Ser interrompido por imagens de um treinador de futebol , enfiado num Mercedes, só desqualifica a estaçao de televisão em causa. Tive orgulho em ser do PSD naquele momento. Se comecei com um aplauso , só posso terminar com uma ovação!

24 setembro 2007

QUOTAS E ARGUIDOS...

O país está preso pela decisão do PSD sobre quotas. Dir-se-à magna questão política que mobiliza a sociedade, em especial os militantes do PSD, que obviamente percebem o sentido estratégico, de fundo, para o país que é a problemática das quotas. Mas enganem-se os mais incautos que não se trata de uma máquina de cobrança de receita eficaz, augurando um bom desempenho nas Finanças quando o PSD voltar ao poder. Não, o que está em causa é uma máquina que não quer receber receita, que dificulta o pagamento, que não aceita numerário (único meio de pagamento com curso obrigatório), é mesmo um fenómeno tão próprio e original, criado por Marques Mendes, que os académicos têm designado como a "antítese da receita sem constituir despesa".
Já quanto aos arguidos, o consulado Marques Mendes conseguiu impôr uma doutrina muito própria, a qual também abalou o mundo académico, designada por "Presunção de culpa política do arguido como presumível inocente jurídico". Claro que o nó cego é total, em especial quando são explicadas simultaneamente à sociedade portuguesa.
Evidentemente que esta ficou tão esclarecida que deu 15% em Lisboa, pelo que é tempo de despachar, a 28 de Setembro, estes "originais".

Unir o Partido...

O ainda Presidente do partido tem andado por aí a dizer que é o único candidato que pode unir o partido para 2009, e que o fará quando for eleito.

Esquece-se o Dr. Marques Mendes que nos últimos 2 anos e meio, ele já era o Presidente do Partido, pelo que já deveria ter promovido há muito a unidade do PSD. E não o fez!

Mas pior do que não ter promovido a unidade, foi ter sido agente directo na divisão e na guerrilha interna, com requintes de malvadez dignos de um verdadeiro líder de facção.

Na memória dos alfacinhas sociais-democratas mais atentos, continua bem presente a interferência de Marques Mendes e o seu veto ao nome de Pedro Portugal Gaspar para a SRU da Baixa, e que levou ao fim da coligação e da governabilidade da Câmara Municipal de Lisboa.

Relembro que o Pedro Portugal tinha sido convidado pelo então Presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, e tinha aceite. No entanto, a proposta que foi a votos em reunião de Câmara não continha o seu nome, e quando questionado, Carmona disse sempre que a votação do nome em causa “tinha sido adiada a pedido do Presidente do PSD, pois carecia de uma reflexão partidária”.

Este é um bom exemplo da unidade “à la Marques Mendes”. Vetos e perseguições a quem não o apoia no partido. Usando inclusive um organismo, neste caso a Câmara de Lisboa, para esses fins. Uma vergonha é o que é!

Quem dividiu e perseguiu nestes últimos 2 anos, não será agora que vai unir e chamar todos a colaborar.
E mesmo que o apregoe dia sim, dia não, toda a gente percebe que não passa da mais descarada falta de vergonha, e de um enorme desespero de quem já percebeu que no dia 29 de Setembro já não será Presidente do PSD.

Já chega!

Já chega! Perderam a Cãmara de Lisboa. E de forma vergonhosa. Com 15% de votos. E , ainda, andam por aí a falar de estabilidade e credibilidade. Só se for a estabilidade da derrota e a credibilidade da "chapelada" no pagamento de quotas. O que se sabe da "limpeza" de cadernos eleitorais desqualifica tudo e todos na Sáo Caetano à Lapa. Nunca se viu nada assim na história do PSD. Vamos mudar. Porque é , mesmo, a sobrevivência das nossas cores que está em causa. Mendes nunca mais. Já chega!

23 setembro 2007

Coligações alfacinhas...


20 setembro 2007

Parque Mayer

A Câmara Municipal de Lisboa decidiu abandonar de vez o projecto de Frank Ghery para o Parque Mayer. António Costa disse mesmo que esse era um projecto datado e ultrapassado. Confesso que não lhe conhecia esta veia de grande arquitecto, de urbanista da modernidade.

Este país de facto não tem emenda. A nossa cultura miserabilista acaba sempre por predominar e fazer o seu caminho. Uma obra de um grande arquitecto internacional em Lisboa? Uns milhões de euros investidos numa reabilitação do coração de Lisboa? Claro que não. Somos pobrezinhos e pequeninos! E pelos vistos queremos continuar a sê-lo…De nada nos servem os exemplos de outras cidades europeias. Essas cidades serão seguramente geridas por irresponsáveis e demagogos. Então os ex-presidentes de Câmara de Barcelona, esses deviam estar todos atrás das grades!

Mas o mais inacreditável, é que com esta medida António Costa manda pela janela fora cerca de 2,5 milhões de euros, ie, aquilo que já tinha sido pago pelo estudo de Ghery. Pura e simplesmente passou a ser dinheiro deitado à rua. Isto para já não falar do tempo que pelos vistos também se perdeu, e que agora se irá perder no recomeçar de todo um processo. E já agora, será que ele também vai prescindir das receitas do Casino?

Com esta decisão, Lisboa ficou mais pobre. Cultural e arquitectonicamente. Foram apenas e só 6 anos de trabalho e dinheiro em vão.
É triste, mas é assim…

19 setembro 2007

Debate

Num debate, geralmente classificado como morno, ressalta uma frase. E ela é de Luís Marques Mendes:

"Tenho orgulho na obra feita em Gaia"

Pois. Ele pode dizer isto. Penso que qualquer militante, com dois dedos de testa também o dirá.

O que já não podemos dizer é que temos orgulho na obra feita na São Caetano à Lapa. Isto, claro, no tal pressuposto dos dois dedos de testa...

15 setembro 2007

Noites de nevoeiro...


Eleições na I

Ontem tivémos eleições na secção I.

Os vitoriosos da noite foram:

Para a Comissão Política: Sérgio de Azevedo

Para a Mesa: Henrique de Freitas.

Parabéns aos 2 e respectivas equipas!

12 setembro 2007

Santana responde a Mendes

Pedro Santana Lopes já respondeu, e bem, às inaceitáveis declarações de Mendes.

Pode ler aqui.

11 setembro 2007

Foi há 6 anos...



Mas nós nunca esqueceremos...

10 setembro 2007

Aí vai mais uma...

Não queria acreditar quando li isto! Mas é de facto verdade que ele o disse. Leia lá:

Marques Mendes disse estar a »sofrer na pele« as consequências dos critérios de escolha do seu antecessor, Santana Lopes, porque não tem no Grupo Parlamentar do PSD «dois ou três especialistas em macroeconomia, um em saúde e um em agricultura».

«Um grupo parlamentar assim deve ter sido feito numa noite de nevoeiro», ironizou.

In DiárioDigital


Então admite-se que um Presidente do Partido fale nestes termos do seu Grupo Parlamentar?? Saído de uma noite de nevoeiro?? Depois ter ajudado a deitar abaixo a Câmara de Lisboa vem agora enxovalhar o Grupo Parlamentar??
Mas este homem perdeu completamente a cabeça??

Outros líderes partidários referiram se em tempos ao respectivo grupo parlamentar como "a banda", e tiveram o fim que sabemos...

E por acaso, esqueceu-se Marques Mendes que, nessa lógica, também ele veio do nevoeiro?

É caso para dizer que uma presidência destas deve ter sido forjada na Noite das Bruxas.

Daqui lanço um apelo aos parlamentares do PSD:

Deputados de todos os distritos, uni-vos! E correi com quem todos os dias prova não estar à altura das suas responsabilidades!

Esta agora...

O líder do PSD atribuiu a perda da Câmara de Lisboa à conjugação de vários factores, nomeadamente a vitória sem maioria absoluta conseguida por Carmona Rodrigues, a coligação com o CDS-PP desfeita passado um ano e os desentendimentos que o presidente da autarquia foi tendo com alguns vereadores. in DiarioDigital

E já agora a culpa é também do Pai Natal, da Rena e do palhaço que vai no comboio ao circo!

É preciso descaramento para vir dizer uma coisa destas quem no passado muito ajudou a que a Câmara caisse. Ou alguem já se esqueceu que na origem do fim da coligação está uma votação de uma proposta, que Carmona teve de alterar porque Marques Mendes vetou o nome do Pedro Portugal?

A CML caiu por não haver maioria absoluta??
Nunca o PSD teve uma vitória tão forte como em 2005, com maioria nas juntas e Assembleia Municipal. E Pedro Santana Lopes, não teve tambem o mesmo número de vereadores? Não tinha a agravante de ter uma maioria de esquerda nas juntas e assembleia? E o executivo durou 4 anos. Mesmo com as entradas e saídas!!
Mas houve uma coisa que Santana não teve: a oposição do então presidente do Partido e a oposição do então presidente da Distrital. E isso faz toda a diferença...

Credibilidade?!?!?

O líder do PSD, Marques Mendes, revelou hoje que Carmona Rodrigues lhe pediu para abandonar a presidência da Câmara de Lisboa quatro meses antes da queda do executivo, que levou à realização de eleições intercalares.

«Quatro meses antes da queda, [Carmona Rodrigues] pediu-me para se ir embora. Aguentei-o até ao possível», afirmou o líder do PSD num debate com militantes do partido no Fórum da Maia, escreve a agência Lusa. in Diário Digital
Quanto mais se vai sabendo...

06 setembro 2007

Nota

Tinha publicado um post sobre as incoerencias da Distrital ao marcar eleições para uma secção, numa altura em que decorre um processo eleitoral de directas.
No entanto, fui posteriormente informado que estas eleições não decorrem de uma marcação feita agora, mas sim de um adiamento feito ainda antes das intercalares de Lisboa, quando nem sequer se vislumbravam as directas.
Assim sendo, e por uma questão de verdade e coerência, decidi retirar o post.

01 setembro 2007

COERÊNCIAS FORMAIS

O apontamento do Rodrigo sobre competências faz-me lembrar as coerências formais da Srª Presidente Demissionária do PSD/Lis , também enquanto Presidente da AML, pois veja-se:
- Com a eleição directa marcada para 28 de Setembro, facto que impede, segundo consta a realização de eleições para a distrital, não se entende a marcação de eleições, por impulso da Distrital, demissionária, para a Secção I a 14 de Setembro;
- Mas registe-se igualmente que as eleições internas do Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia Municipal, em Novembro de 2005, convocadas já pela Srª Presidente, decorreram sem qualquer convocatória escrita. Valeu a mera convocatória verbal - notável rigor formal;
- Também importa recordar que o actual Regimento da Assembleia Municipal, com mais de dois anos de mandato, consegue manter em vigor disposições do anterior mandato com alterações introduzidas neste. Possível? É concerteza, mas seria mais correcta a respectiva consolidação formal;
- Discussão/votação de moção para a realização de debate na Assembleia Municipal sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez, onde foi notória o "esquecimento" da possibilidade de abstenção pretendendo-se, a todo o custo, forçar a clivagem entre votos a favor e contra, a realização do citado debate.
São estes alguns exemplos de rigor formal, vindos de alguém que coloca um ênfase particular nesse mesmo rigor. Enfim, coerências...

29 agosto 2007

Competências...

PSD/Lisboa diz que não lhe compete convocar eleições in Diário Digital


Pois, também não lhes competia deitar abaixo o anterior executivo da Câmara de Lisboa, e no entanto...

19 agosto 2007

Citações (2)

"A Drª Paula Teixeira da Cruz, é uma das grandes responsáveis pela crise em Lisboa e, em vez de fazer um mea culpa, lança-se no escuro ao classificar os militantes entre elites e a ralé".

Angelo Correia, em entrevista à SIC-Noticias, na passada 6ª feira.

Bloco de notas

Bloco da esquerda e notas dos concursos externos. O Boloco não faz falta nenhuma, as notas fazem... Mau começo para a nova Cãmara socialista. Para ja não falar da acção mediática de pintura de passadeiras. Qualquer dia ainda vamos ver os socialistas camarários em delírio porque há recolha de lixo de Lisboa , porque a Polícia Municipal passa multas, porque a protecçao civil se preocupa com terramotos ,porque o canil municipal acolhe cães e , imagine-se, porque o gatil recebe gatos!!!! Não vou ditar mais sugestões para o bloco notas da Cãmara socialista. Não vão eles achar que estou a falar a sério! Com eles nunca se sabe...Porque sendo, agora , do bloco da esquerda náo vão ter , certamente ,boas notas!

18 agosto 2007

Setúbal na berlinda

Li , que o ainda presidente do PSD quer, nas próximas autárquicas, ganhar uma Cãmara no distrito de Setúbal. Li e não queria acreditar ! Então, ele que hipotecou a vitória do partido na capital deste distrito ao empurrar, ingloriamente, o dr.Fernando Negrão para as eleições intercalares de Lisboa, é que vem agora falar de vitórias? A não ser que na contabilidade do ainda Presidente do Partido vitória signifique tão só 15% dos votos... Essas são vitorias à Marques Mendes. Não são , seguramente, vitórias à PSD. É por essas e por outras que dia 28 de Setembro os militantes "laranjas" saberão escolher um novo líder...

15 agosto 2007

Ups...

Acordo pós-eleitoral
Francisco Louçã prevê "grandes confrontos" entre Sá Fernandes e PS na câmara de Lisboa 14.08.2007 - 11h04 Lusa

Ainda nem tempo tiveram de aquecer os lugares e a coisa já promete!
Começou o número de circo do BE em Lisboa: simultaneamente ser poder e oposição. Vamos ver até que ponto vai a capacidade de malabarismo do Bloco.

12 agosto 2007

Eles falam, falam, falam...

Quando se perde uma eleição, é de bom tom que haja algum recato, nomeadamente no que concerne ao protagonismo.
Quanto se leva uma verdadeira banhada, então aí é de elementar bom senso ficar sossegado, numa espécie de luto político…

Ora a Distrital de Lisboa do PSD tem agido precisamente ao contrário.

Da Presidente aos vogais, tudo fala para a imprensa. Chega a haver 2 entrevistas escritas no mesmo dia.
Como se a Distrital não tivesse perdido uma eleição há menos de um mês.
Como se a Distrital não tivesse sido responsável por uma estratégia suicida que levou o PSD a 15% dos votos.

Mas eles falam, falam e falam…

Continuam a falar, com uma autoridade que não têm, e que lhes foi retirada pelo Povo nas urnas no passado dia 15 de Julho.

Continuam a falar, com uma legitimidade que também já não têm, pois anunciaram a sua própria demissão no passado dia 17 de Julho.

09 agosto 2007

UM EXEMPLO? DRª PAULA...

Em entrevista de hoje ao "Diário Económico", da Srª Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, quando lhe é solicitado um exemplo da interferência dos apoiantes de Menezes na queda da estabilidade camarária, a Srª Presidente invoca o episódio de nomeação que envolveu o meu nome para administrador da SRU da Baixa Pombalina.
Ora sobre este facto apenas recordo as declarações públicas do Professor Carmona Rodrigues e também da Drª Maria José Nogueira Pinto, as quais expressamente afirmam a intervenção do PSD como bloqueio e veto em tal nomeação.
Estranho terá sido o facto de enquanto essa mesma proposta estar em sede de circulação para análise dos então Vereadores da CML ter aparecido uma notícia na comunicação social que falava de apoiante de Meneses, ex-Presidente da Secção Oriental ir para administrador da SRU.
Mas Srª Presidente, como eu sempre referi, estive disponível para ajudar o Executivo de Carmona Rodrigues, aceitando o convite pessoal que ele me fez, concretizado na citada proposta de nomeação, razão pela qual não duvido da versão por ele apresentada sobre o veto que o condicionou na concretização dessa proposta, como aliás o referiu publicamente.
Não tenho culpa de ser Mestre em Direito na Vertente Jurídico-Políticas, pela Faculdade de Direito de Lisboa com a nota de 17 valores (2004), de ser docente universitário, ou de em 13 anos ter atingido o topo da carreira técnica da Administração Pública, pelo que falar-se em inexistência de carreiras profissionais, não é seguramente este o melhor tipo de exemplo que a Drª Paula pudesse escolher.
Mas enfim...possivelmente talvez fosse preferível preocupar-se com os 15,74% dos votos que o PSD obteve nas eleições intercalares de Lisboa.

07 agosto 2007

Citações

"Onde é que se meteu o sacana?"

Frase de Alberto João Jardim, olhando para trás, à procura de Marques Mendes, na Festa do Chão da Lagoa.

in Expresso.

Ler para acreditar...

" Faço uma avaliação positiva , inquestionavelmente." Adivinhe de quem é esta frase. E sobre quem é feita esta avaliação positiva. Não pode ser da Presidente da Assembleia Municipal - que foi eleita numa lista do PSD- sobre o novo Presidente da Cãmara socialista, pois não? Amanha saiba a resposta no Diário Económico... Não perca. Leia para acreditar...

06 agosto 2007

Silêncio

O PS coliga-se com o BE na Cãmara Municipal de Lisboa e o PSD nem reage... Que saudades que tenho do verdadeiro PSD de combate. A política laranja , hoje em dia, parece uma missa fúnebre. Uma liturgia de quarta-feira de cinzas... Falta-nos um momento de Aleluia. Que é como quem diz , de alegria...

05 agosto 2007

LIMITAÇÃO DE ASSESSORES E DEMAIS ACTOS GESTIONÁRIOS

Iniciou o Executivo Camarário a sua actividade com uma medida simples, de bom senso, que recolhe o apoio da opinião pública e dos serviços camarários - a limitção dos assessores - bem como a definição do respectivo tecto salarial. Carmona Rodrigues bem lembrou que o fez informalmente, mas a lógica do cruzamento partidário-institucional não lhe deu margem para que tal medida pudesse vigorar. Enfim...brilha agora facilmente o PS, numa medida positiva.
Haverá naturalmente novos actos gestionários que se aguardam com expectativa, envolvendo opções nominativas de chefias, tanto em sede de serviços camarários, como nas empresas municipais, aqui eventualmente havendo lugar à racionalização de parte das mesmas, com eventuais fusões, pois obviamente que existirá um ganho de funcionamento com a inerente optimização dos respectivos recursos.
Ainda é cedo para falarmos sobre tais actos, na medida em que se trata de previsões, ainda que mais ou menos plausíveis e cá estaremos para aplaudir ou criticar. Contudo, dois casos parecem evidentes nos respectivos Conselhos de Administração, a saber, EGEAC e EMEL, uma vez que os respectivos presidentes eram os vereadores dos respectivos pelouros. Ora tinha sido justificada tal excepção, acumulação da presidência da empresa com vereação, com a necessidade de imprimir uma nova dinâmica e orientação a tais empresas.
Parece claro que já não existindo tal realidade, vereação do PSD, tal premissa desapareceu e por esse facto tais titulares devem deixar as respectivas empresas, em nome precisamente da defesa dos interesses do PSD.
Com efeito um deles é membro da CPN de Marques Mendes, logo o rigor e credibilidade deve impôr-se acima de qualquer suspeita. Enquanto que o outro, muito próximo dessa mesma CPN, assumiu a presidência da Comissão Administrativa de Lisboa, pelo que não pode agora ficar subalternizada, de imediato, na presidência de uma mpresa municipal sob a tutela de um determinado vereador.
O PSD de Marques Mendes que impõe, ou parece impôr, regras de ética inilídel, terá necessariamente que dar tal exemplo nos seus próprios agentes e apoiantes, até para não ficar subalternizado ao PS que queremos vencer em 2009

04 agosto 2007

Sempre em Festa

Se há palavra que Marques Mendes pretende ver associada ao seu “consulado”, ela é credibilidade.
Em cada discurso, em cada parágrafo, em cada frase, MM não se cansa de a proclamar. Tudo na sua acção é feito por ela e em nome dela. (pelo menos é o que afirma o próprio).
Já aqui questionei em tempos a credibilidade a propósito das suas interferências em nomeações camarárias em Lisboa.

Pois bem, a questão recoloca-se hoje perante alguns factos.

Marques Mendes decidiu este ano participar nas festas do Chão da Lagoa, na Madeira, e do Pontal, no Algarve.
Estranho, porque no passado nunca foi. Na Madeira chegou mesmo a ser apontado como “persona non grata” e no Pontal, um “pequeno” problema de agenda impediu-o de estar presente no ano passado.

Este ano MM não teve problemas de agenda. E lá anda de festa em festa.
Mas este ano temos Directas. E são já a 28 de Setembro.

Não é preciso dizer muito mais. O óbvio está à vista de todos. A suposta credibilidade deu lugar ao mais descarado oportunismo político.

Não sei porquê, mas lembrei-me daquelas frases que nós geralmente ouvimos do Povo em campanhas eleitorais: “São todos iguais, só cá vêm para pedir o nosso voto”, “nunca aparecem, só vêm quando há eleições”, etc.
Marques Mendes arrisca-se a ouvir uma boca destas! Ainda por cima do seu próprio Povo…

PS(D): Solicita-se às comissões organizadoras das seguintes Festas: Colete Encarnado em Vila Franca; Feiras Novas em Ponte de Lima; Avante no Seixal, Tabuleiros em Tomar e Santos Populares em Lisboa, o favor de incluírem Marques Mendes nas suas mailing lists.

02 agosto 2007

Acordo PS/BE

Infelizmente acertámos mais uma vez, quando em 17 de Junho dissemos aqui a quem é que o Zé faria falta!

01 agosto 2007

Condecorações à èsquerda

Sá Fernandes fará coligação na CML com António Costa. Mais uma condecoração para a Presidente da Assembleia Municipal : a Ordem do Mérito à Esquerda. Já soma umas quantas... A última tinha sido a Ordem das Três Bandas Políticas ( Derrota, Humilhação e Teimosia). Parabéns...

31 julho 2007

A Culpa Institucional-Partidária

Sobre a culpa da queda da Câmara já muito aqui se tem falado, aliás com muita propriedade pelos companheiros Henrique de Freitas e Rodrigo Gonçalves. De facto só uma bizarria política poderia fazer recair em quem não tinha competências de decisão essa mesma responsabilidade.
Importa recordar que Marques Mendes e a CPN de então, com Paula Teixeira da Cruz a Vice - Presidente, optaram por Carmona Rodrigues em detrimento de Santana Lopes. Por outro lado não quiseram nenhum dos anteriores membros dessa equipe, pelo menos dos politicamente mais relevantes, pois ficou António Prôa, sendo clara a responsabilidade da CPN na escolha de tal equipe, verdadeiros avalistas políticos de tais elementos.
Portanto se as coisas correram mal, como aliás correram, a responsabilidade é nauralmente de quem fez as escolhas em questão e não dos que avisavam que o rei ia nu, muitas vezes no limite da resistência, atento o clima de intolerância e sectarismo reinante.
Mas as escolhas sucederam-se, numa verdadeira confusão partidária e institucional, como foi o caso da Comissão Política Distrital de Lisboa, já felizmente demissionária. Com efeito, a presidente da Assembleia assumiu a Presidência da Distrital, competindo-lhe a coordenação dos autarcas do respectivo distrito, tarefa para a qual também escolheu os quatro vereadores do PSD na CML. Assim, estes eram coordenados politicamente por Carmona no seio da CML, mas por sua vez pertenciam ao órgão partidário que definia as orientações políticas ao próprio Carmona, era a verdadeira relação política cruzada, óbvia confusão que...só podia dar a trapalhada que deu.

Dia negro

Amanha é um dia negro para os "laranjinhas" da cidade de Lisboa... Tiraram a nossa côr do mapa político da capital e entregaram o ouro ao "bandido"! Amanhã assistiremos , com tristeza, a uma tomada de posse a que nunca deveriamos assistir . A Cãmara era nossa. A Assembleia Municipal era nosssa. A maioria das Juntas era nossa.Só um enorme desvario político poderia desbaratar todo este património.Mas, a verdade é que o desvario existiu.E o que custa é que amanha vamos ver a responsável por todo este desvario dar posse a um presidente socialista.Será o seu último acto poltico? Deus queira que sim! A bem de Lisboa e das nossas cores.

29 julho 2007

Afinal havia culpa...II

O problema não é só a culpa. É que ela é atenuada quando há arrependimento.
O problema é que além de haver culpa, não há o mínimo arrependimento. O que é absolutamente extraordinário...

27 julho 2007

Afinal havia culpa...

Ontem foi dia de apuramento de culpas .O apuramento de votos a isso o levou.E ficámos a saber que a dra Paula afinal nao conseguiu provar a culpa da " oposiçao interna" na queda da CML! Já quanto à culpa dra Paula todos ficámos a saber que ela de facto existiu... Dra Paula dixit... E se dixit é porque é verdade...

25 julho 2007

A culpa da dra Paula...II

Refresquei a memória e vou acrescentar, a pedido de várias famílias, mais umas culpas no cartório da dra Paula na derrota de Lisboa. Aí vai!
Foi a oposição interna que, em entrevista ao Semanário, afirmou não dever , nem ter de fazer balanços do mandato do Professor Carmona Rodrigues no seu primeiro ano à frente da CML? Não. Foi a dra Paula...
Foi a oposição interna que ,interrogada directamente sobre saber se a actuação da CML seria positiva, foi incapaz de dizer que sim? Não. Foi a dra Paula...
Foi a oposição interna que não conseguiu defender a CML das críticas de despesismo que lhe eram feitas? Nao. Foi a dra Paula...
Foi a oposição interna que questionou a existência da EPUL?Não. Foi a dra Paula...
Foi a oposiçao interna que, no Diário Económico , não defendeu a vereação dos casos polémicos em que estava envolvida? Não. Foi a dra Paula...
Foi a oposição interna que sentenciou a existência de um certo marasmo na CML? Não. Foi a dra Paula...
E pronto! Acho que não me posso queixar da minha memória. E amanha à noite na reunião dos deputados municipais não me faltará memória. Prometo! Nem coragem, mas isso já sabem...

22 julho 2007

A culpa da Dra. Paula...

Em declarações recentes, a Dra. Paula Teixeira da Cruz veio acusar a oposição interna de ser a responsável pela queda da Câmara.
Claro que é sempre mais fácil apontar o dedo aos outros.
Mas também não é difícil relembrar aqui um conjunto de factos e episódios que, esses sim, levaram a que a permanência do executivo camarário fosse insustentável.

Então cá vamos:

Foi a oposição interna que veio para os jornais criticar a câmara a propósito da questão “casa Almeida Garret”? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que veio para os jornais criticar a câmara no que concerne à construção de um parque de estacionamento no largo Barão de Quintela? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que rejeitou agendamentos de propostas para discussão e votação na Assembleia Municipal? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que em declarações à comunicação social o ano passado, quando confrontada com gastos excessivos e desnecessários por parte do executivo, respondeu que não sabia e que tinha de esperar pelo relatório de contas da CML para avaliar? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que em declarações à comunicação social na inauguração da Praça do Campo Pequeno, elogiou a obra e simultaneamente se mostrou muito preocupada com alguns projectos que a CML tinha no âmbito do património cultural? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que andou a vetar nomes de militantes do PSD que o Prof. Carmona tinha convidado para determinados cargos? Não, foi o Dr. Marques Mendes com o apoio da Dra. Paula!

Foi a oposição interna que devolveu propostas, para agendamento, à câmara e posteriormente andou a co-redigir novos textos “de consenso” com o respectivo vereador? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que utilizou uma empresa municipal, a Gebalis, para ajustes de contas político-partidários? Não, foi o vereador Lipari, com o apoio da Dra. Paula!

Foi a oposição interna que se candidatou à Distrital, integrando na lista os 4 vereadores do PSD, cavando ainda mais o fosso já notório entre os vereadores PSD e os vereadores afectos a Carmona? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que tudo fez para acabar com uma coligação que assegurava maioria e estabilidade ao executivo camarário? Não, foi a Dra. Paula!

Foi à oposição interna que o Prof Carmona apontou faltas de solidariedade nalguns momentos difíceis, e obstrução? Não, foi à Dra. Paula!

Foi a oposição interna que chamou o Presidente da Câmara à São Caetano à Lapa, desautorizando-o e dando a ideia que era de lá que se governava a CML? Não, foi o Dr. Marques Mendes com o apoio da Dra. Paula!

Foi a oposição interna que levantou dúvidas sobre a actuação da Câmara no chamado caso da Infante Santo? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que ao longo do primeiro ano de mandato nunca teve uma palavra pública de apoio ao Presidente da Câmara e à sua actuação? Não, foi a Dra. Paula!

E há mais. Quando me lembrar, acrescentarei...

Conselho Nacional (3)

Marques Mendes voltou hoje a dizer no final do Conselho Nacional do PSD que “gostava que houvesse outros candidatos. Se há pessoas que têm ideias diferentes devem agora chegar-se à frente e não ter medo”.

Questionado sobre se não receia ir sozinho a estas eleições internas, o líder do PSD considerou que estas “não são menos democráticas se houver só um candidato”.

In Expresso on-line.

Pois, pois, talvez ganhe com 15,7% dos votos

Ou talvez, até tenha uma vitória histórica com 29%...

Conselho Nacional (2)

O dirigente do PSD Luís Filipe Menezes remeteu hoje para segunda-feira a decisão sobre a sua eventual candidatura à liderança dos sociais-democratas.

Falando num intervalo do Conselho Nacional do PSD, adecorrer no Centro de Congressos de Lisboa, Menezes afirmou «não compreender» porque razão a sua proposta não foi aceite pela maioria deste órgão social-democrata.

Em causa estava a possibilidade dos militantes do PSD com quotas em atraso poderem regularizar a sua situação até ao próprio dia da votação, proposta rejeitada por 66 dos 92 dirigentes presentes que argumentaram com a validade dos actuais estatutos do partido.
Nesse sentido, Menezes, que foi apoiado na sua proposta por Manuela Ferreira Leite, optou por adiar para segunda-feira a decisão de se candidatar ao cargo que ocupa Marques Mendes, que já anunciou publicamente a intenção de se recandidatar.

«Desafiei Marques Mendes a aceitar que os 120.000 militantes do PSD pudessem votar livremente. Fui acompanhado por Manuela Ferreira Leite», afirmou Menezes.
«É pena porque seria uma oportunidade para ter um confronto aberto, democrático e forte para o PSD. Eu disse que seria candidato se ele deixasse os militantes votar. Marques Mendes quer ir a jogo sozinho. Tem medo dos 1200.000 militantes», acrescentou.

In DiárioDigital

Conselho Nacional (1)

O deputado do PSD José Pedro Aguiar Branco revelou hoje à Lusa que abandonou a intenção de se candidatar à liderança do partido nas eleições directas marcadas para 28 de Setembro.

«O calendário e as condições aprovadas sobre proposta do Dr. Marques Mendes foram feitos à sua medida e dos que têm vindo a preparar o terreno para o efeito», disse o advogado portuense em declarações feitas por telefone à Lusa.

«Quem de forma leal e empenhada se preocupou em ajudar o PSD para que este tivesse até agora um melhor desempenho, não tem condições objectivas para apresentar qualquer candidatura com hipótese de êxito», defendeu.

«Vai mal o partido por aí e iludem-se os que acreditam que assim o PSD vai recuperar crédito junto dos portugueses», afirmou Aguiar Branco.

In DiárioDigital

21 julho 2007

Ridículo

Se o ridículo mata, o ódio destrói. A Dra Paula Teixeira da Cruz deveria saber isso... Quem viu e ouviu as suas declarações, no final da reunião da Comissão Política Distrital do PSD, terá percebido porque, nestas "crónicas", defendemos a sua demissão. Está na hora de sermos inclusivos no PSD . Uma coisa é a assunção de responsabilidades políticas, outra é encontrar, através do ódio, bodes expiatórios para aliviar culpas próprias. O ódio não é bom conselheiro em política. E nos políticos é mesmo ridículo...

19 julho 2007

Novo Blog


Nasceu há dias. Pedro Santana Lopes rendeu-se à blogoesfera. Aqui ficam os votos de boa sorte.

18 julho 2007

Moradas...

Devo ter percebido mal. Só posso. A Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD reuniu no espaço da Assembleia Municipal? Terei ouvido bem? Será a Comissão Política um orgão autárquico? Na cabeça da actual Presidente talvez seja. Depois de ouvir hoje as suas radicais e insensatas declarações, já tudo espero. Já nada me estranha. E isso apenas vem demonstrar a razão que assiste àqueles que defendem uma vida nova, com novos protagonistas para o PSD em Lisboa. A actual Presidente da AML não prestigiou o cargo nestes últimos dois anos. Não vejo, pois, razão para que se lhe não indique uma outra morada que não seja a Junqueira ou a Av. de Roma...

17 julho 2007

TRISTE FADO...

Os resultados de Domingo só podem colher de surpresa quem possui uma visão virtual da política. Quem lê manuais e não recolhe o sentimento político-social de uma comunidade.
Ora a ingerência, sob a aparência de fiscalização, o radicalismo e intolerância, expressas nomeadamente em vetos gratuitos (SRU da Baixa), teriam que ter estas consequências.
Agora é tempo dos arquitectos desta estratégia também retirarem as devidas consequências, assim o impõe a credibilidade e a ética, sob pena de cavarem ainda mais o fosso entre o PSD e o eleitorado.
De facto triste é o fado de um Partido alternativo de poder andar a discutir o 2º e 3º lugar com um movimento de cidadãos, acabando aliás por perder tal desafio. Esbanjar uma câmara como se fez é um atentado de não política, é uma prova da total incapacidade para se conquistar algo, leia-se Legislativas de 2009, pois nem sequer se sabe conservar o já conquistado. BASTA!
Que triste fado...

Já chega!

Começo este post citando uma frase do Pedro Portugal Gaspar neste blog, já lá vão uns tempitos. Dizia ele que nos arriscávamos a “de uma Lisboa para todos, chegar a uma Lisboa para nenhuns”.
Foi de facto o que aconteceu. Não que sejamos bruxos ou videntes. Simplesmente estávamos atentos ao que se passava à nossa volta e limitámo-nos a retirar as devidas ilações.
Aqui avisámos por diversas vezes do perigoso caminho que estava a ser trilhado pela Distrital de Lisboa e das inqualificáveis ingerências da direcção do partido nas nomeações e políticas camarárias.
Fomos acusados de tudo: intriguistas, manipuladores, fomentadores da divisão, etc. Chegaram-nos a indicar a porta da rua, demonstrando bem ao que tinha chegado o PSD, no consulado mendista, em Lisboa.
Diziam até que tudo estava bem e que a sintonia e solidariedade entre o então Presidente da Câmara, Carmona Rodrigues e a Presidente da Assembleia era total.

Pois bem, o resultado do “tudo estava bem” está à vista, e penso não suscitar muitas dúvidas.
O resultado da gestão, nacional e distrital, do dossier CML foi desastrosa. Um verdadeiro manual do que não se deve fazer em política.
Como é possível deitar abaixo uma Câmara sem ter já um candidato pronto a avançar? Como foi possível que, tendo o PSD uma coligação que garantia maioria na CML, uma maioria absoluta na Assembleia Municipal, e a maioria dos Presidentes de Junta de Freguesia, ter desbaratado todo esse capital? Em nome de quê? É isso a credibilidade?

A Marques Mendes e a Paula Teixeira da Cruz podemos agradecer a entrega da CML ao PS.
E já agora, importam-se também de entregar o PSD nacional e distrital a outros? É que simplesmente, já chega!

Ausente presente III

O PSD não deve ter como Presidente da Assembleia Municipal quem apenas recolheu 15,7% dos votos dos eleitores lisboetas. Não contribui para a credibilização da política , nem me parece que seja muito democrático.
Se isto nao puder ser considerado um protesto à luz do Regimento, escrevo-o , então, como interpelaçao à Mesa ou defesa da honra. Percebem o que eu quero dizer , não percebem? Percebem... Até os eleitores perceberam!

Ausente, presente II

Andaram em Lisboa a brincar com as instituições. E a brincar aos Presidentes e às Presidentes. A brincar aos fiscais e às fiscalizações. A brincar aos políticos e às polÍticas. A brincar aos partidos e às coligações. A brincar ao poder e com o poder. Quase parecia uma brincadeira de crianças mimadas, não estivessemos nós a falar de maiores e vacinados. Uma brincadeira que estragou o que outros construiram. Que destruiu um partido e desbaratou um património. Que dividiu e não uniu.
Está na hora de acabar com a brincadeira e de explicar a quem brincou que em Lisboa não há brinquedos chamados instituições. E que em Lisboa até há instituições que resistem a quem quer brincar com elas. As instituições não são objectos de poder pessoal. E quem as usa , incorrectamente,no combate político deve tirar as consequências quando perde esse mesmo combate político. A Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa é , hoje,o rosto da derrota porque ela nos conduziu à derrota. Demita-se,pois!. É o minimo que se lhe exige.
Os Deputados Municipais social democratas saberão estar à altura das suas responsabilidades, neste momento politicamente difícil,mas estimulante. A hora é de combate ao poder socialista. E o nosso combate só poder ser pela vitória em 2009! Vamos começar ja hoje a construi-la.

16 julho 2007

A ausente, presente

A ausente, presente só pode ser Paula Teixeira da Cruz. Depois de ontem deixou de ter condições para ser Presidente, quer da Distrital de Lisboa do PSD , quer da própria Assembleia Municipal de Lisboa!A gora está na altura de passar de presente a ausente. A bem de Lisboa e da sua governabilidade ...

Hoje somos muitos , amanha seremos milhões

Já todos estamos cansados das "vitórias" do Presidente do PSD : as autárquicas e as presidênciais. Nem é sequer um argumento inteligente. Agora, o que sabemos é que o único acto político de Marques Mendes eleitoralmente testado foi a sua gestão do "dossier" Lisboa. E ontem, o PSD teve uma derrota humilhante .Por culpa exclusiva de MM.
A dignidade do cargo de Presidente do PSD exigia , ontem, um outro comportamento. Éticamente, era exigivel que se demitisse do cargo e que deixasse o PSD escolher, livremente , vida nova e um novo líder. Sob pena de a "Secretaria" valer mais do que o povo "laranja"... Não pode haver projectos de poder pessoal num partido com mais de trinta anos de história firmados no combate pela liberdade! Porque para esse combate hoje somos muitos, amanha seremos milhões... Já deviam saber!

Parabéns

São décadas de amizade.E é isso que conta na vida. Por isso, aqui vai um abraço especial ao novo Presidente da Cãmara e meu Amigo , António Costa.Parabéns!

E tudo vai sem novidade...

Alguns falam de terramoto eleitoral quando analisam os resultados autárquicos em Lisboa... Nada de mais errado! O que se passou a 15 de julho foi a coisa mais natutal deste mundo. Só quem anda a leste da realidade social e política de Lisboa e da actual realidade social democrata se pode admirar. A derrota humilhante do PSD era mais do que expectável, estava escrita nas estrelas...
Não foi a candidatura de Fernando Negrão que esteve em causa. A sua dignidade pessoal não foi atingida.Outrossim, os alfacinhas reagiram e mostraram ,claramente, o seu repúdio pela actual liderança laranja.Leiam os resultados !!!!!!! Há meses que vinhamos alertando para a via suicidária a que estavam a conduzir o PSD na cidade de Lisboa. Por isso, ontem nao houve novidade. Nem podia haver...

Reflexão

No passado Sábado, foi dia de reflexão para os alfacinhas.

Hoje, 2ª feira, inicia-se um período de reflexão para os sociais-democratas!

11 julho 2007

A campanha de Lisboa (10)


Retirado daqui.

07 julho 2007

AS VÍTIMAS SOMOS NÓS

Na sequência da decisão do processo EPUL/Fontão de Carvalho que, em futuro momento, lá iremos, observei as declarações do Secretário-Geral do PSD as quais, relativamente a este contexto, referiam grosso modo que o "PSD era sim vítima de Carmona Rodrigues e, não o inverso, como este queria fazer parecer.".
Ora que o PSD, enquanto conjunto inorgânico de cidadãos e portanto sem uma lógica de estrutura é vítima neste processo, parece inequívoco. Mas vítima de quem? Naturalmente que do corpo decisório e orgânico do PSD, leia-se CPN, com Marques Mendes, Miguel Macedo, Paula Teixeira da Cruz (ao tempo vice da CPN) que escolheram Carmona Rodrigues, bem como a restante equipe da vereação, pelo que são naturalmente responsáveis por essas opções.
Mas claro que a responsabilidade continuou quando pretenderam gerir a CML através da sede nacional, seja com o veto na SRU da Baixa, seja com a tese do justicialismo político-autárquico que está agora a conhecer os resultados judiciais.
Portanto há um duplo nível de responsabilidade da CPN, não só no momento inicial (escolhas), como em momento continuado (gestão), cujos resultados estão à vista de todos. Que houve vítimas, sem dúvida! Mas não certamente os responsáveis por tal situação, esses terão que ser avaliados pelas verdadeiras vítimas, ou seja todo o PSD inorgânico.

05 julho 2007

Os arguidos...(2)

Hoje li isto no Público online:

Câmara de Lisboa
Ministério Público não leva a tribunal ex-administradores da EPUL e Fontão de Carvalho
05.07.2007 - 11h26 Ana Henriques, PÚBLICO


"Os antigos administradores da EPUL acusados de peculato e o ex-vice-presidente da câmara de Lisboa Fontão de Carvalho não foram pronunciados pelo juiz de instrução criminal no caso dos prémios de gestão. Esta decisão significa que nenhum dos antigos responsáveis vai a julgamento, não havendo, na opinião do juiz, dolo, abuso de poder ou apropriação ilícita.

O Ministério Público, que tinha acusado os ex-administradores da EPUL e o ex-vice-presidente da câmara, tem a possibilidade de recorrer da decisão do juiz de instrução criminal.

Esta decisão significa que, do ponto de vista do juiz, os prémios de gestão recebidos pelos administradores são legais.

O PÚBLICO sabe que alguns dos administradores em causa admitem pedir a devolução dos seus prémios."

Mais uma prova de que condenar, politicamente e na praça pública, e antes da justiça, pessoas que foram constituídas arguídas é errado, é perigoso, e é irresponsável.

04 julho 2007

O triunfo de Sócrates

A democracia em Portugal tem estado ao rubro nos últimos tempos. Seja na DREN, seja na saúde, e até na blogoesfera com o autor do blog Portugal Profundo a ser constituído arguído pelos posts relativos à licenciatura do Primeiro-Ministro.

Ironicamente, e no meio destes episódios todos, desde o passado dia 1 de Julho, José Sócrates é Presidente do Conselho...