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24 outubro 2008

Gebalis e a campanha

Ao serem conhecidos os resultados da auditoria à Gebalis, houve quem, a correr, quisesse logo fazer aproveitamento político deste caso. Era outra vez a "herança santanista" na CML, o resultado da sua acção, etc.

Convém esclarecer desde já alguns pontos:

Os administradores em causa foram nomeados pela então vereadora Maria José Nogueira Pinto, então militante e autarca do CDS.
Tal aconteceu no mandato Carmona Rodrigues, já Santana não era Presidente.

Em relação a cada um dos administradores:

1) Francisco Ribeiro foi uma escolha pessoal de Nogueira Pinto.

2) Clara Costa foi indicada por..... Marques Mendes! Lembram-se? Pois, precisamente o senhor que falava da credibilidade e da ética, e que publicou recentemente um livro!

3) Mário Peças foi reconduzido, porque era o elemento do PS que já lá estava.

Recordemos uma célebre entrevista de Maria José Nogueira Pinto ao Expresso em 24.02.2007

"Nomeou Francisco Ribeiro para presidente da Gebalis. Continua a ter confiança na sua idoneidade e competência?

Como o vereador Sérgio Lipari tem 32 assessores do PSD, é interessante explicar o seguinte: eu não levei ninguém do meu partido para a CML. Pareceu-me que era importante ter à frente da Gebalis alguém que conhecesse a CML e que tivesse trabalhado na área social. Francisco Ribeiro, que é militante do PSD, era o director da acção social. O conhecimento que tinha dele veio da ligação que existiu entre a [Santa Casa da] Misericórdia [de Lisboa] e a CML nos três anos em que eu fui provedora [da Santa Casa]. Pareceu-me uma pessoa com grande qualidade profissional, humana e moral, muito conhecedor da câmara e daqueles problemas todos da habitação social e acção social. Depois, nomeei o segundo elemento do conselho de administração [Clara Costa], que me foi recomendado por Marques Mendes. E eu não tenho nenhuma relutância em aceitar recomendações de Marques Mendes, porque entrevistei a senhora e ela pareceu-me competente.

A recomendação foi directa de Marques Mendes? Ele telefonou-lhe a sugerir esse nome?

Foi-me passada pelo presidente da câmara. Ele disse-me que o presidente do partido tinha muito empenho em que aquela senhora fosse administradora da Gebalis. Entrevistei-a, contratei-a e não tenho nenhuma razão de queixa. Julgo que fez um bom trabalho. Por fim, mantive o elemento do PS [Mário Peças], que também me parece um homem de bom-senso e que conhecia bem a empresa."

Fica portanto claro que Santana não tem nada a haver com isto!

Dito isto, e sobre o processo queria apenas dizer o seguinte. Defendo que estas investigações vão até ao fim e que a verdade seja apurada. E se a justiça tiver que actuar, que actue.


Actualização: quem quiser ler o processo clique aqui.

22 setembro 2008

Justiceiros


Quando me vêm com a conversa da ética e da justiça na política, eu por defeito, desconfio logo. Não gosto de quem se ache superior aos outros e se arme em juíz, acusando e condenando à luz de uma moral e de uma ética sempre discutíveis e sobretudo subjectivas.

Nunca gostei de supostos justiceiros, quais virgens imaculadas, que fazem da ética uma das suas principais bandeiras políticas. Muitas das vezes, vem-se a descobrir que afinal o justiceiro até tem muitos telhados de vidro.

Vem este post a propósito do lançamento do livro do ex-presidente do PSD Luís Marques Mendes. A capa é elucidativa: "propostas para um país mais ético, justo e competitivo".

Do que li na imprensa, nele se retoma a tese da condenção política na praça pública daqueles que a justiça nem sequer ainda acusou.

E vem novamemte falar em ética quem no passado, enquanto Presidente do PSD, andou a vetar nomes para empresas municipais, a recomendar outros, e aceitar ou impedir candidaturas autárquicas, consoante fossem politicamente mais próximas ou distantes. Para uns, a condição de arguído era a morte do artista, para outros era um mero e pequeno acidente de percurso.

Hoje, como no passado, continuo a recusar esta forma de fazer política.
Aos políticos o que é da política, aos tribunais o que é da justiça.

24 setembro 2007

Unir o Partido...

O ainda Presidente do partido tem andado por aí a dizer que é o único candidato que pode unir o partido para 2009, e que o fará quando for eleito.

Esquece-se o Dr. Marques Mendes que nos últimos 2 anos e meio, ele já era o Presidente do Partido, pelo que já deveria ter promovido há muito a unidade do PSD. E não o fez!

Mas pior do que não ter promovido a unidade, foi ter sido agente directo na divisão e na guerrilha interna, com requintes de malvadez dignos de um verdadeiro líder de facção.

Na memória dos alfacinhas sociais-democratas mais atentos, continua bem presente a interferência de Marques Mendes e o seu veto ao nome de Pedro Portugal Gaspar para a SRU da Baixa, e que levou ao fim da coligação e da governabilidade da Câmara Municipal de Lisboa.

Relembro que o Pedro Portugal tinha sido convidado pelo então Presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, e tinha aceite. No entanto, a proposta que foi a votos em reunião de Câmara não continha o seu nome, e quando questionado, Carmona disse sempre que a votação do nome em causa “tinha sido adiada a pedido do Presidente do PSD, pois carecia de uma reflexão partidária”.

Este é um bom exemplo da unidade “à la Marques Mendes”. Vetos e perseguições a quem não o apoia no partido. Usando inclusive um organismo, neste caso a Câmara de Lisboa, para esses fins. Uma vergonha é o que é!

Quem dividiu e perseguiu nestes últimos 2 anos, não será agora que vai unir e chamar todos a colaborar.
E mesmo que o apregoe dia sim, dia não, toda a gente percebe que não passa da mais descarada falta de vergonha, e de um enorme desespero de quem já percebeu que no dia 29 de Setembro já não será Presidente do PSD.

10 setembro 2007

Aí vai mais uma...

Não queria acreditar quando li isto! Mas é de facto verdade que ele o disse. Leia lá:

Marques Mendes disse estar a »sofrer na pele« as consequências dos critérios de escolha do seu antecessor, Santana Lopes, porque não tem no Grupo Parlamentar do PSD «dois ou três especialistas em macroeconomia, um em saúde e um em agricultura».

«Um grupo parlamentar assim deve ter sido feito numa noite de nevoeiro», ironizou.

In DiárioDigital


Então admite-se que um Presidente do Partido fale nestes termos do seu Grupo Parlamentar?? Saído de uma noite de nevoeiro?? Depois ter ajudado a deitar abaixo a Câmara de Lisboa vem agora enxovalhar o Grupo Parlamentar??
Mas este homem perdeu completamente a cabeça??

Outros líderes partidários referiram se em tempos ao respectivo grupo parlamentar como "a banda", e tiveram o fim que sabemos...

E por acaso, esqueceu-se Marques Mendes que, nessa lógica, também ele veio do nevoeiro?

É caso para dizer que uma presidência destas deve ter sido forjada na Noite das Bruxas.

Daqui lanço um apelo aos parlamentares do PSD:

Deputados de todos os distritos, uni-vos! E correi com quem todos os dias prova não estar à altura das suas responsabilidades!

Esta agora...

O líder do PSD atribuiu a perda da Câmara de Lisboa à conjugação de vários factores, nomeadamente a vitória sem maioria absoluta conseguida por Carmona Rodrigues, a coligação com o CDS-PP desfeita passado um ano e os desentendimentos que o presidente da autarquia foi tendo com alguns vereadores. in DiarioDigital

E já agora a culpa é também do Pai Natal, da Rena e do palhaço que vai no comboio ao circo!

É preciso descaramento para vir dizer uma coisa destas quem no passado muito ajudou a que a Câmara caisse. Ou alguem já se esqueceu que na origem do fim da coligação está uma votação de uma proposta, que Carmona teve de alterar porque Marques Mendes vetou o nome do Pedro Portugal?

A CML caiu por não haver maioria absoluta??
Nunca o PSD teve uma vitória tão forte como em 2005, com maioria nas juntas e Assembleia Municipal. E Pedro Santana Lopes, não teve tambem o mesmo número de vereadores? Não tinha a agravante de ter uma maioria de esquerda nas juntas e assembleia? E o executivo durou 4 anos. Mesmo com as entradas e saídas!!
Mas houve uma coisa que Santana não teve: a oposição do então presidente do Partido e a oposição do então presidente da Distrital. E isso faz toda a diferença...

Credibilidade?!?!?

O líder do PSD, Marques Mendes, revelou hoje que Carmona Rodrigues lhe pediu para abandonar a presidência da Câmara de Lisboa quatro meses antes da queda do executivo, que levou à realização de eleições intercalares.

«Quatro meses antes da queda, [Carmona Rodrigues] pediu-me para se ir embora. Aguentei-o até ao possível», afirmou o líder do PSD num debate com militantes do partido no Fórum da Maia, escreve a agência Lusa. in Diário Digital
Quanto mais se vai sabendo...

04 agosto 2007

Sempre em Festa

Se há palavra que Marques Mendes pretende ver associada ao seu “consulado”, ela é credibilidade.
Em cada discurso, em cada parágrafo, em cada frase, MM não se cansa de a proclamar. Tudo na sua acção é feito por ela e em nome dela. (pelo menos é o que afirma o próprio).
Já aqui questionei em tempos a credibilidade a propósito das suas interferências em nomeações camarárias em Lisboa.

Pois bem, a questão recoloca-se hoje perante alguns factos.

Marques Mendes decidiu este ano participar nas festas do Chão da Lagoa, na Madeira, e do Pontal, no Algarve.
Estranho, porque no passado nunca foi. Na Madeira chegou mesmo a ser apontado como “persona non grata” e no Pontal, um “pequeno” problema de agenda impediu-o de estar presente no ano passado.

Este ano MM não teve problemas de agenda. E lá anda de festa em festa.
Mas este ano temos Directas. E são já a 28 de Setembro.

Não é preciso dizer muito mais. O óbvio está à vista de todos. A suposta credibilidade deu lugar ao mais descarado oportunismo político.

Não sei porquê, mas lembrei-me daquelas frases que nós geralmente ouvimos do Povo em campanhas eleitorais: “São todos iguais, só cá vêm para pedir o nosso voto”, “nunca aparecem, só vêm quando há eleições”, etc.
Marques Mendes arrisca-se a ouvir uma boca destas! Ainda por cima do seu próprio Povo…

PS(D): Solicita-se às comissões organizadoras das seguintes Festas: Colete Encarnado em Vila Franca; Feiras Novas em Ponte de Lima; Avante no Seixal, Tabuleiros em Tomar e Santos Populares em Lisboa, o favor de incluírem Marques Mendes nas suas mailing lists.

02 maio 2007

Evolução alfacinha

Antes tínhamos uma Lisboa Feliz.

Depois ficámos com uma Lisboa arguída.

Agora temos uma Lisboa dissolvida!


Obrigado Dr. Marques Mendes...

01 maio 2007

De acordo com Marques Mendes

É verdade, estou totalmente de acordo com Marques Mendes. Ou melhor, com o que ele disse nesta entrevista:

«Tem esperanças de um dia passar a ser o número um [do PSD]?»

«Não! Nem pensar! Essa perspectiva está completamente fora do meu horizonte.»

«Por que o diz de forma tão determinada?»

«Porque não tenho qualquer tipo de dúvidas. Tenho noção das minhas qualidades e das minhas limitações.»

MARQUES MENDES, então líder parlamentar do PSD. Revista VIP, 20 de Janeiro de 1999

Fonte: Blog A origem das espécies

29 abril 2007

E agora?


Still Friends?