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24 setembro 2007

Unir o Partido...

O ainda Presidente do partido tem andado por aí a dizer que é o único candidato que pode unir o partido para 2009, e que o fará quando for eleito.

Esquece-se o Dr. Marques Mendes que nos últimos 2 anos e meio, ele já era o Presidente do Partido, pelo que já deveria ter promovido há muito a unidade do PSD. E não o fez!

Mas pior do que não ter promovido a unidade, foi ter sido agente directo na divisão e na guerrilha interna, com requintes de malvadez dignos de um verdadeiro líder de facção.

Na memória dos alfacinhas sociais-democratas mais atentos, continua bem presente a interferência de Marques Mendes e o seu veto ao nome de Pedro Portugal Gaspar para a SRU da Baixa, e que levou ao fim da coligação e da governabilidade da Câmara Municipal de Lisboa.

Relembro que o Pedro Portugal tinha sido convidado pelo então Presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, e tinha aceite. No entanto, a proposta que foi a votos em reunião de Câmara não continha o seu nome, e quando questionado, Carmona disse sempre que a votação do nome em causa “tinha sido adiada a pedido do Presidente do PSD, pois carecia de uma reflexão partidária”.

Este é um bom exemplo da unidade “à la Marques Mendes”. Vetos e perseguições a quem não o apoia no partido. Usando inclusive um organismo, neste caso a Câmara de Lisboa, para esses fins. Uma vergonha é o que é!

Quem dividiu e perseguiu nestes últimos 2 anos, não será agora que vai unir e chamar todos a colaborar.
E mesmo que o apregoe dia sim, dia não, toda a gente percebe que não passa da mais descarada falta de vergonha, e de um enorme desespero de quem já percebeu que no dia 29 de Setembro já não será Presidente do PSD.

15 setembro 2007

Noites de nevoeiro...


10 setembro 2007

Aí vai mais uma...

Não queria acreditar quando li isto! Mas é de facto verdade que ele o disse. Leia lá:

Marques Mendes disse estar a »sofrer na pele« as consequências dos critérios de escolha do seu antecessor, Santana Lopes, porque não tem no Grupo Parlamentar do PSD «dois ou três especialistas em macroeconomia, um em saúde e um em agricultura».

«Um grupo parlamentar assim deve ter sido feito numa noite de nevoeiro», ironizou.

In DiárioDigital


Então admite-se que um Presidente do Partido fale nestes termos do seu Grupo Parlamentar?? Saído de uma noite de nevoeiro?? Depois ter ajudado a deitar abaixo a Câmara de Lisboa vem agora enxovalhar o Grupo Parlamentar??
Mas este homem perdeu completamente a cabeça??

Outros líderes partidários referiram se em tempos ao respectivo grupo parlamentar como "a banda", e tiveram o fim que sabemos...

E por acaso, esqueceu-se Marques Mendes que, nessa lógica, também ele veio do nevoeiro?

É caso para dizer que uma presidência destas deve ter sido forjada na Noite das Bruxas.

Daqui lanço um apelo aos parlamentares do PSD:

Deputados de todos os distritos, uni-vos! E correi com quem todos os dias prova não estar à altura das suas responsabilidades!

Esta agora...

O líder do PSD atribuiu a perda da Câmara de Lisboa à conjugação de vários factores, nomeadamente a vitória sem maioria absoluta conseguida por Carmona Rodrigues, a coligação com o CDS-PP desfeita passado um ano e os desentendimentos que o presidente da autarquia foi tendo com alguns vereadores. in DiarioDigital

E já agora a culpa é também do Pai Natal, da Rena e do palhaço que vai no comboio ao circo!

É preciso descaramento para vir dizer uma coisa destas quem no passado muito ajudou a que a Câmara caisse. Ou alguem já se esqueceu que na origem do fim da coligação está uma votação de uma proposta, que Carmona teve de alterar porque Marques Mendes vetou o nome do Pedro Portugal?

A CML caiu por não haver maioria absoluta??
Nunca o PSD teve uma vitória tão forte como em 2005, com maioria nas juntas e Assembleia Municipal. E Pedro Santana Lopes, não teve tambem o mesmo número de vereadores? Não tinha a agravante de ter uma maioria de esquerda nas juntas e assembleia? E o executivo durou 4 anos. Mesmo com as entradas e saídas!!
Mas houve uma coisa que Santana não teve: a oposição do então presidente do Partido e a oposição do então presidente da Distrital. E isso faz toda a diferença...

12 agosto 2007

Eles falam, falam, falam...

Quando se perde uma eleição, é de bom tom que haja algum recato, nomeadamente no que concerne ao protagonismo.
Quanto se leva uma verdadeira banhada, então aí é de elementar bom senso ficar sossegado, numa espécie de luto político…

Ora a Distrital de Lisboa do PSD tem agido precisamente ao contrário.

Da Presidente aos vogais, tudo fala para a imprensa. Chega a haver 2 entrevistas escritas no mesmo dia.
Como se a Distrital não tivesse perdido uma eleição há menos de um mês.
Como se a Distrital não tivesse sido responsável por uma estratégia suicida que levou o PSD a 15% dos votos.

Mas eles falam, falam e falam…

Continuam a falar, com uma autoridade que não têm, e que lhes foi retirada pelo Povo nas urnas no passado dia 15 de Julho.

Continuam a falar, com uma legitimidade que também já não têm, pois anunciaram a sua própria demissão no passado dia 17 de Julho.

07 agosto 2007

Citações

"Onde é que se meteu o sacana?"

Frase de Alberto João Jardim, olhando para trás, à procura de Marques Mendes, na Festa do Chão da Lagoa.

in Expresso.

04 agosto 2007

Sempre em Festa

Se há palavra que Marques Mendes pretende ver associada ao seu “consulado”, ela é credibilidade.
Em cada discurso, em cada parágrafo, em cada frase, MM não se cansa de a proclamar. Tudo na sua acção é feito por ela e em nome dela. (pelo menos é o que afirma o próprio).
Já aqui questionei em tempos a credibilidade a propósito das suas interferências em nomeações camarárias em Lisboa.

Pois bem, a questão recoloca-se hoje perante alguns factos.

Marques Mendes decidiu este ano participar nas festas do Chão da Lagoa, na Madeira, e do Pontal, no Algarve.
Estranho, porque no passado nunca foi. Na Madeira chegou mesmo a ser apontado como “persona non grata” e no Pontal, um “pequeno” problema de agenda impediu-o de estar presente no ano passado.

Este ano MM não teve problemas de agenda. E lá anda de festa em festa.
Mas este ano temos Directas. E são já a 28 de Setembro.

Não é preciso dizer muito mais. O óbvio está à vista de todos. A suposta credibilidade deu lugar ao mais descarado oportunismo político.

Não sei porquê, mas lembrei-me daquelas frases que nós geralmente ouvimos do Povo em campanhas eleitorais: “São todos iguais, só cá vêm para pedir o nosso voto”, “nunca aparecem, só vêm quando há eleições”, etc.
Marques Mendes arrisca-se a ouvir uma boca destas! Ainda por cima do seu próprio Povo…

PS(D): Solicita-se às comissões organizadoras das seguintes Festas: Colete Encarnado em Vila Franca; Feiras Novas em Ponte de Lima; Avante no Seixal, Tabuleiros em Tomar e Santos Populares em Lisboa, o favor de incluírem Marques Mendes nas suas mailing lists.

31 maio 2007

Debate mensal...

Hoje a Câmara de Lisboa veio à baila no debate mensal.
Por péssimos motivos!

Diz o ditado que, quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras...

28 maio 2007

Os assessores da CML

O Correio da Manhã de hoje, volta a pegar no assunto dos assessores da Câmara de Lisboa.
É um assunto recorrente e sempre polémico.

O problema é que a lei não prevê a questão dos gabinetes dos vereadores de uma forma razoável, e não está adequada às necessidades de hoje. A lei prevê a existência de um adjunto (na prática um chefe de gabinete) e uma ou duas secretárias.
Todo o restante staff tem de ser contratado a recibos verdes, num processo burocrático absolutamente ridiculo com consultas prévias, cartas convites, respostas, etc.

Não pomho em causa a necessidade da existência dos assessores. Já passei por vários gabinetes, na CML e no Governo e conheço bem esta realidade, o trabalho que envolve, as responsabilidades que se assumem. O bom desempenho das equipas é essencial ao bom desempenho dos titulares dos cargos. Claro que, como em todo o lado, há gente boa e má. Há os que trabalham e os que apenas estão lá para receber o cheque ao fim do mês. Há os que têm ordenados normais, e os que foram atingidos por uma espécie de euromilhões mensal. Mas aí a responsabilidade é de quem permite e/ou autoriza essas situações.

Mas acima de tudo, uma pessoa tem o direito de convidar quem entender para trabalhar com ela nos gabinetes. São lugares de confiança pessoal, mais até do que política. E se isso é permitido a um Ministro ou a um Secretário de Estado, porque não há de o ser a um vereador? Sabemos bem que a CML tem uma dimensão e um orçamento superior a alguns Ministérios.

De uma vez por todas devia haver a coragem de regular esta matéria. Não seria preciso inventar muito, bastaria criar uma lei, à semelhança aliás do que existe para os gabinetes dos membros do Governo. Definia-se o numero de assessores, com ordenado tabelado, e era tudo simples, claro, transparente e sem abusos.
Em tempo de campanha eleitoral, aqui deixo esta sugestão aos diversos candidatos.

01 maio 2007

De acordo com Marques Mendes

É verdade, estou totalmente de acordo com Marques Mendes. Ou melhor, com o que ele disse nesta entrevista:

«Tem esperanças de um dia passar a ser o número um [do PSD]?»

«Não! Nem pensar! Essa perspectiva está completamente fora do meu horizonte.»

«Por que o diz de forma tão determinada?»

«Porque não tenho qualquer tipo de dúvidas. Tenho noção das minhas qualidades e das minhas limitações.»

MARQUES MENDES, então líder parlamentar do PSD. Revista VIP, 20 de Janeiro de 1999

Fonte: Blog A origem das espécies