19 agosto 2007

Citações (2)

"A Drª Paula Teixeira da Cruz, é uma das grandes responsáveis pela crise em Lisboa e, em vez de fazer um mea culpa, lança-se no escuro ao classificar os militantes entre elites e a ralé".

Angelo Correia, em entrevista à SIC-Noticias, na passada 6ª feira.

Bloco de notas

Bloco da esquerda e notas dos concursos externos. O Boloco não faz falta nenhuma, as notas fazem... Mau começo para a nova Cãmara socialista. Para ja não falar da acção mediática de pintura de passadeiras. Qualquer dia ainda vamos ver os socialistas camarários em delírio porque há recolha de lixo de Lisboa , porque a Polícia Municipal passa multas, porque a protecçao civil se preocupa com terramotos ,porque o canil municipal acolhe cães e , imagine-se, porque o gatil recebe gatos!!!! Não vou ditar mais sugestões para o bloco notas da Cãmara socialista. Não vão eles achar que estou a falar a sério! Com eles nunca se sabe...Porque sendo, agora , do bloco da esquerda náo vão ter , certamente ,boas notas!

18 agosto 2007

Setúbal na berlinda

Li , que o ainda presidente do PSD quer, nas próximas autárquicas, ganhar uma Cãmara no distrito de Setúbal. Li e não queria acreditar ! Então, ele que hipotecou a vitória do partido na capital deste distrito ao empurrar, ingloriamente, o dr.Fernando Negrão para as eleições intercalares de Lisboa, é que vem agora falar de vitórias? A não ser que na contabilidade do ainda Presidente do Partido vitória signifique tão só 15% dos votos... Essas são vitorias à Marques Mendes. Não são , seguramente, vitórias à PSD. É por essas e por outras que dia 28 de Setembro os militantes "laranjas" saberão escolher um novo líder...

15 agosto 2007

Ups...

Acordo pós-eleitoral
Francisco Louçã prevê "grandes confrontos" entre Sá Fernandes e PS na câmara de Lisboa 14.08.2007 - 11h04 Lusa

Ainda nem tempo tiveram de aquecer os lugares e a coisa já promete!
Começou o número de circo do BE em Lisboa: simultaneamente ser poder e oposição. Vamos ver até que ponto vai a capacidade de malabarismo do Bloco.

12 agosto 2007

Eles falam, falam, falam...

Quando se perde uma eleição, é de bom tom que haja algum recato, nomeadamente no que concerne ao protagonismo.
Quanto se leva uma verdadeira banhada, então aí é de elementar bom senso ficar sossegado, numa espécie de luto político…

Ora a Distrital de Lisboa do PSD tem agido precisamente ao contrário.

Da Presidente aos vogais, tudo fala para a imprensa. Chega a haver 2 entrevistas escritas no mesmo dia.
Como se a Distrital não tivesse perdido uma eleição há menos de um mês.
Como se a Distrital não tivesse sido responsável por uma estratégia suicida que levou o PSD a 15% dos votos.

Mas eles falam, falam e falam…

Continuam a falar, com uma autoridade que não têm, e que lhes foi retirada pelo Povo nas urnas no passado dia 15 de Julho.

Continuam a falar, com uma legitimidade que também já não têm, pois anunciaram a sua própria demissão no passado dia 17 de Julho.

09 agosto 2007

UM EXEMPLO? DRª PAULA...

Em entrevista de hoje ao "Diário Económico", da Srª Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, quando lhe é solicitado um exemplo da interferência dos apoiantes de Menezes na queda da estabilidade camarária, a Srª Presidente invoca o episódio de nomeação que envolveu o meu nome para administrador da SRU da Baixa Pombalina.
Ora sobre este facto apenas recordo as declarações públicas do Professor Carmona Rodrigues e também da Drª Maria José Nogueira Pinto, as quais expressamente afirmam a intervenção do PSD como bloqueio e veto em tal nomeação.
Estranho terá sido o facto de enquanto essa mesma proposta estar em sede de circulação para análise dos então Vereadores da CML ter aparecido uma notícia na comunicação social que falava de apoiante de Meneses, ex-Presidente da Secção Oriental ir para administrador da SRU.
Mas Srª Presidente, como eu sempre referi, estive disponível para ajudar o Executivo de Carmona Rodrigues, aceitando o convite pessoal que ele me fez, concretizado na citada proposta de nomeação, razão pela qual não duvido da versão por ele apresentada sobre o veto que o condicionou na concretização dessa proposta, como aliás o referiu publicamente.
Não tenho culpa de ser Mestre em Direito na Vertente Jurídico-Políticas, pela Faculdade de Direito de Lisboa com a nota de 17 valores (2004), de ser docente universitário, ou de em 13 anos ter atingido o topo da carreira técnica da Administração Pública, pelo que falar-se em inexistência de carreiras profissionais, não é seguramente este o melhor tipo de exemplo que a Drª Paula pudesse escolher.
Mas enfim...possivelmente talvez fosse preferível preocupar-se com os 15,74% dos votos que o PSD obteve nas eleições intercalares de Lisboa.

07 agosto 2007

Citações

"Onde é que se meteu o sacana?"

Frase de Alberto João Jardim, olhando para trás, à procura de Marques Mendes, na Festa do Chão da Lagoa.

in Expresso.

Ler para acreditar...

" Faço uma avaliação positiva , inquestionavelmente." Adivinhe de quem é esta frase. E sobre quem é feita esta avaliação positiva. Não pode ser da Presidente da Assembleia Municipal - que foi eleita numa lista do PSD- sobre o novo Presidente da Cãmara socialista, pois não? Amanha saiba a resposta no Diário Económico... Não perca. Leia para acreditar...

06 agosto 2007

Silêncio

O PS coliga-se com o BE na Cãmara Municipal de Lisboa e o PSD nem reage... Que saudades que tenho do verdadeiro PSD de combate. A política laranja , hoje em dia, parece uma missa fúnebre. Uma liturgia de quarta-feira de cinzas... Falta-nos um momento de Aleluia. Que é como quem diz , de alegria...

05 agosto 2007

LIMITAÇÃO DE ASSESSORES E DEMAIS ACTOS GESTIONÁRIOS

Iniciou o Executivo Camarário a sua actividade com uma medida simples, de bom senso, que recolhe o apoio da opinião pública e dos serviços camarários - a limitção dos assessores - bem como a definição do respectivo tecto salarial. Carmona Rodrigues bem lembrou que o fez informalmente, mas a lógica do cruzamento partidário-institucional não lhe deu margem para que tal medida pudesse vigorar. Enfim...brilha agora facilmente o PS, numa medida positiva.
Haverá naturalmente novos actos gestionários que se aguardam com expectativa, envolvendo opções nominativas de chefias, tanto em sede de serviços camarários, como nas empresas municipais, aqui eventualmente havendo lugar à racionalização de parte das mesmas, com eventuais fusões, pois obviamente que existirá um ganho de funcionamento com a inerente optimização dos respectivos recursos.
Ainda é cedo para falarmos sobre tais actos, na medida em que se trata de previsões, ainda que mais ou menos plausíveis e cá estaremos para aplaudir ou criticar. Contudo, dois casos parecem evidentes nos respectivos Conselhos de Administração, a saber, EGEAC e EMEL, uma vez que os respectivos presidentes eram os vereadores dos respectivos pelouros. Ora tinha sido justificada tal excepção, acumulação da presidência da empresa com vereação, com a necessidade de imprimir uma nova dinâmica e orientação a tais empresas.
Parece claro que já não existindo tal realidade, vereação do PSD, tal premissa desapareceu e por esse facto tais titulares devem deixar as respectivas empresas, em nome precisamente da defesa dos interesses do PSD.
Com efeito um deles é membro da CPN de Marques Mendes, logo o rigor e credibilidade deve impôr-se acima de qualquer suspeita. Enquanto que o outro, muito próximo dessa mesma CPN, assumiu a presidência da Comissão Administrativa de Lisboa, pelo que não pode agora ficar subalternizada, de imediato, na presidência de uma mpresa municipal sob a tutela de um determinado vereador.
O PSD de Marques Mendes que impõe, ou parece impôr, regras de ética inilídel, terá necessariamente que dar tal exemplo nos seus próprios agentes e apoiantes, até para não ficar subalternizado ao PS que queremos vencer em 2009

04 agosto 2007

Sempre em Festa

Se há palavra que Marques Mendes pretende ver associada ao seu “consulado”, ela é credibilidade.
Em cada discurso, em cada parágrafo, em cada frase, MM não se cansa de a proclamar. Tudo na sua acção é feito por ela e em nome dela. (pelo menos é o que afirma o próprio).
Já aqui questionei em tempos a credibilidade a propósito das suas interferências em nomeações camarárias em Lisboa.

Pois bem, a questão recoloca-se hoje perante alguns factos.

Marques Mendes decidiu este ano participar nas festas do Chão da Lagoa, na Madeira, e do Pontal, no Algarve.
Estranho, porque no passado nunca foi. Na Madeira chegou mesmo a ser apontado como “persona non grata” e no Pontal, um “pequeno” problema de agenda impediu-o de estar presente no ano passado.

Este ano MM não teve problemas de agenda. E lá anda de festa em festa.
Mas este ano temos Directas. E são já a 28 de Setembro.

Não é preciso dizer muito mais. O óbvio está à vista de todos. A suposta credibilidade deu lugar ao mais descarado oportunismo político.

Não sei porquê, mas lembrei-me daquelas frases que nós geralmente ouvimos do Povo em campanhas eleitorais: “São todos iguais, só cá vêm para pedir o nosso voto”, “nunca aparecem, só vêm quando há eleições”, etc.
Marques Mendes arrisca-se a ouvir uma boca destas! Ainda por cima do seu próprio Povo…

PS(D): Solicita-se às comissões organizadoras das seguintes Festas: Colete Encarnado em Vila Franca; Feiras Novas em Ponte de Lima; Avante no Seixal, Tabuleiros em Tomar e Santos Populares em Lisboa, o favor de incluírem Marques Mendes nas suas mailing lists.

02 agosto 2007

Acordo PS/BE

Infelizmente acertámos mais uma vez, quando em 17 de Junho dissemos aqui a quem é que o Zé faria falta!

01 agosto 2007

Condecorações à èsquerda

Sá Fernandes fará coligação na CML com António Costa. Mais uma condecoração para a Presidente da Assembleia Municipal : a Ordem do Mérito à Esquerda. Já soma umas quantas... A última tinha sido a Ordem das Três Bandas Políticas ( Derrota, Humilhação e Teimosia). Parabéns...

31 julho 2007

A Culpa Institucional-Partidária

Sobre a culpa da queda da Câmara já muito aqui se tem falado, aliás com muita propriedade pelos companheiros Henrique de Freitas e Rodrigo Gonçalves. De facto só uma bizarria política poderia fazer recair em quem não tinha competências de decisão essa mesma responsabilidade.
Importa recordar que Marques Mendes e a CPN de então, com Paula Teixeira da Cruz a Vice - Presidente, optaram por Carmona Rodrigues em detrimento de Santana Lopes. Por outro lado não quiseram nenhum dos anteriores membros dessa equipe, pelo menos dos politicamente mais relevantes, pois ficou António Prôa, sendo clara a responsabilidade da CPN na escolha de tal equipe, verdadeiros avalistas políticos de tais elementos.
Portanto se as coisas correram mal, como aliás correram, a responsabilidade é nauralmente de quem fez as escolhas em questão e não dos que avisavam que o rei ia nu, muitas vezes no limite da resistência, atento o clima de intolerância e sectarismo reinante.
Mas as escolhas sucederam-se, numa verdadeira confusão partidária e institucional, como foi o caso da Comissão Política Distrital de Lisboa, já felizmente demissionária. Com efeito, a presidente da Assembleia assumiu a Presidência da Distrital, competindo-lhe a coordenação dos autarcas do respectivo distrito, tarefa para a qual também escolheu os quatro vereadores do PSD na CML. Assim, estes eram coordenados politicamente por Carmona no seio da CML, mas por sua vez pertenciam ao órgão partidário que definia as orientações políticas ao próprio Carmona, era a verdadeira relação política cruzada, óbvia confusão que...só podia dar a trapalhada que deu.

Dia negro

Amanha é um dia negro para os "laranjinhas" da cidade de Lisboa... Tiraram a nossa côr do mapa político da capital e entregaram o ouro ao "bandido"! Amanhã assistiremos , com tristeza, a uma tomada de posse a que nunca deveriamos assistir . A Cãmara era nossa. A Assembleia Municipal era nosssa. A maioria das Juntas era nossa.Só um enorme desvario político poderia desbaratar todo este património.Mas, a verdade é que o desvario existiu.E o que custa é que amanha vamos ver a responsável por todo este desvario dar posse a um presidente socialista.Será o seu último acto poltico? Deus queira que sim! A bem de Lisboa e das nossas cores.

29 julho 2007

Afinal havia culpa...II

O problema não é só a culpa. É que ela é atenuada quando há arrependimento.
O problema é que além de haver culpa, não há o mínimo arrependimento. O que é absolutamente extraordinário...

27 julho 2007

Afinal havia culpa...

Ontem foi dia de apuramento de culpas .O apuramento de votos a isso o levou.E ficámos a saber que a dra Paula afinal nao conseguiu provar a culpa da " oposiçao interna" na queda da CML! Já quanto à culpa dra Paula todos ficámos a saber que ela de facto existiu... Dra Paula dixit... E se dixit é porque é verdade...

25 julho 2007

A culpa da dra Paula...II

Refresquei a memória e vou acrescentar, a pedido de várias famílias, mais umas culpas no cartório da dra Paula na derrota de Lisboa. Aí vai!
Foi a oposição interna que, em entrevista ao Semanário, afirmou não dever , nem ter de fazer balanços do mandato do Professor Carmona Rodrigues no seu primeiro ano à frente da CML? Não. Foi a dra Paula...
Foi a oposição interna que ,interrogada directamente sobre saber se a actuação da CML seria positiva, foi incapaz de dizer que sim? Não. Foi a dra Paula...
Foi a oposição interna que não conseguiu defender a CML das críticas de despesismo que lhe eram feitas? Nao. Foi a dra Paula...
Foi a oposição interna que questionou a existência da EPUL?Não. Foi a dra Paula...
Foi a oposiçao interna que, no Diário Económico , não defendeu a vereação dos casos polémicos em que estava envolvida? Não. Foi a dra Paula...
Foi a oposição interna que sentenciou a existência de um certo marasmo na CML? Não. Foi a dra Paula...
E pronto! Acho que não me posso queixar da minha memória. E amanha à noite na reunião dos deputados municipais não me faltará memória. Prometo! Nem coragem, mas isso já sabem...

22 julho 2007

A culpa da Dra. Paula...

Em declarações recentes, a Dra. Paula Teixeira da Cruz veio acusar a oposição interna de ser a responsável pela queda da Câmara.
Claro que é sempre mais fácil apontar o dedo aos outros.
Mas também não é difícil relembrar aqui um conjunto de factos e episódios que, esses sim, levaram a que a permanência do executivo camarário fosse insustentável.

Então cá vamos:

Foi a oposição interna que veio para os jornais criticar a câmara a propósito da questão “casa Almeida Garret”? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que veio para os jornais criticar a câmara no que concerne à construção de um parque de estacionamento no largo Barão de Quintela? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que rejeitou agendamentos de propostas para discussão e votação na Assembleia Municipal? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que em declarações à comunicação social o ano passado, quando confrontada com gastos excessivos e desnecessários por parte do executivo, respondeu que não sabia e que tinha de esperar pelo relatório de contas da CML para avaliar? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que em declarações à comunicação social na inauguração da Praça do Campo Pequeno, elogiou a obra e simultaneamente se mostrou muito preocupada com alguns projectos que a CML tinha no âmbito do património cultural? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que andou a vetar nomes de militantes do PSD que o Prof. Carmona tinha convidado para determinados cargos? Não, foi o Dr. Marques Mendes com o apoio da Dra. Paula!

Foi a oposição interna que devolveu propostas, para agendamento, à câmara e posteriormente andou a co-redigir novos textos “de consenso” com o respectivo vereador? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que utilizou uma empresa municipal, a Gebalis, para ajustes de contas político-partidários? Não, foi o vereador Lipari, com o apoio da Dra. Paula!

Foi a oposição interna que se candidatou à Distrital, integrando na lista os 4 vereadores do PSD, cavando ainda mais o fosso já notório entre os vereadores PSD e os vereadores afectos a Carmona? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que tudo fez para acabar com uma coligação que assegurava maioria e estabilidade ao executivo camarário? Não, foi a Dra. Paula!

Foi à oposição interna que o Prof Carmona apontou faltas de solidariedade nalguns momentos difíceis, e obstrução? Não, foi à Dra. Paula!

Foi a oposição interna que chamou o Presidente da Câmara à São Caetano à Lapa, desautorizando-o e dando a ideia que era de lá que se governava a CML? Não, foi o Dr. Marques Mendes com o apoio da Dra. Paula!

Foi a oposição interna que levantou dúvidas sobre a actuação da Câmara no chamado caso da Infante Santo? Não, foi a Dra. Paula!

Foi a oposição interna que ao longo do primeiro ano de mandato nunca teve uma palavra pública de apoio ao Presidente da Câmara e à sua actuação? Não, foi a Dra. Paula!

E há mais. Quando me lembrar, acrescentarei...

Conselho Nacional (3)

Marques Mendes voltou hoje a dizer no final do Conselho Nacional do PSD que “gostava que houvesse outros candidatos. Se há pessoas que têm ideias diferentes devem agora chegar-se à frente e não ter medo”.

Questionado sobre se não receia ir sozinho a estas eleições internas, o líder do PSD considerou que estas “não são menos democráticas se houver só um candidato”.

In Expresso on-line.

Pois, pois, talvez ganhe com 15,7% dos votos

Ou talvez, até tenha uma vitória histórica com 29%...

Conselho Nacional (2)

O dirigente do PSD Luís Filipe Menezes remeteu hoje para segunda-feira a decisão sobre a sua eventual candidatura à liderança dos sociais-democratas.

Falando num intervalo do Conselho Nacional do PSD, adecorrer no Centro de Congressos de Lisboa, Menezes afirmou «não compreender» porque razão a sua proposta não foi aceite pela maioria deste órgão social-democrata.

Em causa estava a possibilidade dos militantes do PSD com quotas em atraso poderem regularizar a sua situação até ao próprio dia da votação, proposta rejeitada por 66 dos 92 dirigentes presentes que argumentaram com a validade dos actuais estatutos do partido.
Nesse sentido, Menezes, que foi apoiado na sua proposta por Manuela Ferreira Leite, optou por adiar para segunda-feira a decisão de se candidatar ao cargo que ocupa Marques Mendes, que já anunciou publicamente a intenção de se recandidatar.

«Desafiei Marques Mendes a aceitar que os 120.000 militantes do PSD pudessem votar livremente. Fui acompanhado por Manuela Ferreira Leite», afirmou Menezes.
«É pena porque seria uma oportunidade para ter um confronto aberto, democrático e forte para o PSD. Eu disse que seria candidato se ele deixasse os militantes votar. Marques Mendes quer ir a jogo sozinho. Tem medo dos 1200.000 militantes», acrescentou.

In DiárioDigital

Conselho Nacional (1)

O deputado do PSD José Pedro Aguiar Branco revelou hoje à Lusa que abandonou a intenção de se candidatar à liderança do partido nas eleições directas marcadas para 28 de Setembro.

«O calendário e as condições aprovadas sobre proposta do Dr. Marques Mendes foram feitos à sua medida e dos que têm vindo a preparar o terreno para o efeito», disse o advogado portuense em declarações feitas por telefone à Lusa.

«Quem de forma leal e empenhada se preocupou em ajudar o PSD para que este tivesse até agora um melhor desempenho, não tem condições objectivas para apresentar qualquer candidatura com hipótese de êxito», defendeu.

«Vai mal o partido por aí e iludem-se os que acreditam que assim o PSD vai recuperar crédito junto dos portugueses», afirmou Aguiar Branco.

In DiárioDigital

21 julho 2007

Ridículo

Se o ridículo mata, o ódio destrói. A Dra Paula Teixeira da Cruz deveria saber isso... Quem viu e ouviu as suas declarações, no final da reunião da Comissão Política Distrital do PSD, terá percebido porque, nestas "crónicas", defendemos a sua demissão. Está na hora de sermos inclusivos no PSD . Uma coisa é a assunção de responsabilidades políticas, outra é encontrar, através do ódio, bodes expiatórios para aliviar culpas próprias. O ódio não é bom conselheiro em política. E nos políticos é mesmo ridículo...

19 julho 2007

Novo Blog


Nasceu há dias. Pedro Santana Lopes rendeu-se à blogoesfera. Aqui ficam os votos de boa sorte.

18 julho 2007

Moradas...

Devo ter percebido mal. Só posso. A Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD reuniu no espaço da Assembleia Municipal? Terei ouvido bem? Será a Comissão Política um orgão autárquico? Na cabeça da actual Presidente talvez seja. Depois de ouvir hoje as suas radicais e insensatas declarações, já tudo espero. Já nada me estranha. E isso apenas vem demonstrar a razão que assiste àqueles que defendem uma vida nova, com novos protagonistas para o PSD em Lisboa. A actual Presidente da AML não prestigiou o cargo nestes últimos dois anos. Não vejo, pois, razão para que se lhe não indique uma outra morada que não seja a Junqueira ou a Av. de Roma...

17 julho 2007

TRISTE FADO...

Os resultados de Domingo só podem colher de surpresa quem possui uma visão virtual da política. Quem lê manuais e não recolhe o sentimento político-social de uma comunidade.
Ora a ingerência, sob a aparência de fiscalização, o radicalismo e intolerância, expressas nomeadamente em vetos gratuitos (SRU da Baixa), teriam que ter estas consequências.
Agora é tempo dos arquitectos desta estratégia também retirarem as devidas consequências, assim o impõe a credibilidade e a ética, sob pena de cavarem ainda mais o fosso entre o PSD e o eleitorado.
De facto triste é o fado de um Partido alternativo de poder andar a discutir o 2º e 3º lugar com um movimento de cidadãos, acabando aliás por perder tal desafio. Esbanjar uma câmara como se fez é um atentado de não política, é uma prova da total incapacidade para se conquistar algo, leia-se Legislativas de 2009, pois nem sequer se sabe conservar o já conquistado. BASTA!
Que triste fado...

Já chega!

Começo este post citando uma frase do Pedro Portugal Gaspar neste blog, já lá vão uns tempitos. Dizia ele que nos arriscávamos a “de uma Lisboa para todos, chegar a uma Lisboa para nenhuns”.
Foi de facto o que aconteceu. Não que sejamos bruxos ou videntes. Simplesmente estávamos atentos ao que se passava à nossa volta e limitámo-nos a retirar as devidas ilações.
Aqui avisámos por diversas vezes do perigoso caminho que estava a ser trilhado pela Distrital de Lisboa e das inqualificáveis ingerências da direcção do partido nas nomeações e políticas camarárias.
Fomos acusados de tudo: intriguistas, manipuladores, fomentadores da divisão, etc. Chegaram-nos a indicar a porta da rua, demonstrando bem ao que tinha chegado o PSD, no consulado mendista, em Lisboa.
Diziam até que tudo estava bem e que a sintonia e solidariedade entre o então Presidente da Câmara, Carmona Rodrigues e a Presidente da Assembleia era total.

Pois bem, o resultado do “tudo estava bem” está à vista, e penso não suscitar muitas dúvidas.
O resultado da gestão, nacional e distrital, do dossier CML foi desastrosa. Um verdadeiro manual do que não se deve fazer em política.
Como é possível deitar abaixo uma Câmara sem ter já um candidato pronto a avançar? Como foi possível que, tendo o PSD uma coligação que garantia maioria na CML, uma maioria absoluta na Assembleia Municipal, e a maioria dos Presidentes de Junta de Freguesia, ter desbaratado todo esse capital? Em nome de quê? É isso a credibilidade?

A Marques Mendes e a Paula Teixeira da Cruz podemos agradecer a entrega da CML ao PS.
E já agora, importam-se também de entregar o PSD nacional e distrital a outros? É que simplesmente, já chega!

Ausente presente III

O PSD não deve ter como Presidente da Assembleia Municipal quem apenas recolheu 15,7% dos votos dos eleitores lisboetas. Não contribui para a credibilização da política , nem me parece que seja muito democrático.
Se isto nao puder ser considerado um protesto à luz do Regimento, escrevo-o , então, como interpelaçao à Mesa ou defesa da honra. Percebem o que eu quero dizer , não percebem? Percebem... Até os eleitores perceberam!

Ausente, presente II

Andaram em Lisboa a brincar com as instituições. E a brincar aos Presidentes e às Presidentes. A brincar aos fiscais e às fiscalizações. A brincar aos políticos e às polÍticas. A brincar aos partidos e às coligações. A brincar ao poder e com o poder. Quase parecia uma brincadeira de crianças mimadas, não estivessemos nós a falar de maiores e vacinados. Uma brincadeira que estragou o que outros construiram. Que destruiu um partido e desbaratou um património. Que dividiu e não uniu.
Está na hora de acabar com a brincadeira e de explicar a quem brincou que em Lisboa não há brinquedos chamados instituições. E que em Lisboa até há instituições que resistem a quem quer brincar com elas. As instituições não são objectos de poder pessoal. E quem as usa , incorrectamente,no combate político deve tirar as consequências quando perde esse mesmo combate político. A Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa é , hoje,o rosto da derrota porque ela nos conduziu à derrota. Demita-se,pois!. É o minimo que se lhe exige.
Os Deputados Municipais social democratas saberão estar à altura das suas responsabilidades, neste momento politicamente difícil,mas estimulante. A hora é de combate ao poder socialista. E o nosso combate só poder ser pela vitória em 2009! Vamos começar ja hoje a construi-la.

16 julho 2007

A ausente, presente

A ausente, presente só pode ser Paula Teixeira da Cruz. Depois de ontem deixou de ter condições para ser Presidente, quer da Distrital de Lisboa do PSD , quer da própria Assembleia Municipal de Lisboa!A gora está na altura de passar de presente a ausente. A bem de Lisboa e da sua governabilidade ...

Hoje somos muitos , amanha seremos milhões

Já todos estamos cansados das "vitórias" do Presidente do PSD : as autárquicas e as presidênciais. Nem é sequer um argumento inteligente. Agora, o que sabemos é que o único acto político de Marques Mendes eleitoralmente testado foi a sua gestão do "dossier" Lisboa. E ontem, o PSD teve uma derrota humilhante .Por culpa exclusiva de MM.
A dignidade do cargo de Presidente do PSD exigia , ontem, um outro comportamento. Éticamente, era exigivel que se demitisse do cargo e que deixasse o PSD escolher, livremente , vida nova e um novo líder. Sob pena de a "Secretaria" valer mais do que o povo "laranja"... Não pode haver projectos de poder pessoal num partido com mais de trinta anos de história firmados no combate pela liberdade! Porque para esse combate hoje somos muitos, amanha seremos milhões... Já deviam saber!

Parabéns

São décadas de amizade.E é isso que conta na vida. Por isso, aqui vai um abraço especial ao novo Presidente da Cãmara e meu Amigo , António Costa.Parabéns!

E tudo vai sem novidade...

Alguns falam de terramoto eleitoral quando analisam os resultados autárquicos em Lisboa... Nada de mais errado! O que se passou a 15 de julho foi a coisa mais natutal deste mundo. Só quem anda a leste da realidade social e política de Lisboa e da actual realidade social democrata se pode admirar. A derrota humilhante do PSD era mais do que expectável, estava escrita nas estrelas...
Não foi a candidatura de Fernando Negrão que esteve em causa. A sua dignidade pessoal não foi atingida.Outrossim, os alfacinhas reagiram e mostraram ,claramente, o seu repúdio pela actual liderança laranja.Leiam os resultados !!!!!!! Há meses que vinhamos alertando para a via suicidária a que estavam a conduzir o PSD na cidade de Lisboa. Por isso, ontem nao houve novidade. Nem podia haver...

Reflexão

No passado Sábado, foi dia de reflexão para os alfacinhas.

Hoje, 2ª feira, inicia-se um período de reflexão para os sociais-democratas!

11 julho 2007

A campanha de Lisboa (10)


Retirado daqui.

07 julho 2007

AS VÍTIMAS SOMOS NÓS

Na sequência da decisão do processo EPUL/Fontão de Carvalho que, em futuro momento, lá iremos, observei as declarações do Secretário-Geral do PSD as quais, relativamente a este contexto, referiam grosso modo que o "PSD era sim vítima de Carmona Rodrigues e, não o inverso, como este queria fazer parecer.".
Ora que o PSD, enquanto conjunto inorgânico de cidadãos e portanto sem uma lógica de estrutura é vítima neste processo, parece inequívoco. Mas vítima de quem? Naturalmente que do corpo decisório e orgânico do PSD, leia-se CPN, com Marques Mendes, Miguel Macedo, Paula Teixeira da Cruz (ao tempo vice da CPN) que escolheram Carmona Rodrigues, bem como a restante equipe da vereação, pelo que são naturalmente responsáveis por essas opções.
Mas claro que a responsabilidade continuou quando pretenderam gerir a CML através da sede nacional, seja com o veto na SRU da Baixa, seja com a tese do justicialismo político-autárquico que está agora a conhecer os resultados judiciais.
Portanto há um duplo nível de responsabilidade da CPN, não só no momento inicial (escolhas), como em momento continuado (gestão), cujos resultados estão à vista de todos. Que houve vítimas, sem dúvida! Mas não certamente os responsáveis por tal situação, esses terão que ser avaliados pelas verdadeiras vítimas, ou seja todo o PSD inorgânico.

05 julho 2007

Os arguidos...(2)

Hoje li isto no Público online:

Câmara de Lisboa
Ministério Público não leva a tribunal ex-administradores da EPUL e Fontão de Carvalho
05.07.2007 - 11h26 Ana Henriques, PÚBLICO


"Os antigos administradores da EPUL acusados de peculato e o ex-vice-presidente da câmara de Lisboa Fontão de Carvalho não foram pronunciados pelo juiz de instrução criminal no caso dos prémios de gestão. Esta decisão significa que nenhum dos antigos responsáveis vai a julgamento, não havendo, na opinião do juiz, dolo, abuso de poder ou apropriação ilícita.

O Ministério Público, que tinha acusado os ex-administradores da EPUL e o ex-vice-presidente da câmara, tem a possibilidade de recorrer da decisão do juiz de instrução criminal.

Esta decisão significa que, do ponto de vista do juiz, os prémios de gestão recebidos pelos administradores são legais.

O PÚBLICO sabe que alguns dos administradores em causa admitem pedir a devolução dos seus prémios."

Mais uma prova de que condenar, politicamente e na praça pública, e antes da justiça, pessoas que foram constituídas arguídas é errado, é perigoso, e é irresponsável.

04 julho 2007

O triunfo de Sócrates

A democracia em Portugal tem estado ao rubro nos últimos tempos. Seja na DREN, seja na saúde, e até na blogoesfera com o autor do blog Portugal Profundo a ser constituído arguído pelos posts relativos à licenciatura do Primeiro-Ministro.

Ironicamente, e no meio destes episódios todos, desde o passado dia 1 de Julho, José Sócrates é Presidente do Conselho...

27 junho 2007

A campanha de Lisboa (9)

Retirado daqui

26 junho 2007

SIGLAS EM EXCESSO

Verifiquei hoje pela comunicação social, naturalmente que com algum empolamento, o facto do Drº Negrão desconhecer as siglas de parte das entidades administrativas responsáveis pela gestão de Lisboa. Claro que poderia ser matéria evitável, claro que quem já foi titular de alto cargo público, bem como membro do Governo, podia e devia estar precavido contra tal tipo de situação, mas tal não pode significar o alheamento da realidade lisboeta.
Logo, mais do que conhecer siglas, mutáveis com toda e qualquer alteração administrativa, portanto claramente instrumentais da acção política, importa sim elencar e desenvolver o seu programa político. Assim, o candidato do PSD deve e sabe densificar o seu programa político, a sua opção de cidade, qual a linha a seguir para o aeroporto, para a reorganização administrativa, para a revitalização da cidade, enfim numa palavra qual a escolha de governabilidade.
O PSD é um partido de governo, seja nacional ou autárquico, pelo que não podem simples siglas encolher o seu desígnio, daí que seja necessário rasgar com engenho um novo modelo de cidade, pois só uma fractura consistente e densificada garante uma verdadeira alternância de confiança. Esse deve ser o caminho, essa deve ser a opção de todos os verdadeiros sociais-democratas, dizer não às fracturas estéreis, mas antes optar pela consistência e densificação programática, para a qual aliás sempre contribuímos, nessa linha, vá em frente Drº Negrão.

Governando Lisboa (7)

Habitação social da Câmara ilegal! Acha isto possível?
Pois, mas aconteceu! Foi em Lisboa, mais uma vez durante a gestão de esquerda.

A habitação social, vulgo PER, construída nas zonas da Av. Alfredo Bensaúde e na Ameixoeira, responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa foram construídos contra o que estipulava o PDM. É surreal, mas verdade.

Foi já durante o mandato de Pedro Santana Lopes, que a CML procedeu a uma revisão simplificada do PDM, no sentido de o ajustar às construções feitas, por forma a que tudo tivesse enquadramento legal e a Câmara pudesse finalmente proceder à entrega das casas...

Assim era governada Lisboa, pela maioria de esquerda, legalista e cheia de preocupações sociais...

23 junho 2007

A campanha de Lisboa (8)


Mais uma vez, com a devida vénia ao Kaos

21 junho 2007

Governando Lisboa (6)

Outra ilegalidade da governação de esquerda em Lisboa foram as "Twin Towers" de Sete Rios.

Violação grosseira do PDM, pelo menos no que respeita à altura maxima permitida para prédios.

Governando Lisboa (5)

Nem a propósito, no debate da Sic-Notícias, Ruben de Carvalho referiu as ilegalidades urbanísticas dos últimos 6 anos. Não concretizou uma que fosse, vá-se lá saber porquê!

Ilegalidades houve umas quantas, mas no tempo PS/PC.

Uma das obras emblemáticas de João Soares foi a reconversão do Casal Ventoso com a Quinta do Cabrinha. Mas esqueceu-se a zelosa governação de esquerda de dar um enquadramento legal ao empreendimento.

Toda aquela construção que vemos no final da Av. Ceuta foi feita ao abrigo de um suposto plano, chamado Plano de Urbanização do Vale de Alcantâra (PUVA).
Acontece que esse Plano, para todos os efeitos, e do ponto vista legal, não existe. Apesar de elaborado e aprovado em reunião de Câmara, o PUVA não seguiu os restantes tramites legais com vista à sua existência jurídica. Designadamente nunca foi aprovado em reunião de Assembleia Municipal, como manda a lei para qualquer Plano de Urbanização ou de Pormenor que se faça. E não me parece plausível que o executivo camarário de João Soares se tenha "esquecido" de mandar o Plano para a Assembleia depois de aprovado em reunião de Câmara.

No entanto, a Quinta do Cabrinha foi construída ao abrigo desse PUVA. Ou seja, foi, para todos os efeitos, construída sem um plano de urbanização. Ou seja é uma ilegalidade.
Mas o PCP na altura se calhar não deu por ela...

20 junho 2007

A campanha de Lisboa (7)


A colocação do cartaz do BE em frente ao Hospital Júlio de Matos, motivou uma resposta, também sob a forma de cartaz.
Clique na imagem para ampliar.
foto retirada daqui.

Debate na SIC-Notícias

A frase:

"O Dr. António Costa saiu do Governo, mas o Governo é que não saiu dele." - Telmo Correia

19 junho 2007

Barrosismo

Está vivo, e deu ontem um ar da sua graça.

No Teatro Armando Cortez estiveram vários ex-Ministros e ex-Secretários de Estado do Governo de Durão Barroso. Todos a assistir ao Prós e Contras, onde estava o Presidente da Comissão Europeia.

Curiosamente, do PSD oficial, nem um...

Qual a leitura disto? A ver vamos...

Rectificação ao Diário de Notícias

Ex-médico de Santana abandona PSD por causa das salas de chuto in DN de hoje.

"Militante do PSD há mais de uma década, para onde entrou pela mão de Pedro Santana Lopes, Manuel Pinto-Coelho entregou o seu cartão de militante no dia 5 de Junho. A saída do PSD, revela o ex-médico de Santana quando este era primeiro-ministro, tem a ver com a política do partido em relação ao combate à droga e toxicodependência. "Vinha amadurecendo esta ideia há algum tempo, mas quando soube que o PSD em Lisboa tinha aprovado as salas de chuto na Assembleia Municipal, só com a oposição do CDS, fiquei decidido", diz Pinto-Coelho.

O médico, que se afastou entretanto de Santana Lopes, garante que teve uma conversa com Luís Marques Mendes antes do Verão de 2006 para trocarem ideias sobre o combate à toxicodependência: "Falámos durante uma hora e eu disse-lhe que para combater o problema da droga em Portugal era preciso coragem. Ele respondeu-me: 'E acha que eu não tenho?' Vejo agora que não tem, passou-se mais de um ano e nada. O que vejo? Aquele que era o meu partido a apoiar as salas de chuto".

Manuel Pinto-Coelho revela também ter conversado sobre o assunto com Paula Teixeira da Cruz, "quando ela era ainda vice-presidente do partido e não líder da distrital de Lisboa". À mesa do restaurante Pabe, a conversa ficou de evoluir para futuras colaborações. Pouco depois, sublinha o médico, "leio uma entrevista da senhora a dizer que era a favor da legalização de todas as drogas, incluindo as duras. Tive que ler aquilo duas ou três vezes, não queria acreditar".

Sobre esta notícia, impõe-se fazer uma rectificação. A aprovação das salas de chuto foi apenas votada em reunião de Câmara, por proposta do ex-vereador Sérgio Lipari. A Assembleia Municipal de Lisboa não procedeu a qualquer votação sobre este assunto.
E a votar, não tenho bem a certeza de qual seria o resultado, pois a maioria dos deputados do PSD é contra. Só nesta casa eram logo 3 votos não!

Posto isto, resta-me apenas lamentar a saída do Dr. Pinto-Coelho do PSD. Enfim, é mais uma...

17 junho 2007

Está esclarecido

Já sabemos a quem é que o Zé faz falta!

Sá Fernandes admite coligação com o PS in JN.

Governando Lisboa (4)

Outra das mentiras que recorrentemente se ouve por aí, pretende fazer crer que foram os executivos liderados pelo PSD que nunca respeitaram o PDM (Plano Director Municipal), que com o PSD a cidade ia sendo construída à margem da lei e regulamentos em vigor. Isto, claro está, contrastando com o passado de esquerda.

Nada mais falso.

Inúmeras foram as violações ao PDM na gestão PS/PC, aqueles que hoje tanto reclamam Planos de Urbanização e de Pormenor, não se preocuparam com o assunto enquanto governaram a Cidade entre 1989 e 2001.

Veja-se desde logo este exemplo:

Esptipula o regulamento do PDM, no seu artigo 131º (revisão) o seguinte:
"O PDM será obrigatoriamente revisto decorrido o prazo de 5 anos a contar da sua entrada em vigor"

Ora o PDM é de 1994, logo deveria ter sido revisto em 1999. Mas não foi. A primeira revisão do PDM surge por iniciativa de Pedro Santana Lopes.

Era tanta a importância que davam ao PDM, não era?

16 junho 2007

Governando Lisboa (3) act.

Sabe quando foi registado o edifício dos Paços do Concelho como propriedade da Câmara Municipal de Lisboa?

Foi registado pela então vereadora do Património, Helena Lopes da Costa, no mandato de Pedro Santana Lopes!

E esta, hein?

13 junho 2007

A campanha de Lisboa (6)

No dia de S. António...
Cartaz retirado daqui

12 junho 2007

Governando Lisboa (3)

Sabe quando foi registado o edifício dos Paços do Concelho como propriedade da Câmara Municipal de Lisboa?

11 junho 2007

Governando Lisboa (2)

O relatório da Price, ao qual já fiz referência, dizia o seguinte em termos do passivo da autarquia:

"Dívida a Fornecedores: considerando os Fornecedores em Conta-corrente, Fornecedores em Recepção e Conferência, Fornecedores de Imobilizado e Outros Credores (com exclusão do Estado e outros Entes Públicos) o valor de Balanço era de € 58,9 Milhões.
Contudo, revela a Auditoria, após circularização pelos Fornecedores, saldos substancialmente diferentes,atingindo um diferencial para mais de € 25,3 Mio. Este valor, uma vez confirmado, significa que há obrigações assumidas pela CML que não se encontram relevadas nas Contas de 2001.
A Dívida a Fornecedores seria, portanto, de € 84,2 Mio.

A Auditoria detectou situações de:

- Facturas enviadas pelos fornecedores e não registadas na Contabilidade da CML;

- Valores de fornecimentos relativos a 2001 só facturados em 2002;

- Lançamentos de facturas em duplicado pela CML; etc.

Concluímos que a rubrica de “Fornecedores” apresenta um valor por defeito, de montante que ainda se não conseguiu quantificar de modo exacto, de cerca de €25,3 Milhões.

Empréstimos de Curto Médio e Longo Prazo: € 410.607.146;

Total do Passivo (com correcção da rubrica de Fornecedores e Outros Credores): € 587.104.027."

No entanto, a este valor final apurado, temos ainda que somar 2 outras dívidas, que apesar de virem do mandato João Soares, só recentemente foram incorporadas nas contas da CML.
A saber, Parque Expo - 150 milhões de € e Simtejo - 50 milhões de €.

Assim, o passivo deixado pela gestão PS/PC é de 787 milhões de €. Apenas e só 65,6% do total do passivo actualmente.

É muito fácil andar por aí a dizer que a gestão PSD endividou a CML, mas olhando para os números a realidade não é bem assim!

10 junho 2007

Serviço Público

A partir de agora o Crónicas Alfacinhas disponibiliza informações sobre o tempo em Lisboa. E clicando no link, terá acesso às previsões para os próximos dias.

09 junho 2007

Governando Lisboa (1)

Nestes últimos dias, e na sequência da entrevista de Carmona Rodrigues ao Expresso, a maneira como a CML foi gerida no passado "voltou à baila".

Uma das primeiras medidas de Pedro Santana Lopes ao ser eleito, foi o de lançar um concurso público para uma auditoria às contas da CML. Esse concurso foi ganho pela PriceWaterhouseCoopers, empresa com créditos firmados, e acima de toda e qualquer suspeita.

Dizia então o relatório final da Price:

"Conclusões no âmbito do sistema de controlo das despesas:


No que se refere à realização de despesas públicas e contratação relativa à aquisição de bens e serviços, foram detectadas inúmeras situações em que a regularidade da despesa não é assegurada, nem a sua conformidade legal - despesas aprovadas por pessoas sem competências; inexistência de evidência de contrato ou do tipo de contratação quando a lei o exige; processos de adjudicação ilegais face aos montantes envolvidos; adjudicação a fornecedores que não reunem as condições impostas pelas normas legais em vigor.


No que se refere à realização de empreitadas de obras públicas, conclui-se por uma falta de planeamento adequado dos trabalhos a realizar, assim como por um deficiente controlo físico e financeiro da execução dos projectos, cujas consequências se traduzem em desfasamentos significativos e frequentes dos prazos de execução das obras face aos projectos iniciais; em trabalhos a mais, de onde decorrem custos adicionais e não orçamentados para a CML."

08 junho 2007

O passado na CML

A esquerda tem repetido várias vezes nesta campanha que é tempo de pôr fim a 6 anos de desgoverno em Lisboa. Por 6 anos de desgoverno, entenda-se a gestão PSD, na maior parte do tempo com o CDS.

Esta imagem de uma Lisboa feliz e contente ao tempo do Dr. João Soares, em que aparentemente tudo corria bem e não havia problemas, a que teria sucedido um período negro, sem obra, com dividas, etc não corresponde de todo à verdade.

Importa pois esclarecer algumas questões relativas ao passado, longínquo e mais recente, da CML, de modo a desmistificar esta mentira.
O essencial das minhas próximas crónicas, cujo título será "governando Lisboa" serão dedicadas a esta temática, por uma questão de rigor, de justiça, e até de verdade...

New look

Como devem ter reparado, procedi a algumas alterações na estética do Blog.

Espero que gostem...

SIC Noticias

Ontem assistimos à entrevista de João Soares, onde qual vitima infeliz, veio queixar-se da forma como andava a ser tratado, depois da obra toda que fez na cidade e passados 6 anos de ter deixado a CML.
Esta versão Calimero não lhe cola. E as explicações que deu, não convencem.

Já hoje, pudemos ver a entrevista de Pedro Santana Lopes. Directo, incisivo e concreto, dizendo o que tinha a dizer. Não se foi fazer de vitima, antes preferiu citar um conjunto de factos, bem elucidativos sobre a gestão anterior à sua. Não foram queixinhas nem ataques. Foram factos, passados e documentados. E contra esses não há argumentos...

06 junho 2007

05 junho 2007

A campanha de Lisboa (4)


via wehavekaosinthegarden

Os arguidos...

Fala-se para aí num projecto de revisão da Lei da Tutela Administrativa, que pretende impôr a suspensão de mandato de autarcas acusados pelo Ministério Público.

A este propósito, e não sendo jurista, relembro apenas a Constituição da República Portuguesa no seu artigo 32º, n.º2:

"Todo o arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado da sentença de condenação, devendo ser julgado no mais curto prazo compatível com as garantias de defesa."

E já agora, porquê apenas os autarcas?

04 junho 2007

03 junho 2007

A campanha de Lisboa (2)

via Arioplano

02 junho 2007

A campanha de Lisboa (1)

via wehavekaosinthegarden

Ota: alguns factos

São «22 factos indesmentíveis sobre o Novo Aeroporto de Lisboa». Depois do livro «O Erro da Ota», e usando-o como ferramenta de trabalho, o responsável editorial do trabalho, Mendo Castro Henriques, juntamente com alguns co-autores do livro, elaborou um documento com um conjunto de factos «indesmentíveis».

O relatório já foi entregue aos deputados da Assembleia da República para servir de base para o debate com o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, que irá ao Parlamento falar sobre a Ota no próximo dia 6 de Junho.
1 - Não existe nenhum estudo que indique a Ota como o melhor local para o novo aeroporto.

2 - Em todos os estudos onde a opção Ota foi analisada, foi sempre considerada a mais cara.

3 - A decisão pela localização Ota foi tomada, em 1999, com base num Estudo Preliminar de Impacto Ambiental (EPIA) incompleto e insuficiente.

4 e 5 - Entre os vários descritores usados no EPIA, a Comissão de Acompanhamento do Novo Aeroporto considerou «deficiente» a abordagem feita aos «Recursos Hídricos» e aos «Risco de Colisão de Aeronaves com Aves». Dois pontos usados para eliminar Rio Frio.

6 - O site da NAER não disponibilizou a totalidade dos estudos em Novembro de 2005. Foram omitidos estudos importantes, como o realizado pela ANA em 1994 e que escolhia o Montijo, e cortaram-se partes de outros documentos.

7 - O estudo de 1999, que apenas compara Ota e Rio Frio, não justifica a exclusão da localização Montijo, que até então tinha «ganho» em todos os relatórios.

8 - Os capítulos das conclusões do EPIA da Ota e do Rio Frio são cópias um do outro.

9 - Alguns factos foram deturpados de modo a legitimar a escolha da Ota.

10 - A decisão foi tomada sem que tenham sido avaliadas todas as determinantes: não foi instalado um posto meteorológico na Ota; não foi estudada a implicação da gestão do espaço aéreo; não foram estudados os acessos nem as características dos solos.

11 - A solução «Portela + 1» foi abandonada por causa da escolha da Ota. Todas as restantes localizações são compatíveis com a utilização simultânea da Portela.

12 - A Ota terá uma vida útil muito inferior ao Aeroporto da Portela, que já passou os 60 anos de vida. A Ota pode «viver» 30/40 anos.

13 - O novo aeroporto será pago pelo Estado e pelos contribuintes.

14 - Lisboa ficará menos competitiva. Por exemplo, as taxas de aeroporto serão mais elevadas na Ota.

15 - A TAP será menos competitiva. O processo do aeroporto de Atenas, inaugurado em 2001, é semelhante ao da Ota. A companhia aérea grega declarou falência em 2003.

16 - A privatização da ANA como parte do negócio da Ota, significa dar a uma entidade privada a gestão de quase todos os aeroportos portugueses.

17 - Há factos que obrigam a reequacionar a opção Ota. Cresceram as Low cost. O traçado do TGV foi alterado e passar na Ota obriga a «ginástica».

18 - Não foram criados mecanismos para tributar mais valias nos terrenos da Ota.

19 - O turismo perde. Estudos efectuados mostram uma quebra de 15,6 por cento no turismo de Lisboa.

20 - Por causa da Ota a linha do TGV Lisboa/Porto será apenas para passageiros e não para mercadoria.

21 - O TGV tira passageiros aos aviões.

22 - A área de influência de dois aeroporto - Norte e Sul - é superior à influência de um aeroporto central.

João Soares contra a OTA

«O aeroporto na Ota é um disparate total pois a Portela ainda não está esgotada. Uma decisão nesse sentido vai ser prejudicial para a margem sul que vai pagar cara a asneira em 20 ou 30 anos», disse o actual vereador na oposição na Câmara de Sintra, durante uma conferência sobre a inserção do Barreiro no contexto da Área Metropolitana de Lisboa, organizada pelo PS local.

João Soares garantiu que a Portela ainda tem potencialidades para ser exploradas, nomeadamente o espaço ocupado pela Força Aérea e a zona de Figo Maduro, considerando que a base aérea do Montijo seria um bom complemento ao actual aeroporto.
«Nunca estiveram em Portugal mais do que dois ou três aviões em espera para aterrar. O problema está no funcionamento da aerogare. com dificuldades na saída dos passageiros e na recepção das bagagens», considerou. In Sol

01 junho 2007

CML NA AR

De facto, tal como aqui referido pelo Rodrigo, em "Debate Mensal...", a Câmara foi enquadrada, por motivos menos positivos, no debate mensal na Assembleia da República. Simplesmente esses motivos, leiam-se as pressões sobre Carmona, em concreto o veto à Administração da SRU da Baixa, bem como interferências sobre Maria José Nogueira Pinto, tudo matérias aqui, em tempo, devidamente assinaladas e fundamentadas, revelam a linha programática que a direcção do PSD quiz imprimir para a resolução dos problemas dos lisboetas. Naturalmente que cada um define a sua política e precurso, terá é que estar disponível para retirar daí as suas consequências...foi o que ontem aconteceu na Assembleia da República.

31 maio 2007

Debate mensal...

Hoje a Câmara de Lisboa veio à baila no debate mensal.
Por péssimos motivos!

Diz o ditado que, quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras...

30 maio 2007

Choque tecnológico...

IRS: declarações pela Internet superam entregas em papel. in DinheiroDigital

Curiosidades...

Nestas eleições intercalares para a CML temos:

- um candidato do PSD, Fernando Negrão;

- um candidato independente, ex-presidente de Câmara do PSD (em Lisboa), Carmona Rodrigues;

- uma candidata independente, ex-presidente de Câmara do PSD (em Cascais), Helena Roseta.

29 maio 2007

Unidade Alfacinha

O candidato Carmona Rodrigues apelou à chamada "unidade alfacinha", tema que obviamente deverá merecer a atenção dos demais candidatos na contenda. Desde já registo o tema "alfacinha", que obviamente estas "crónicas" não têm a pretensão de manter qualquer exclusivo, mas naturalmente anotam o resurgimento de tal expressão no ideário de campanha.
Também não deixa de ser interessante as denúncias feitas pelo candidato sobre a interferência que Carmona conheceu ao longo da sua gestão, que obviamente confirma o tema da SRU da Baixa de Lisboa, tal como sempre noticiámos, revelador da tal intolerância que ditou o fim da actual gestão autárquica.
Mas o tempo que se avizinha é de campanha, de luta eleitoral, pelo que o PSD terá que se empenhar no melhor resultado, lutando obviamente pela vitória. Sobre as opções e erros passados já falámos, divergimos nos locais próprios, agora o tempo é de combate, mas haverá que retirar todas as ilações dessas mesmas opções, desde já a mais evidente, que é o presente combate eleitoral. O seu resultado, a Deus pertence...

28 maio 2007

Os assessores da CML

O Correio da Manhã de hoje, volta a pegar no assunto dos assessores da Câmara de Lisboa.
É um assunto recorrente e sempre polémico.

O problema é que a lei não prevê a questão dos gabinetes dos vereadores de uma forma razoável, e não está adequada às necessidades de hoje. A lei prevê a existência de um adjunto (na prática um chefe de gabinete) e uma ou duas secretárias.
Todo o restante staff tem de ser contratado a recibos verdes, num processo burocrático absolutamente ridiculo com consultas prévias, cartas convites, respostas, etc.

Não pomho em causa a necessidade da existência dos assessores. Já passei por vários gabinetes, na CML e no Governo e conheço bem esta realidade, o trabalho que envolve, as responsabilidades que se assumem. O bom desempenho das equipas é essencial ao bom desempenho dos titulares dos cargos. Claro que, como em todo o lado, há gente boa e má. Há os que trabalham e os que apenas estão lá para receber o cheque ao fim do mês. Há os que têm ordenados normais, e os que foram atingidos por uma espécie de euromilhões mensal. Mas aí a responsabilidade é de quem permite e/ou autoriza essas situações.

Mas acima de tudo, uma pessoa tem o direito de convidar quem entender para trabalhar com ela nos gabinetes. São lugares de confiança pessoal, mais até do que política. E se isso é permitido a um Ministro ou a um Secretário de Estado, porque não há de o ser a um vereador? Sabemos bem que a CML tem uma dimensão e um orçamento superior a alguns Ministérios.

De uma vez por todas devia haver a coragem de regular esta matéria. Não seria preciso inventar muito, bastaria criar uma lei, à semelhança aliás do que existe para os gabinetes dos membros do Governo. Definia-se o numero de assessores, com ordenado tabelado, e era tudo simples, claro, transparente e sem abusos.
Em tempo de campanha eleitoral, aqui deixo esta sugestão aos diversos candidatos.

Solidários...


27 maio 2007

PARABÉNS!


Mapa de Portugal




25 maio 2007

Sem comentários...(2)

Barómetro TSF/DN de Maio dá maioria absoluta a PS:

PS 46,8 %

PSD 27,3 %

24 maio 2007

Mario Lino na Margem Sul...


23 maio 2007

As não escolhas de Manuela Ferreira Leite

Depois de Marcelo Rebelo de Sousa, agora é Manuela Ferreira Leite, a mandatária da candidatura:
"Manuela Ferreira Leite, a mandatária da candidatura, almoçou hoje com Negrão e aconselhou-o a não reconduzir os anteriores vereadores do partido, mas têm pressões da direcção distrital e nacional do PSD em sentido contrário." in Expresso

22 maio 2007

ARGUIDO E INDEPENDENTE

Com esta legenda - arguido e independente - a CPN deixou de sustentar politicamente o Prof. Carmona à frente de Lisboa. Claro que não tão explícitamente, pelo menos no que se refere à virtualidade de independente, mas obviamente que este facto condicionou toda uma margem de apoios, ou falta destes, que o Presidente da Câmara se deparou durante o seu mandato.
Curiosamente a escolha do novo candidato, Drº Fernando Negrão, recaiu em alguém independente e, ao que parece, igualmente arguido. Convenhamos que é de difícil compreensão, coerente, mas talvez não pelo lado mais positivo, enfim opções estratégicas da CPN, a que obviamente candidato e bases são alheias.

A verdade

Finalmente, hoje, reuniu-se o Parlamento social-democrata e os militantes do PSD-Lisboa puderam exprimir a sua opinião sobre a gestão política da Dra. Paula Teixeira da Cruz à frente da Distrital do Partido. Quem lá esteve percebeu que a actual presidente já não representa a maioria dos laranjinhas da capital. Mudou o vento... E tudo por causa da implosão interna da Cãmara Municipal de Lisboa ... A que a Presidente da Distrital e , também, Presidente da Assembleia Municipal não é alheia!

21 maio 2007

As não escolhas de Marcelo

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, nas eleições intercalares de Lisboa, o PSD não deve reconduzir nenhum dos ex-vereadores, e de preferência Paula Teixeira da Cruz não deve aparecer muito...

Ainda a memória


Pedro Santana Lopes diz que o «slogan» das autárquicas de 2001 deve continuar presente e que Marques Mendes e o PSD estão ''obrigados a ganhar Lisboa''. ''Há seis anos, quando me candidatei à Câmara, a drª Paula Teixeira da Cruz afirmou: Santana está obrigado a ganhar Lisboa. Estou certo que a presidente da distrital não tem pior ideia do dr. Fernando Negrão do que tinha de mim'', afirmou Santana ao Expresso.

20 maio 2007

Pra memória futura...

Nas eleições autárquicas de 2005 , em Lisboa, o PSD obteve 42,42% dos votos... Deixo aqui o registo para memória futura...

17 maio 2007

Leituras...

No DN de hoje podemos ler isto numa notícia:
"30 dos 33 presidentes de junta eleitos pelo PSD mostraram-se desagradados com a forma como a distrital e a direcção do partido geriu a queda da CML. Já os deputados municipais estavam, quase na sua maioria, com Marques Mendes."

É uma redacção curiosa. Os deputados municipais estavam QUASE na sua maioria com Marques Mendes. Bom, mas quase maioria quer dizer que não é maioria! É mesmo minoria! Logo a maioria dos deputados municipais também estão desagradados com o processo.

Ou seja a esmagadora maioria dos deputados municipais do PSD (eleitos + presidentes de junta) estão contra a maneira como o processo foi gerido pela Nacional e Distrital.

Voilá! C'est simple! E também elucidativo...

Ironias alfacinhas


A última grande aparição pública do Ex-Presidente da Câmara de Lisboa, deu-se por ocasião da inauguração do Túnel do Marquês.

Não deixa de ser irónico que o último acto público de Carmona Rodrigues se deva a Pedro Santana Lopes...

16 maio 2007

Cadeira vazia

E foi logo hoje que a cadeira ficou vazia... Solidária como nunca , a Presidente da Assembleia Municipal acompanhou, com a sua ausência, o vazio de poder que todos sentimos ao olhar para a deserta e despovoada bancada da vereação camarária. Foi um gesto que todos apreciámos. Julgo mesmo que o Professor Carmona quando souber vai ficar completamente embevecido. Vai estranhar , é certo . Até porque não é todos os dias que vemos por parte da Presidente
semelhante atitude... Afinal, é tão fácil ser solidária com uma Cãmara que ja não existe... Quando existiu é que foi pior...Foi um vazio, também. Não da cadeira, mas da palavra. Da palavra solidariedade.

15 maio 2007

Um semestre...

Fez ontem 6 meses que nasceu o “Crónicas Alfacinhas”.
Foram 6 meses, 100 posts, e perto de 8.000 visitas. Um resultado que superou claramente as nossas expectativas quando iniciámos este projecto.

Ao longo destes 6 meses, procurámos dar a nossa opinião e analisar politicamente o que se passava na Câmara, na Assembleia Municipal e na Cidade.
Aqui alertámos, diversas vezes, para factos e comportamentos que nos pareciam errados e perigosos.
Aqui denunciámos factos e comportamentos que em nada beneficiaram a gestão municipal.
Aqui avisámos para caminhos que se estavam a trilhar e que nos conduziriam a lado nenhum.
Aqui dissemos que corríamos seriamente o risco de, de uma “Lisboa para todos”, chegarmos a uma “Lisboa para nenhuns”.

Aqui também fomos atacados, insultados e até ameaçados, pelo que se impôs a activação da moderação de comentários. O objectivo era claro: remeter-nos ao silêncio e por aí fazer-nos cúmplices de atitudes nas quais não nos revíamos, e cujo resultado está hoje à vista de todos.

Lisboa iniciará brevemente um novo ciclo, e nós cá continuaremos a dar a nossa opinião e o nosso contributo.

A todos os nossos leitores e comentadores, aqui ficam também os nossos agradecimentos.

Queijadas e pastéis de nata 2

O travesseiro serve-se quente. Mas, neste caso serviu-se frio...

13 maio 2007

ELEIÇÕES EM LISBOA

Não é novidade, todos já o sabem, teremos eleições intercalares para o Município de Lisboa, a ocorrerem ainda em Junho ou inícios de Julho do corrente. Em momento de unidade, importa não escamotear as responsabilidades de quem escolheu esta equipe, de quem deu directrizes à mesma, de quem interferiu nessa mesma gestão. Já aqui o disse anteriormente, de "Lisboa para Todos", arriscamo-nos ao "Lisboa para Nenhuns", pois foi tanto o sectarismo e intolerância, designadamente dentro da própria família, que tal realidade não pode ser esquecida nem branqueada, muito menos a propósito do combate que se avizinha.
A tese do arguido em funções políticas, estando aliás nessa situação processual devido a essas mesmas funções, leva-nos a uma reflexão muito profunda, pois a porta aberta para o início da inversão da presunção da inocência fica a um passo. Que o exemplo de Lisboa sirva para se reflectir sobre estas matérias, pois ideias bondosas darem lugares a preversidades, não era certamente a primeira vez na História.
Já agora, a terminar, verifiquei pela comunicação social que dois dos vereadores renunciantes do PSD, Marina Ferreira e Amaral Lopes, mantinham-se como presidentes das empresas municipais EMEL e EGEAC. Ora num quadro de ética reforçada e credibilidade, não só nunca deviam ter acumulado tais funções, pois tutela e tutelado coincidem no mesmo sujeito, como agora necessariamente deveriam deixar as funções gestionárias, pois a estas só houve lugar enquanto existiam as funções políticas, pelo que a cessação destas conduz necessariamente, no plano político, ao desaparecimento das citadas responsabilidades gestionárias. Este deveria ser o entendimento, creio, dos acólitos de uma CPN tão apóstola da credibilidade e rigor ético.

Queijadas e pasteis de nata

Fala-se de Fernando Seara para candidato à Cãmara de Lisboa. É o actual Presidente de Sintra. Ponto final parágrafo , travesseiro ...

11 maio 2007

Acho muito bem!


09 maio 2007

Convocatória

Acabo de receber uma convocatória para uma reunião preparatória do meu grupo parlamentar municipal Fiquei a saber que estará presente , não a Presidente da Assembleia Municipal, mas sim, a Presidente da Distrital de Lisboa do PSD! No minino, acho extraordinário... Pra não dizer mais... Mais até que vou dizer, mas vai ser na reunião. E vou logo começar por falar na "Fronda"... Eu depois explico porquê...E a todos. Ainda, que haja já alguns que saibam porquê...

O suspeito do costume...

É a segunda vez que o PSD, ao exercer o poder, acaba por o perder por culpa de alguns dos seus!
Foi assim com o governo de Pedro Santana Lopes. Desde o início do processo de nomeação de PSL para Primeiro-Ministro, que Marques Mendes se demarcou dessa solução, dando eco na comunicação social da sua frontal oposição a essa nomeação.
No final de Julho de 2004, em entrevista a Maria João Avillez na SIC-Noticias, Mendes defendia que devem existir alternativas dentro do PSD e garantiu que não irá abdicar do seu espaço dentro do partido. "O partido [deve] estar sempre preparado para responder às exigências dos cidadãos, dos eleitores, e ter posturas diferentes, alternativas de ideias, de projectos, de métodos ou de estilos."
O título do jornal Público do dia seguinte era: "Marques Mendes afirma-se como "alternativa" dentro do PSD".
Ele foi um dos que ajudou à instabilidade vivida nesse período, contribuindo indiscutivelmente para o enfraquecimento do Governo do PSD de então.

Agora o fenómeno ocorre na Câmara de Lisboa. E lá está Marques Mendes outra vez!
As suas interferências na gestão da Câmara foram permanentes: ora sugerindo nomes para algumas empresas municipais, ora vetando nomes noutras, ora chamando o Presidente da Câmara à São Caetano para instruções, ora mandando sair vereadores, contra a vontade do Presidente da autarquia, ora dando cobertura a uma estratégia de pôr termo a uma coligação que assegurava a governabilidade da Câmara.
Tudo isto resultou numa evidência: o enfraquecimento da posição de Carmona Rodrigues, pondo em cheque a sua autoridade na CML.

O que terá mais que perder o PSD para perder de vez este presidente?? As legislativas de 2009??

07 maio 2007

Vitória! (2)


Vitória! (1)


04 maio 2007

PSD

Autoridade, governabilidade e solidariedade. Foi o que faltou ao PSD na Cãmara deLisboa. Que todos pensemos nisto. E todos são mesmo todos... Presidente e Vereadores. Presidente e deputados municipais. Presidente e orgãos nacionais e distritais do partido.Tanto Presidente e tanta falta de bom senso... Que não prestigia o PSD.

03 maio 2007

Dixit

Ficámos a saber ,hoje, que a Cãmara de Lisboa já não tem condições de governabilidade. Que novidade...
Ficámos a saber que na Cãmara de Lisboa o Presidente é sempre o último a informar os lisboetas sobre o que se passa na cidade.Que novidade...
Ficámos, também, a saber que vamos ter eleiçoes intercalares para a Cãmara de Lisboa. Que novidade...
Só não ficámos a saber quem se assume como primeiro e principal responsável pela situaçao a que o PSD chegou nesta autarquia. Porque, sobre isso,nada se ouviu... Mas devia...
Nós, no "crónicas alfacinhas" sabemos quem é.
É "nossa convicção" que os alfacinhas, também, sabem quem é...
Por isso, não acredito que o próprio - primeiro e principal responsável - não saiba que nos colocou, em Lisboa, a meio caminho de lado de nenhum... Dixit.

02 maio 2007

Evolução alfacinha

Antes tínhamos uma Lisboa Feliz.

Depois ficámos com uma Lisboa arguída.

Agora temos uma Lisboa dissolvida!


Obrigado Dr. Marques Mendes...

01 maio 2007

De acordo com Marques Mendes

É verdade, estou totalmente de acordo com Marques Mendes. Ou melhor, com o que ele disse nesta entrevista:

«Tem esperanças de um dia passar a ser o número um [do PSD]?»

«Não! Nem pensar! Essa perspectiva está completamente fora do meu horizonte.»

«Por que o diz de forma tão determinada?»

«Porque não tenho qualquer tipo de dúvidas. Tenho noção das minhas qualidades e das minhas limitações.»

MARQUES MENDES, então líder parlamentar do PSD. Revista VIP, 20 de Janeiro de 1999

Fonte: Blog A origem das espécies