18 outubro 2008
O comentador Pacheco
O comentador Pacheco discorda desta candidatura e diz que Santana é a cara da derrota de 2005.
Esqueceu-se porém de referir que ele foi um dos que ajudou à tal derrota de 2005.
Mas esquece-se também o comentador Pacheco que em política há derrotas e vitórias, e no curriculum de Santana, por mais que lhe custe, há mais vitórias que derrotas.
E há vitórias emblemáticas a feudos socialistas como a Figueira da Foz e Lisboa.
Já no CV do comentador Pacheco, que por acaso é militante do PSD, não encontramos nada disso. É pena, mas não encontramos. Encontramos uma passagem pela Distrital de Lisboa que o próprio define como: “a minha experiência mais desastrosa no PSD”. (entrevista ao DE em 24.08.2007)
Mas afinal, o que poderíamos esperar de alguém que, na ânsia de deitar um líder abaixo, não se coibiu de virar o símbolo do PSD de pernas para o ar? De alguém que, quando discorda, não olha a meios para atacar, e até com o símbolo do partido brinca?
Quando se esperava unidade e esforço para uma candidatura vitoriosa do PSD em Lisboa, lá vem o comentador Pacheco dar o ar da sua graça. E nada melhor do que começar logo a torpedear a candidatura do PSD à CML, sentado ao lado do candidato do PS a essa mesma Câmara.
O ar de António Costa durante a verborreia de Pacheco dizia tudo…
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 01:07 1 crónicas
Marcadores: Câmara de Lisboa, PSD
14 outubro 2008
Vieram a lume diversas notícias sobre o processo de atribuição de casas camarárias durante o mandato Santana Lopes, cujo episódio, fazendo fé nas mesmas, encontra-se no quadro judicial, pelo que aqui apenas cabe comentar a sua valoração política. Desde já quero referir a minha qualidade de deputado municipal de Lisboa e, em particular, Presidente da Comissão Permanente de Habitação, Reabilitação Urbana e Bairros Municipais desta Assembleia, tencionando que a Comissão por mim presidida possa analisar esta problemática, numa perspectiva actual e programática, pois só essa cabe nas funções políticas do actual mandato.
Caberá obviamente à Justiça apreciar a distinção entre arbitrariedade e discricionariedade, sem dúvida que desnecessária pois é abundante o conhecimento sobre tal distinção, bem como a relevância de uma prática reiterada em moldes semelhantes ao longo dos anos e mandatos, independentemente das colorações políticas. Do ponto de vista político o que importa perceber é porque nessa sucessão temporal nunca houve a intenção de se proceder a uma auto-vinculação dessa discricionariedade, isto é a procura de definição de critérios que balizem a actuação dos decisores, como aliás é próprio da gestão pública, assente na proporcionalidade, imparcialidade, com vista a alcançarem-se situações justas e de igualdade.
Os responsáveis políticos nunca dimensionaram tal questão? Nunca definiram tal orientação aos serviços? E os serviços nunca sentiram dificuldades de atribuição e por isso não o propuseram superiormente? A responsabilidade política nunca pode ser assacada aos serviços, sobre estes quando muito haverá uma apreciação administrativa de falta de iniciativa, mas obviamente num registo de valoração de desempenho dos respectivos dirigentes e dos técnicos para efeitos de classificação.
Relativamente ao episódio relatado sob a gestão Santana Lopes, do ponto de vista político, importa dimensionar os possíveis efeitos duma recandidatura deste à presidência da Câmara de Lisboa. Com efeito recai sobre Ferreira Leite a decisão final, a qual pode ser lida sob diversos prismas, desde já saber se em função de um xadrez/calendário interno relativamente complexo lhe interessa que Santana Lopes seja ou não candidato. Ou também perceber se Ferreira Leite fica ou não refém da tese de Marques Mendes, num momento em que este regressa à política, o qual sempre advogou alguma conexão entre Justiça e Política que, grosso modo, tenho designado como “A presumida culpa política do presumível inocente jurídico”, tese essa que considero exagerada, não só em substância, como pela dualidade de critérios que o autor usou enquanto líder do PSD.
Esta mesma questão abre uma janela de oportunidade para António Costa, pois não pode ser politicamente indiferente a estas ocorrências, ainda que não tenham nascido neste mandato, mas perduram no mesmo. Claro que se percebe que está a agir mas, mais uma vez a actuação política não foi proactiva e antes reactiva, António Costa perdeu aqui uma oportunidade de antecipação, ficando a noção de que só agiu a reboque do que se apelida de “Lisboagate”, ainda se desconhecendo a dimensão das suas medidas.
Deste modo o importante não é apontar o dedo às situações casuísticas, mas antes assumir o enquadramento do interesse público para a questão em apreço. Importa assim definir os critérios de utilização para o citado património disperso, eliminando uma ideia de arbitrariedade feudal, auto vinculando a discricionariedade num sentido equitativo, com critérios, designadamente, se os requerentes desempenham ou não funções na autarquia, se possuem ou não qualquer grau honorífico concedido pela autarquia, quais os rendimentos auferidos, qual o agregado familiar, qual a actual situação profissional, pois só assim se reconquista a confiança dos lisboetas.
PEDRO PORTUGAL GASPAR (Presidente da Comissão Permanente da Assembleia Municipal de Habitação, Reabilitação Urbana e Bairros Municipais)
Por Pedro Portugal Gaspar às 16:24 1 crónicas
09 outubro 2008
Maior número de fogos cedido no mandato de João Soares
Lisboa, 09 Out (Lusa) - Os mandatos de João Soares (PS/PCP), entre 1995 e 2001, foram aqueles em que foram cedidas mais casas do património disperso da autarquia lisboeta no pós-25 de Abril, segundo a lista de atribuição de habitações.
De acordo com a lista do património disperso distribuída quarta-feira pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, aos vereadores, a que a agência Lusa teve acesso, existem 2.028 habitações, com três tipos de contratos: arrendamento habitacional (com contrato), habitação social (sem contrato) e cedência habitacional (sem contrato).
Nos mandatos de João Soares, entre 1995 e 2001, foram cedidas 281 casas, seguindo-se a presidência de Krus Abecassis (1979-1989), altura em que foram atribuídas 200 habitações.
Com Pedro Santana Lopes (PSD/CDS-PP) à frente da autarquia (Dezembro de 2001 a Julho de 2004 e, mais tarde, seis meses em 2005), foram cedidos 155 fogos, mais dois que no mandato de Jorge Sampaio (coligação PS/PCP, de 1989 a 1995).
No mandato de Carmona Rodrigues (PSD/CDS-PP), que esteve na Câmara de Lisboa oito meses entre 2004 e 2005 e entre Outubro de 2005 e Maio de 2007, foram atribuídas 112 casas.
No actual mandato, presidido pelo socialista António Costa, foram cedidos 69 fogos.
No mandato do primeiro presidente da autarquia eleito democraticamente após o 25 de Abril, Aquilino Ribeiro Machado, foram atribuídas 75 habitações, enquanto antes da revolução de 1975, foram cedidas 708 casas.
Os valores das rendas são muito díspares, existindo mesmo casas a custo zero: uma delas trata-se de arrendamento habitacional com prazo e com contrato cedida a 01 de Janeiro deste ano, na Freguesia de Santa Catarina.
Outro exemplo é o de uma casa de habitação social sem contrato, na Freguesia da Ajuda, com data de 01 de Maio de 2001.
A renda mais cara custa 610,05 euros mensais e trata-se de uma casa de habitação social sem contrato, cuja atribuição ocorreu a 01 de Novembro de 2001, em Santa Maria dos Olivais.
Há exemplos de contratos com quase cem anos: o de uma habitação em Santos-o-Velho com contrato de arrendamento habitacional datado de 01 de Dezembro de 1910, com uma renda de seis euros, e de uma casa cedida três dias antes, situada na Freguesia de São Cristóvão e São Lourenço, e com uma renda de quatro euros.
Os contratos mais recentes são de dia 01 de Setembro deste ano e dizem respeito a uma casa na Freguesia das Mercês, de habitação social sem contrato, além de uma cedência habitacional de um fogo na Freguesia de Santa Catarina, sem contrato.
A freguesia que concentra mais casas de património disperso da autarquia é a de Santa Maria de Belém, enquanto a Freguesia de Mártires tem apenas duas habitações.
ACL/PMC/JH.
Lusa/fim
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 23:38 4 crónicas
Marcadores: Câmara de Lisboa, Gestão PS/PC, Santana Lopes
07 outubro 2008
Ainda as casas da CML (2)
Lisboa/Casas: Comissão Municipal Habitação quer ouvir Ana Sara Brito
07 de Outubro de 2008, 09:16
Lisboa, 07 Out (Lusa) - A Comissão Municipal de Habitação vai pedir a audição da vereadora Ana Sara Brito para que a autarca explique se existem e quais são as regras para atribuir casas do chamado 'património disperso' da Câmara de Lisboa.
Segundo disse à Lusa o presidente da comissão, Pedro Portugal Gaspar, aquele órgão municipal reuniu segunda-feira ao final do dia e "foi unânime a necessidade de regras para atribuição das casas que fazem parte do património disperso da autarquia".
"Nalguns casos estas habitações até poderiam servir para realojamentos temporários, quando há obras que implicam tirar as famílias de casa e não há outra alternativa. Assim a Câmara não teria despesas extra", adiantou.
Pedro Portugal Gaspar disse que a comissão pretende igualmente pedir à autarquia que faculte todos os regulamentos existentes sobre a matéria.
"Vamos pedir à Câmara Municipal que nos dê o historial de toda a regulamentação que existe na autarquia sobre esta matéria, inclusive o regulamento que a ex-vereadora Maria José Nogueira Pinto disse que tinha deixado pronto", disse.
"É que a autarquia acaba por ser muito mais restritiva na atribuição de casas da área social, que tem regras muito rígidas, do que nesta", acrescentou.
Também no âmbito das casas do património disperso da autarquia, a comissão vai pedir a audição da vereadora Helena Roseta, responsável pela elaboração do Plano Local de Habitação, para saber quais são as suas propostas a este nível.
As decisões da Comissão Municipal de Habitação surgem quase um mês depois das primeiras notícias sobre a atribuição arbitrária de casas do chamado 'património disperso' da Câmara de Lisboa.
O caso já levou a vereadora socialista Ana Sara Brito, responsável pelos pelouros da Habitação eAcção Social, a dar explicações públicas sobre a casa em que viveu durante alguns anos e que também era propriedade da Câmara.
Também o presidente da autarquia, António Costa (PS), falou publicamente do assunto, tendo mesmo pedido à Comissão Nacional de Protecção de Dados um parecer sobre a eventual divulgação dos nomes de todas as pessoas a quem a autarquia atribuiu casas que pertencem ao 'património disperso'.
SO.
Lusa/fim
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 10:08 4 crónicas
Marcadores: Câmara de Lisboa
04 outubro 2008
Desesperos
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 12:46 1 crónicas
Marcadores: Câmara de Lisboa, PSD, Santana Lopes
03 outubro 2008
A casa de Ana Sara (2)
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 17:51 2 crónicas
Marcadores: CML, Gestão PS/BE
01 outubro 2008
COMISSÃO PERMANENTE DE HABITAÇÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL - APRECIAÇÃO DA ATRIBUIÇÃO DE CASAS PELA CML
Por Pedro Portugal Gaspar às 10:42 5 crónicas
A casa de Ana Sara
Nada me move portanto contra a Ana Sara, mas os factos vindos a público não podem deixar de merecer algumas notas.
Importa desde logo esclarecer que a questão é política e não tem nada de jurídico ou criminal.
É verdade que até hoje nunca existiram, e ainda não existem, regras para atribuição, ou melhor, cedência de fogos municipais, pertencentes ao “património disperso”. Tal era um poder discricionário da tutela do pelouro da habitação na CML. E foi usado por todos ao longo de 30 anos. Acredito que a esmagadora maioria das cedências feitas tivessem sido de facto a quem precisava.
Segundo a imprensa, Ana Sara arrendou a casa à CML, sendo na altura Vereadora com pelouros. Para além do cargo político, é enfermeira de profissão. Manteve a casa durante 20 anos, com uma renda que em Dezembro de 2007 era de 146,25 €/mês. Estamos a falar de um T1 no centro de Lisboa. Ainda segunda a imprensa, Ana Sara recebe uma reforma de 3.350€/mês.
Podia e devia ter tido a casa ao longo destes anos? Obviamente que não!
Não só deveria ser constrangedor um autarca ver-lhe atribuída uma casa pelo município onde exerce funções, como também os rendimentos auferidos não justificam essa benesse e a baixa renda cobrada.
Mas para agravar esta situação já de si “muito delicada”, na conferência de imprensa que convocou, Ana Sara Brito alegou motivos pessoais para a cedência do T1 que se escusou a esclarecer. Numa questão destas, para mais tratando-se de uma vereadora em funções, não há questões pessoais. Sobretudo quando está em causa património da Câmara.
A partir de agora qualquer munícipe tem legitimidade para ir a uma reunião de Câmara e pedir que lhe seja atribuída uma habitação por “motivos pessoais”. E aposto que a maior parte dos pedidos são de agregados cujos rendimentos nem devem chegar a 1/3 de 3.350€/mês. E qual é a legitimidade ou autoridade da Vereadora Ana Sara para lhe dizer que não?
Na conferência de imprensa, e questionada se passados 20 anos quando auferia uma pensão que, segundo a declaração de rendimentos que entregou em 2006 no Tribunal Constitucional, se eleva aos 46.883 euros anuais, ainda tinha necessidade de uma renda camarária de 146 euros, a Vereadora limitou-se a dizer que não era uma habitação social. Muito bem, mas sendo ou não social, qual a razão para, com os rendimentos declarados, estar a ocupar um imóvel da CML com uma renda tão baixa? A legalidade da situação até não está em causa, mas politicamente é admissível? É sustentável?
Por último, Ana Sara terá ainda dito na conferência de imprensa, que estava de consciência tranquila e que apenas prestaria contas à população que a elegeu no final do mandato.
Também aqui esteve mal. O executivo camarário deve prestar contas perante a Assembleia Municipal, que é o órgão fiscalizador. Nomeadamente para tudo o que envolva questões de património municipal. Ana Sara, que é autarca há muitos anos sabe-o muito bem.
Posto isto, Ana Sara Brito não tem condições políticas para continuar com os pelouros que tutela. A sua consciência pode estar tranquila. A confiança de António Costa pode ser total. Mas a sua autoridade está seriamente posta em causa. Sobre isso não há qualquer dúvida!
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 01:47 0 crónicas
Marcadores: CML, Gestão PS/BE
30 setembro 2008
Solidariedade de esquerda...
Que bonita a solidariedade de esquerda...
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 16:50 1 crónicas
Marcadores: Câmara de Lisboa, Gestão PS/PC
27 setembro 2008
O debate
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 23:20 0 crónicas
Marcadores: PSD
26 setembro 2008
Ironias
Não pude deixar de me lembrar que, na única vez em que se votou, na Assembleia Municipal de Lisboa, uma moção cuja destinatária era precisamente a sua presidente Paula Teixeira da Cruz (na sequência de declarações da então vereadora Maria José Nogueira Pinto), houve imposição de disciplina de voto aos deputados municipais. Na bancada do PSD, e também na do PS.
Ironias da política...
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 01:03 2 crónicas
Marcadores: Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, PSD
25 setembro 2008
Ainda as casas da CML
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 18:09 1 crónicas
Marcadores: Blog, Câmara de Lisboa, Gestão PS/PC
Justiceiros 2
Gostei deste post do Tomás Vasques:
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 09:42 0 crónicas
24 setembro 2008
CASAMENTOS HOMOSSEXUAIS II
Por Pedro Portugal Gaspar às 16:35 3 crónicas
23 setembro 2008
Pois claro!
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 16:12 2 crónicas
Marcadores: CML, Paula Teixeira da Cruz, PSD, Santana Lopes
22 setembro 2008
CASAMENTOS HOMOSSEXUAIS: REFERENDO OBRIGATÓRIO
Reproduzo aqui o artigo que hoje publiquei no Diário Económico sobre este tema "fracturante",
CASAMENTOS HOMOSSEXUAIS: REFERENDO OBRIGATÓRIO!
"A problemática dos casamentos homossexuais, não sendo de hoje, ganhou recentemente alguma acuidade e centrou parte do debate político, pelo menos de algum sector de esquerda, em especial JS e BE, que pretendem introduzir as chamadas questões “fracturantes” na sociedade portuguesa. Até esse ponto nada a observar, não só porque lhes assiste tal direito, como obviamente têm o mérito de liderar uma agenda política onde certa esquerda se revê, criando mesmo algum embaraço à esquerda do poder, leia-se aos seniores socialistas. Aliás tudo indica que o PS fará exercer o seu ponto de vista, isto é, não viabilizar tal iniciativa, resta saber se por convicção ideológica ou por tacticismo resultante do calendário pré-eleitoral, aliado à paternidade política de tal iniciativa. No fundo aparentando uma ideia de ruptura ideológica, mas adoptando a tese de só viabilizar as “fracturas ratificantes” e, naturalmente, sujeitas a um calendário político não adverso.
Nesta temática Manuela Ferreira Leite veio a público expressar a sua opinião, portanto, contrariamente ao que se tem referenciado genericamente, não esteve calada sobre tal questão, manifestando a sua oposição a tal iniciativa. Com efeito, no seu entender “o casamento visa a procriação”, pelo que simples e directa, Ferreira Leite mantém o código genético do casamento, isto é a contratualização entre duas pessoas de sexo diferente com o propósito de constituição de família, onde obviamente a procriação, embora não único, assume um papel preponderante na concepção e fonte da família.
De imediato choveram críticas a esta posição, apelidada de reaccionária, mas convenhamos que assente na legislação vigente há longas décadas e, principalmente, ancorada na concepção judaico-cristã que molda a nossa sociedade. Claro que se pode rever tal legislação, trata-se de um mero acto normativo para introduzir tal alteração, mas o que se deve questionar é se essa modificação espelha uma nova visão da sociedade sobre esta temática. Nada nos impediria que nessa “divagação fracturante” em questionar, já agora, se devemos ou não introduzir também o conceito de casamento poligâmico, em claro afastamento da concepção judaico-cristã, mas assente numa outra linha de orientação filosófico-religiosa de organização da sociedade, para quem aliás a poligamia faz todo o sentido.
Certo é que o tema dos casamentos homossexuais é um tema relevante e fracturante, susceptível de alterar o quadro de concepção da sociedade portuguesa em matéria de fontes familiares, relegando aspectos culturais e éticos fortemente enraizados nesta mesma sociedade. Assim, será que basta uma iniciativa legislativa para assumir materialmente tal alteração? Ou tal questão não merece um quadro de debate alargado e uma forma de aprovação mais consentânea com o pulsar da sociedade portuguesa?
Parece óbvio que sim. Esta matéria em função do legado histórico-social, bem como da dimensão enformadora do futuro social, implica necessariamente uma consulta popular. De facto esta matéria exige, em função ou não da modificação do paradigma axiológico-normativo do casamento em Portugal de um referendo nacional, de modo a que a sociedade exprima directa e livremente a sua opção nesta questão.
Os argumentos de ambos os campos estão lançados, não parece que uma simples alteração legislativa em final de ano de legislatura, com algum condimento de importação espanhola, portanto de “neoiberismo ideológico-socialista”, seja sinónimo da importância fracturante que o tema tem. Pede-se mais, pede-se mais coragem política, principalmente a quem propõe, mas também a quem se opõe, avance-se para Referendo Nacional, em nome da participação e transparência das opções de fundo da sociedade e da aproximação dos cidadãos ao fenómeno da política, que é de todos e não de uma qualquer minoria auto proclamada de esclarecida.
PEDRO PORTUGAL GASPAR (Docente Universitário, Doutorando em Jurídico-Políticas, Faculdade Direito de Lisboa)".
Por Pedro Portugal Gaspar às 17:16 4 crónicas
Justiceiros
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 00:10 6 crónicas
Marcadores: Marques Mendes, Política, PSD
21 setembro 2008
Nota
Em primeiro lugar, não queria deixar de agradecer os inúmeros comentários que têm deixado neste blog desde a sua rentrée.
Queria no entanto, e à semelhança do que já fiz em tempos, esclarecer o seguinte:
Nenhum comentário que ofenda, insulte, ou faça acusações graves a terceiros será publicado.
Têm sido vários os comentários deste tipo, vindos de diferentes correntes ou alas do PSD. Mas este blog não é um tribunal! Aqui discutimos política. Não insultamos nem ofendemos pessoas. E muito menos deixamos que outros, sob a capa do anonimato o façam.
Discordem e contraponham à vontade sobre o que aqui se escreve ou defende, mas façam-no sempre com respeito. Penso que não é pedir muito.
Obrigado.
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 17:01 0 crónicas
Marcadores: Blog, Comentários
20 setembro 2008
Esperança alfacinha 3
Lendo os outros, neste caso, João Gonçalves in Portugal dos Pequeninos:
Por Rodrigo Mello Gonçalves às 16:02 1 crónicas
Marcadores: Câmara de Lisboa, PSD, Santana Lopes


