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25 abril 2007

O arguido, parte 2

Fontão de Carvalho terá sido constituído arguido no âmbito do processo Bragaparques. Pelo menos foi isso que li no Público e no Sol, há 5 minutos atrás.
Se Fontão já não tinha condições políticas, e sublinho políticas, para regressar à Câmara na sequência do processo dos prémios da EPUL, agora o regresso adivinha-se ainda mais complicado. Às dificuldades políticas (que explicarei noutro post) juntam-se agora as judiciais...

17 fevereiro 2007

Casa de Doidos...

As últimas 24 horas foram absolutamente alucinantes na política alfacinha. Uma loucura colectiva, direi mesmo.

Vamos a factos:

É tornada pública a acusação do crime de peculato a Fontão de Carvalho.

Na 5ª feira à noite, Fontão dá uma conferência de imprensa, onde afirma que se vai manter em funções. Diz ter a solidariedade de Carmona Rodrigues, e relembra que é um independente e a sua decisão é pessoal.

Na 6ª feira de manhã, ao chegar à Câmara, Carmona reafirma a sua solidariedade a Fontão e diz mesmo que tudo foi acordado previamente com a Direcção do PSD, e que esta apoia “inteiramente” a decisão do Vice-Presidente de continuar em funções.

No final da tarde, a Direcção Nacional do PSD retira a confiança política a Fontão de Carvalho.

Ao fim da noite, Fontão dá nova conferência de imprensa, onde anuncia a suspensão do seu mandato por 3 meses.

De seguida, Paula Teixeira da Cruz dá uma conferência de imprensa, enaltecendo a atitude de Fontão de suspender o mandato e reafirmando o apoio do PSD ao executivo camarário.

E agora as perguntas:

1) Se a Direcção do PSD apoiava a continuidade de Fontão, como expressamente afirmou Carmona à imprensa, porquê a retirada da confiança política passado algumas horas? Há algo que não bate certo…

2) O elogio da atitude por parte da Presidente da Distrital de Lisboa é no mínimo surreal. O agora ex-vice-presidente, sabendo da política oficial do PSD face a autarcas arguidos, ocultou durante três meses que o era, inclusive aos seus colegas de vereação. Apesar da acusação queria continuar em funções, dizendo que se tratava de uma decisão pessoal, e só suspendeu depois de lhe ver retirada a confiança política. É esta atitude que a Presidente da Distrital elogia?!?

Não vou tecer muitos mais comentários. Esta sequência de acontecimentos fala por si.

Não posso é deixar de lamentar o ponto a que isto chegou, e o triste espectáculo que se tem oferecido à Cidade.
Lisboa não merecia…