Realizada que foi a eleição para a Distrital de Lisboa, já aqui noticiada pelo companheiro Rodrigo Mello Gonçalves, importa naturalmente analisar e tentar perspectivar o respectivo resultado. Desde logo e, antes de tudo, expressar uma palavra de parabéns e felicidades para os vencedores, assim como uma palavra de reconhecimento aos vencidos, pois todos quiseram e puderam participar numa pugna que engradeceu o PSD/LISBOA.
Não deixa de ser curioso e mesmo paradoxal que o sector ligado à última gestão do PSD na Câmara Municipal de Lisboa tenha saído vencedor deste confronto, ou pelo menos tenha-se integrado e contribuído decisivamente para a vitória de Carlos Carreiras, razão pela qual considero pertinente colocar as seguintes questões:
1ª - Lisboa concelho, em especial o que se passa na sua Câmara, não determina o destino político do distrito?
2ª - Será que os militantes do PSD têm uma posição diferente dos eleitores lisboetas, isto é não valorizaram da mesma forma a responsabilidade pela queda da Câmara?
3ª - As responsabilidades pela gestão do dossier de Lisboa já foram assacadas e pagas politicamente por Marques Mendes e Paula Teixeira da Cruz, pelo que os demais elementos, embora ao tempo vereadores, eram politicamente subordinados e dependentes pelo que já não têm que assumir quaisquer responsabilidades?
4ª - A candidatura vencida não soube capitalizar e valorizar devidamente tal fenómeno, em especial porque a sua mensagem política não absorveu convenientemente tal questão, isto é limitou-se a uma responsabilização pela responsabilização, não perspectivando uma alternativa?
5ª - Será que o voto está praticamente massificado pelo que a contabilidade apriorística quase define os resultados, pois praticamente já não existe voto livre dos militantes anónimos?
A resposta correcta variará de sujeito para sujeito, consoante a sua visão deste problema, mas obviamente que não será de excluir a conjugação de várias questões, naturalmente com ponderações diferenciadas.
Mas o importante agora é iniciar o trabalho político do PSD em Lisboa, pelo que a distrital será, em última análise, o que todos os militantes queiram que a mesma seja...