10 novembro 2007

QUE DISTRITAL DE LISBOA?

Realizada que foi a eleição para a Distrital de Lisboa, já aqui noticiada pelo companheiro Rodrigo Mello Gonçalves, importa naturalmente analisar e tentar perspectivar o respectivo resultado. Desde logo e, antes de tudo, expressar uma palavra de parabéns e felicidades para os vencedores, assim como uma palavra de reconhecimento aos vencidos, pois todos quiseram e puderam participar numa pugna que engradeceu o PSD/LISBOA.
Não deixa de ser curioso e mesmo paradoxal que o sector ligado à última gestão do PSD na Câmara Municipal de Lisboa tenha saído vencedor deste confronto, ou pelo menos tenha-se integrado e contribuído decisivamente para a vitória de Carlos Carreiras, razão pela qual considero pertinente colocar as seguintes questões:
1ª - Lisboa concelho, em especial o que se passa na sua Câmara, não determina o destino político do distrito?
2ª - Será que os militantes do PSD têm uma posição diferente dos eleitores lisboetas, isto é não valorizaram da mesma forma a responsabilidade pela queda da Câmara?
3ª - As responsabilidades pela gestão do dossier de Lisboa já foram assacadas e pagas politicamente por Marques Mendes e Paula Teixeira da Cruz, pelo que os demais elementos, embora ao tempo vereadores, eram politicamente subordinados e dependentes pelo que já não têm que assumir quaisquer responsabilidades?
4ª - A candidatura vencida não soube capitalizar e valorizar devidamente tal fenómeno, em especial porque a sua mensagem política não absorveu convenientemente tal questão, isto é limitou-se a uma responsabilização pela responsabilização, não perspectivando uma alternativa?
5ª - Será que o voto está praticamente massificado pelo que a contabilidade apriorística quase define os resultados, pois praticamente já não existe voto livre dos militantes anónimos?
A resposta correcta variará de sujeito para sujeito, consoante a sua visão deste problema, mas obviamente que não será de excluir a conjugação de várias questões, naturalmente com ponderações diferenciadas.
Mas o importante agora é iniciar o trabalho político do PSD em Lisboa, pelo que a distrital será, em última análise, o que todos os militantes queiram que a mesma seja...

4 comentários:

Anónimo disse...

Parabéns PPG
Foi muito clara a sua apreciação do resultado eleitoral. Muito se disse, quase sempre sem conteúdo. basta ver as vergonhas que, apoiantes da lista vencedora, responsáveis pela queda da CML se permitiram por no blog POLITICOPATA, no período que antecedeu o acto eleitoral e já depois. com esta gente e esta forma de fazer política não conseguirá a distrital os bons resultados que esperamos. fica a dúvida e esperamos para ver. como será que a tralha mendista vai lidar com a declaração do carreiras de apoio ao Isaltino. Mais uma vez parabéns.

Anónimo disse...

Nas directas Marques Mendes ganhou no concelho de Lisboa. Porquê?

Anónimo disse...

Caríssimo:
O que se passou nesta eleição para a distrital de Lisboa poderá ter várias interpretações. Também eu faço as mesmas questões, dadas as circunstâncias em que se moveram alguns interesses para a obtenção deste resultado. Uns sabem o mesmo que eu, outros calculam e muitos ficarão pela ignorância, aceitando por si só esta vitória. Não vou agora interrogar-me sobre a competência de Carlos Carreiras ao assumir as funções pelas quais competiu mas fico na dúvida perante o desempenho que alguns elementos da sua equipa poderão ter ao longo deste mandato. De facto, nem todos os nomes foram lançados no 1º round. Mas as guerras são feitas de várias batalhas e por vezes caem aqueles que consideramos mais competentes. Não existem heróis nesta história mas tenho a convicção que o principal lesado de tantos jogos de bastidores venha a alcançar em 2009 um lugar justo e á medida do grande valor que têm. Eu e muitos acreditamos em si, PPG. Mantenha-se forte nos seus princípios e não verge a resoluções que o substimam por parte daqueles que o deviam apoiar mais e não o fazem.

Anónimo disse...

respondendo a am:
ganhou porque permitiu que as secções se enchessem de inscritos, retirados das listas de moradores nos bairros sociasi -daí a importância de os contolar e a guerra como a Zézinha...Com essa carneirada, controlada pelos capos que pôs à frente das secções, MM ganhou tudo dentro do partido e perdeu 2/3 dos votos do eleitorado.

È isso que a distrital tem de resolver -os chefes desses gangs de votantes internos, NÃO TÊM OS VOTOS DO ELEITORADO. Se não entenderem isto, bem podem arrumar as botas, vender as sedes e dar o dinheiro à Misericórdia...